A Beija-Flor de Nilópolis recebeu, na tarde de ontem, a visita do presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Leandro Grass, acompanhado de representantes do próprio Instituto e do Ministério da Cultura. O grupo foi recebido pelo presidente da escola, Almir Reis, e pelo time de enredistas da agremiação, que apresentaram em primeira mão todos os desenhos, alegorias e o conceito do desfile de 2026. O enredo da próxima temporada, intitulado “Bembé”, homenageia a mais antiga celebração pública de Candomblé do Brasil, realizada há mais de um século na cidade de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano.

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Foto: Beija-Flor de Nilópolis/Caio Marcelino

A visita ofereceu ao presidente do IPHAN um acesso exclusivo ao processo criativo da Beija-Flor, conduzido pelo carnavalesco João Vitor Araújo, e reafirmou a importância de estabelecer pontes entre o patrimônio cultural imaterial e a arte do Carnaval.

Recentemente, a Beija-Flor recebeu do IPHAN uma carta oficial de parabenização pela escolha do enredo, além do título de “Amigos do Patrimônio”, reconhecimento concedido à agremiação por destacar, através do samba, um bem cultural tombado e registrado como patrimônio imaterial brasileiro.

Para o presidente da Beija-Flor, Almir Reis, esse reconhecimento é motivo de orgulho para toda a comunidade nilopolitana: “O título de ‘Amigos do Patrimônio’ reforça a missão da Beija-Flor de transformar a Sapucaí em palco da nossa memória coletiva. O Bembé é resistência, fé e arte, e a nossa escola será a voz que ecoará essa celebração para o mundo.”

Com o enredo “Bembé”, a Beija-Flor reafirma seu compromisso com a preservação da memória afro-brasileira, celebrando a ocupação dos espaços públicos, a ancestralidade negra e a pluralidade cultural do Recôncavo Baiano em seu desfile de 2026. A escola será a segunda a desfilar na segunda-feira de Carnaval, dia 16 de fevereiro, na Marquês de Sapucaí.