A Beija-Flor de Nilópolis levou à Sapucaí o enredo “Bembé”, em celebração à ancestralidade do povo preto, das tias do samba e conectando a história do maior candomblé de rua do mundo ao legado da agremiação nilopolitana. Em afirmação de sua travessia, a escola pôs a ala das baianas para abrir o desfile, em forma de agradecimento e representando o fundador de Bembé, João de Obá, que foi até as Yabás afim de agradecer por sua liberdade.
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“As Tias do Samba e a Força da Tradição”, espalharam o axé pela avenida com vestes na cor branca, simbolizando purificação, tecido de renda, pomba da paz e elementos dourados.

FOTO: Maria Estela Costa/CARNAVALESCO
Luciula Amorim, aposentada de 60 anos, desfila na agremiação há cinco anos e afirma que esse enredo aponta para uma reconexão com a fé, de pedir por abertura e clareza nos caminhos.
“A gente já entra com o pensamento de que vai dar tudo certo, que vai ser assim mesmo, a energia de todo mundo é muito boa”, afirmou Luciula.

FOTO; Maria Estela Costa/CARNAVALESCO
Angela Campos, aposentada de 66 anos, está na Beija-Flor há 20 anos e, para ela, sua fantasia indica a intersecção entre a consagração de um espaço sagrado com a alegria de iniciar o desfile no maior espetáculo da Terra. Angela acredita que esse enredo consegue transformar a Avenida em um território de fé.
“Você se arrepia, o coração bate mais acelerado, é uma coisa que nem dá para descrever totalmente como é. Esse enredo une muito nossa cultura, a nossa raça e a nossa fé, porque sem fé você não vai a lugar nenhum”, declarou Angela.

FOTO: Maria Estela Costa/CARNAVALESCO
A professora Jane Aleixo, de 37 anos, desfila na agremiação há 4 anos e, para ela, a cor de sua fantasia veio em representação da paz e união que elas tem dentro da comunidade nilopolitana. Jane se sentiu honrada em poder representar as tias do samba.
“É uma honra estar aqui representando essas mães que lá no passado fizeram com que os nossos antepassados pudessem ter lutado para que hoje nós, pessoas pretas, tenhamos tantos direitos”, destacou Jane.

FOTO: Maria Estela Costa/CARNAVALESCO
A técnica em enfermagem, Valdea Gomes, de 60 anos, desfila na Beija-Flor há 3 anos e se sente muito linsonjea em participar desse momento da agremiação, sobretudo, pelo respeito e carinho que recebe de toda diretoria da escola.
“É uma festa em que nós comemoramos nossa ancestralidade. E, hoje, nós estamos abrindo espaço para os nossos ancestrais, para o nosso povo, estamos levando essa história para o povo preto”, declarou Valdea.









