InícioGrupo EspecialBeija-Flor resgata sua identidade e volta a fazer alegorias luxuosas

Beija-Flor resgata sua identidade e volta a fazer alegorias luxuosas

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Sendo a última escola a pisar na Avenida, na noite da última segunda-feira, a Beija-Flor de Nilópolis fechou o ciclo de desfiles das escolas de samba do grupo especial em 2020. Com o enredo “Se essa rua fosse minha”, a Deusa da Passarela narrou a evolução do homem e sua trajetória pelas ruas e caminhos. No quesito alegorias, a escola da baixada resgatou algumas de suas raízes e apresentou duas composições grandes e luxuosas, com destaque para o abre-alas e o segundo carro.

A alegoria que abriu o desfile da agremiação, intitulada “O Voo do Beija-Flor Glacial”, retratou o homem de Cro-Magnon, que viveu a última era glacial e teve seus caminhos abertos e iluminados pelo sol. O enorme carro era elaborado em tons de branco e azul-claro e contava com um Beija-Flor, símbolo da escola, na dianteira. A composição foi uma das favoritas entre os nilopolitanos.

“Agora estamos com a cara da Beija-Flor. Carros luxuosos e grandes. Foi isso que fez com que nós fôssemos apelidados como a Deusa da Passarela. Estamos acostumados com isso, desde a época de Joãozinho Trinta. O abre-alas é muito bonito, bem-feito, o meu preferido”, afirmou Neide Tamborim, madrinha da bateria da agremiação.

Outra composição que chamou a atenção pelo tamanho foi a alegoria número dois. O carro, nomeado como “Todos os caminhos levam a Roma”, fez uma homenagem ao Império Romano, precursor na construção de grandes estradas. Tendo sua estrutura semelhante a arquitetura e cotidiano da época retratada, levou para a Avenida esculturas de cavalos e escadarias com componentes vestidos como gladiadores.

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Alessandra Oliveira, que é coreógrafa da ala Emoções e irmã de Fran Sérgio, o ex-carnavalesco da agremiação, estava torcendo pelo retorno da escola à antiga forma de fazer alegorias.

“Grandiosidade sempre foi o estilo da Beija-Flor. Eles tentaram uma nova abordagem, porém essa é a marca da escola, não tem jeito”, afirmou a professora de dança, que está na azul e branca de Nilópolis há mais de duas décadas.

No ano anterior, a agremiação levou para a Avenida carros pequenos e com uma leitura teatralizada. A escolha não funcionou no desfile e também prejudicou as notas da escola. A esperança dos componentes da Beija-Flor é de que a “Deusa da Passarela” se erga da décima primeira posição alcançada em 2019. O retorno das composições luxuosas pode ser o primeiro passo para que a agremiação retorne no sábado das campeãs.

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