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	<title>Gustavo Mattos &#8211; Carnavalesco</title>
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	<description>Carnaval do Rio de Janeiro, escolas de samba, sambas-enredo, fantasias e vídeos</description>
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	<title>Gustavo Mattos &#8211; Carnavalesco</title>
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		<title>Valeska Reis traduz a força do enredo da MUM em estreia histórica no Especial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mattos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Dec 2025 00:27:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Mocidade Unida da Mooca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É a partir da luta, da memória e da resistência que a Mocidade Unida da Mooca constrói o seu desfile para o Carnaval de 2026. Em seu primeiro ano no Grupo Especial de São Paulo, a escola aposta no enredo “Gèlèdés – Agbara Obinrin”, uma homenagem à Geledés – Instituto da Mulher Negra, colocando o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É a partir da luta, da memória e da resistência que a Mocidade Unida da Mooca constrói o seu desfile para o Carnaval de 2026. Em seu primeiro ano no Grupo Especial de São Paulo, a escola aposta no enredo “Gèlèdés – Agbara Obinrin”, uma homenagem à Geledés – Instituto da Mulher Negra, colocando o poder do feminino negro no centro da narrativa que será levada à Avenida. Vivendo intensamente esse novo ciclo, a rainha de bateria, Valeska Reis, surge como uma das figuras que melhor traduzem a conexão entre a comunidade da MUM e o discurso apresentado pela escola. Querida pelos componentes, ela destaca o carinho que recebe no dia a dia como reflexo da união e do sentimento de pertencimento que marcam a identidade da agremiação.</p>
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<figure id="attachment_177955" aria-describedby="caption-attachment-177955" style="width: 559px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-177955" src="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/valeska_mum-559x400.jpg" alt="valeska mum" width="559" height="400" title="Valeska Reis traduz a força do enredo da MUM em estreia histórica no Especial 1" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/valeska_mum-559x400.jpg 559w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/valeska_mum-150x107.jpg 150w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/valeska_mum-587x420.jpg 587w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/valeska_mum-300x215.jpg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/valeska_mum-600x429.jpg 600w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/valeska_mum-696x498.jpg 696w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/valeska_mum.jpg 749w" sizes="(max-width: 559px) 100vw, 559px" /><figcaption id="caption-attachment-177955" class="wp-caption-text">Foto: Felipe Araújo/Divulgação Liga-SP</figcaption></figure>
<p>“Eu sou uma pessoa muito privilegiada por fazer parte dessa comunidade que é quente e muito querida, uma comunidade com sede de vencer. É uma escola que me abraçou com tanto carinho que, mesmo indo agora para o meu terceiro carnaval, parece que já estou no décimo. É um ambiente muito acolhedor, eu me sinto em casa”, afirma.</p>
<p>Para Valeska, a Mocidade Unida da Mooca carrega um dos valores mais importantes do carnaval: a essência. Ao falar sobre a escola, a rainha destaca a simplicidade como marca registrada da MUM, uma característica que atravessa o tempo sem se perder.</p>
<p>“É uma escola que não perde, e nunca perdeu, a sua essência. A MUM que a gente conhece de tempos atrás segue sendo a MUM de hoje”, diz, reforçando a identidade sólida construída pela comunidade ao longo dos anos.</p>
<p>O enredo, que coloca as mulheres negras no centro da narrativa, também tem um significado profundo e pessoal para a rainha de bateria. Representatividade, orgulho e responsabilidade caminham juntos nesse momento.</p>
<p>“É simplesmente inspirador. Um enredo necessário, que aborda temas muito importantes para a sociedade, especialmente na luta contra os lugares de diminuição impostos às mulheres. É um enredo que levanta a gente e nos coloca no nosso devido lugar. Depois do desfile da MUM, as pessoas vão passar a enxergar tudo isso com outro olhar, com certeza”, destaca.</p>
<p>Diante da estreia no Grupo Especial, Valeska não esconde a emoção e o peso da responsabilidade que o momento carrega. Para ela, a sensação é intensa e simbólica.</p>
<p>“É um frio na barriga, um frio na barriga duplo, porque é uma responsabilidade enorme desde que a escola subiu para o Grupo Especial”, revela.</p>
<p>A rainha também faz questão de exaltar o trabalho que acontece longe dos holofotes. Acompanhando de perto a rotina de bastidores e o dia a dia de barracão, ela ressalta o cuidado e o carinho presentes em cada etapa da preparação.</p>
<p>“Não é um desfile para a escola se manter no Grupo Especial. É um desfile para a escola estar entre as grandes do carnaval de São Paulo”, completa.</p>
