O CARNAVALESCO conversou com a comunidade e a equipe da União de Maricá sobre o canto forte da escola para o Carnaval 2026. A satisfação e a entrega da comunidade não são por acaso, mas fruto de investimento pesado e do trabalho incansável de sua equipe, como reforçou uma das novas contratações da escola para 2026, o intérprete Zé Paulo Sierra.
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“A escola vem mostrando uma evolução e um entendimento do que precisa ser feito. A direção montou um time sólido e experiente para acertar algumas coisas e, assim, colher os frutos do que está sendo plantado. O Mauro, com seu time de harmonia, tem feito um trabalho fantástico e incansável, ala por ala. O resultado é uma escola cantando o samba por inteiro, com a mesma intensidade do início ao fim”, apontou o artista.
Mesmo estreante na agremiação, o diretor de harmonia, Mauro Amorim, contou que as bases para o resultado apontado por Zé Paulo são construídas durante os recorrentes ensaios.
“A gente está trabalhando muito. Já estamos no nosso quarto ensaio de rua, fizemos seis ou sete ensaios de quadra de canto e temos um planejamento muito grande de ensaios até o carnaval. A gente sabe do nosso desafio, sabe do tamanho do nosso trabalho, mas é aquilo: a gente precisa trabalhar, trabalhar, trabalhar, ensaiar, ensaiar, ensaiar, e vamos fazer muito isso até o carnaval”, garantiu o profissional.

Mauro comentou ainda sobre a gratidão que sente por cada componente que se dedica à agremiação.
“Eu pedi para cada diretor de harmonia dar um abraço e agradecer aos seus componentes. De Maricá para a Cidade do Samba são 50 km. Cada um fez o seu esforço para estar aqui, e a gente precisa reconhecer isso. O diretor de harmonia precisa criar um bom ambiente de trabalho e ser um multiplicador de alegria para essa galera estar feliz”, explicou.

“A comunidade está superanimada. Nosso ensaio de rua é prestigiado tanto pela comunidade da escola quanto pelos moradores de Maricá que não desfilam. Todos firmes e fortes, com uma energia contagiante. Hoje, eu vou te falar que, em 2026, Maricá vai ser campeã. Temos um ótimo samba e um enredo de empoderamento feminino”, disse a assistente administrativa Michele Guerrero, de 42 anos, que estreia, em 2026, como componente da escola da cidade onde mora.
A técnica de enfermagem Lúcia Silva, de 42 anos, há três anos na União de Maricá, também se mostrou otimista com o próximo desfile.

“Esse ano, a Maricá está vindo com um chão muito forte. A comunidade abraçou o samba, o povo está com o samba na ponta da língua. O enredo está muito empoderado, trazendo a força e a luta da mulher preta. A escola está empenhada para ganhar esse título e ingressar no Grupo Especial”, pontuou Lúcia.
O fotógrafo Jorge Luiz Rodrigues, conhecido como Jorginho, de 60 anos, se prepara para o primeiro carnaval na União de Maricá. Ele desfila há 33 anos pela Viradouro.
“Para o meu primeiro ano, a escola está com uma entrega muito boa. O pessoal está cantando, com a letra na ponta da língua, evoluindo… Está show de bola”, avaliou.
Inicialmente subestimada por parte do mundo do samba, a União de Maricá mostra, a cada dia e a cada carnaval, sua evolução, silenciando aqueles que antes a criticavam.
“A escola está acima das críticas que as pessoas fazem dela. Não tem nada a ver. A escola tem muito chão”, afirmou Jorginho.
Maestro da animação maricaense, Mauro Amorim respondeu aos julgamentos com segurança e bom humor.
“Maricá é terra de sambista. A comunidade está feliz, a escola investe muito na sua comunidade. A gente vai levar o melhor desfile possível para a Sapucaí, porque o povo merece”, colocou.
Michele, por fim, destacou as esperanças em um futuro longevo para essa crescente comunidade.
“Toda escola um dia já teve 5, 10, 15 anos. A Maricá é uma escola nova, uma escola que está crescendo e vai fazer 20, 30, 50 anos e vai ser centenária como as outras”, profetizou.









