O tradicional Encontro dos Tambores, que celebra a ancestralidade e a religiosidade afro-brasileira, realizado no bairro do Laguinho, no Amapá, foi a grande inspiração para a ala das baianas da Mangueira neste ano. Vestidas de branco com detalhes em dourado, as componentes cruzaram a avenida com oferendas na cabeça, como gratidão aos orixás e aos tambores sagrados.

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Detalhes da fantasia das baianas da Mangueira
Detalhes da fantasia das baianas da Mangueira
FOTO: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

A proposta da ala era conectar as mães do samba com as mães de santo que participam do evento no Amapá, representando a tradição e a espiritualidade.

Gabriela Pinto, de 51 anos
Gabriela Pinto, de 51 anos
FOTO: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

A recepcionista e doceira Gabriela Pinto, de 51 anos, comentou a emoção de representar o tema: “A ala das baianas representa muito. Essa coisa dos tambores tem um significado enorme para nós. Hoje viemos agradececendo aos Orixás. É uma alegria muito grande fazer parte disso”.

Elisangela Tomazelli de 53 anos
Elisângela Tomazelli, de 53 anos
FOTO: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

Elisângela Tomazelli, de 53 anos, explicou o significado da oferenda e do branco e dourado dentro do contexto da fantasia: “A oferenda simboliza bênção e devoção. É como se você estivesse agradecenco aos Orixás enquanto está abençoando, dando uma glória a alguém. O branco e dourado representam a riqueza e a prosperidade”.

Reginara Brandao de 45 anos
Reginara Brandão, de 45 anos
FOTO: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

Já a promotora Reginara Brandão, de 45 anos, comentou como se identifica com a ala: “Representar o Encontro dos Tambores fala sobre minha identidade como mulher preta, sobre ancestralidade e a força da religião de matriz africana no samba. As oferendas são um agradecimento pelo ano e a entrega do nosso melhor. O branco e dourado simbolizam paz, prosperidade e riqueza. Mesmo sem praticar, tenho fé na matriz africana e acredito nos orixás e na nossa raiz ancestral”.