<p>Com um enredo potente, uma comunidade unida e um trabalho construído com sensibilidade e ambição, a Mocidade Unida da Mooca se prepara para escrever um capítulo histórico em sua trajetória. Em 2026, mais do que estrear no Grupo Especial, a MUM promete levar à Avenida um desfile de afirmação, identidade e força, mostrando que sua chegada entre as grandes do carnaval paulista é fruto de luta, consciência e essência preservada.</p>
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		<title>Muriel relembra emoção de 2018 e projeta Tatuapé forte na busca pelo título no Carnaval 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mattos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 18:43:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Tatuapé]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Acadêmicos do Tatuapé segue construindo sua trajetória no carnaval de São Paulo com trabalho e um olhar firme para o futuro. Vice-campeã em 2025, a escola reforça a sensação de que o sonho da próxima estrela está cada vez mais próximo. Esse clima de entrega e seriedade também se reflete na bateria e em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Acadêmicos do Tatuapé segue construindo sua trajetória no carnaval de São Paulo com trabalho e um olhar firme para o futuro. Vice-campeã em 2025, a escola reforça a sensação de que o sonho da próxima estrela está cada vez mais próximo. Esse clima de entrega e seriedade também se reflete na bateria e em sua corte. À frente dela, Muriel, rainha engajada e profundamente ligada à escola, traduz em palavras o sentimento que move a comunidade. Segundo ela, o envolvimento com a Tatuapé é algo que só cresce com o tempo.</p>
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<figure id="attachment_177842" aria-describedby="caption-attachment-177842" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-177842" src="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/muriel_tatuape-600x400.jpg" alt="muriel tatuape" width="600" height="400" title="Muriel relembra emoção de 2018 e projeta Tatuapé forte na busca pelo título no Carnaval 2026 2" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/muriel_tatuape-600x399.jpg 600w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/muriel_tatuape-150x100.jpg 150w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/muriel_tatuape-631x420.jpg 631w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/muriel_tatuape-300x200.jpg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/muriel_tatuape-696x463.jpg 696w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/muriel_tatuape.jpg 768w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-177842" class="wp-caption-text">Foto: Felipe Araújo/Divulgação Liga-SP</figcaption></figure>
<p>“Esse engajamento com a escola é algo surreal. Durante os meus quatro anos à frente da bateria da Acadêmicos do Tatuapé, isso nunca muda, sempre melhora”, afirma.</p>
<p>A busca constante pelo título, segundo Muriel, vai muito além da disputa na Avenida e acaba se tornando combustível para todos que fazem parte do desfile. “A seriedade por buscar o título, lógico que contagia a corte de bateria”, explica, reforçando como o foco e a responsabilidade coletiva fortalecem o conjunto apresentado pela escola.</p>
<p>Entre tantas experiências marcantes, Muriel destaca um momento especial que carrega até hoje. O desfile de 2018 ocupa um lugar único em sua memória, quando atravessou o Sambódromo à frente da bateria ao lado da filha, que havia superado um grave problema de saúde. “Foi um ano muito especial na minha vida”, relembra, emocionada.</p>
<p>Para o Carnaval de 2026, a Acadêmicos do Tatuapé levará para a Avenida o enredo “Plantar para Colher e Alimentar – Tem muita terra sem gente, tem muita gente sem terra!”, que propõe uma reflexão sobre reforma agrária, agricultura familiar e o direito à terra como base da dignidade social. A narrativa aborda a desigualdade no acesso à terra e valoriza o trabalho no campo, ressaltando a importância estrutural da produção agrícola para o Brasil.</p>
<p>Com um enredo de forte impacto social, um conjunto cada vez mais maduro e a confiança de quem esteve a poucos detalhes do título no último carnaval, a Tatuapé entra em 2026 mirando alto. Muriel resume o sentimento que prevalece na quadra e na comunidade: a esperança pelo título permanece viva. “A gente bateu na trave em 2025, mas tudo acontece no momento certo e na hora certa”, conclui, projetando um desfile marcado por força, consciência e emoção.</p>
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		<title>De Olho no Especial: como a comunidade da Mancha Verde projeta o Carnaval 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mattos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Dec 2025 22:41:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Mancha Verde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No Carnaval de 2025, a Mancha Verde viveu um dos momentos mais inesperados de sua trajetória recente. Com o enredo “Bahia, da fé ao profano”, a escola apresentou um desfile marcante, tecnicamente consistente e visualmente impactante. Ainda assim, o resultado surpreendeu: a agremiação acabou rebaixada do Grupo Especial para o Grupo de Acesso I. Para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No Carnaval de 2025, a Mancha Verde viveu um dos momentos mais inesperados de sua trajetória recente. Com o enredo “Bahia, da fé ao profano”, a escola apresentou um desfile marcante, tecnicamente consistente e visualmente impactante. Ainda assim, o resultado surpreendeu: a agremiação acabou rebaixada do Grupo Especial para o Grupo de Acesso I. Para a comunidade manchista, o sentimento foi de perplexidade. Poucos imaginavam que um espetáculo tão bem construído não fosse reconhecido da mesma forma pelo corpo de jurados. O que poderia ser apenas frustração, no entanto, transformou-se em combustível para a reconstrução. De olho no Carnaval de 2026, a Mancha Verde aposta alto ao trazer de volta um de seus enredos mais emblemáticos: a reedição do clássico de 2012, “Pelas mãos do mensageiro do axé, a lição de Odu Obará: a humildade”.</p>
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<figure id="attachment_177545" aria-describedby="caption-attachment-177545" style="width: 597px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-177545" src="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/adriana_mancha-597x400.jpg" alt="adriana mancha" width="597" height="400" title="De Olho no Especial: como a comunidade da Mancha Verde projeta o Carnaval 2026 3" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/adriana_mancha-597x400.jpg 597w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/adriana_mancha-150x100.jpg 150w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/adriana_mancha-627x420.jpg 627w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/adriana_mancha-300x201.jpg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/adriana_mancha-600x402.jpg 600w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/adriana_mancha-696x466.jpg 696w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/adriana_mancha.jpg 736w" sizes="(max-width: 597px) 100vw, 597px" /><figcaption id="caption-attachment-177545" class="wp-caption-text">Foto: Felipe Araujo/Liga-SP</figcaption></figure>
<p>Mais do que um tema, o enredo carrega uma poderosa mensagem de otimismo, renascimento e aprendizado. A narrativa destaca a humildade como princípio essencial para o discernimento e para a construção de novos caminhos. Conectado profundamente à espiritualidade e à ancestralidade afro-brasileira, o desfile promete exaltar a força dos orixás, como Xangô, Obaluaiê e Oxalá, além de valorizar saberes que atravessam gerações.</p>
<p>É uma história que convida à reflexão sobre valores fundamentais da vida, evocando respeito, equilíbrio, cura e paz como pilares para uma sociedade mais consciente e humana. Com esse recado forte e atual, a Mancha Verde deposita suas esperanças no retorno ao lugar que considera seu por direito: o Grupo Especial.</p>
<p>Mas, antes, o <strong>CARNAVALESCO</strong> foi ouvir quem realmente vive a escola no dia a dia. Afinal, 2026 é o ano da Mancha Verde? O desfile já deve ser pensado com a cabeça no Especial de 2027? Existe confiança em uma apresentação capaz de alcançar a nota máxima em todos os quesitos? As respostas vêm da comunidade e carregam mais do que opiniões: carregam fé, expectativa e o desejo de redenção.</p>
<p>Baiana da Mancha Verde, Mariana Rosa, de 56 anos, há três anos na agremiação, fala com a serenidade de quem vive a escola por dentro e entende o Carnaval para além das notas e dos troféus. Em um momento delicado da trajetória manchista, sua visão reflete equilíbrio, fé e consciência coletiva sobre o que realmente precisa ser construído para 2026.</p>
<p>Para Mariana, o principal objetivo da Mancha Verde deve ser mostrar sua verdadeira identidade na Avenida, com união, força e respeito à própria história. Na visão da baiana, o retorno ao Grupo Especial pode acontecer, mas precisa ser encarado como consequência de um trabalho bem feito.</p>
<p>Ela reconhece que o sonho do Grupo Especial faz parte da essência de qualquer escola, mas defende que o desfile de 2026 seja construído com os pés no chão, priorizando organização, verdade e entrega. Pensar no Carnaval de 2027, segundo ela, é algo natural, desde que o foco não se perca no processo.</p>
<p>Sobre a possibilidade de alcançar notas máximas, Mariana ressalta que o julgamento faz parte do Carnaval e que cada jurado tem seu próprio olhar. Ainda assim, acredita que um desfile digno, emocionante e conectado com a espiritualidade do enredo e com a comunidade tem grandes chances de ser bem compreendido na Avenida e, como consequência, bem avaliado.</p>
<p>Representando o futuro da Mancha Verde, o mestre-sala e a porta-bandeira mirins Yasmin Jesus, de 13 anos, e Daniel dos Santos, de 18, ambos com oito anos de agremiação, demonstram confiança, emoção e maturidade ao falar sobre o Carnaval de 2026.</p>
<p>Para eles, o próximo desfile carrega um significado especial. Há otimismo no retorno ao Grupo Especial, mas também a consciência de que o caminho passa, antes de tudo, por um Carnaval bem executado. A dupla acredita que 2026 tem tudo para ser um ano marcante, com um desfile grandioso, capaz de emocionar a Avenida e fortalecer ainda mais a identidade da escola.</p>
<p>Daniel destaca que a experiência no Grupo de Acesso será inédita em sua trajetória, o que torna o desafio ainda maior. Segundo ele, mais do que pensar imediatamente no futuro, o foco precisa estar em fazer um desfile consistente, com entrega e dedicação, para então sonhar com o retorno ao lugar que a escola acredita merecer.</p>
<p>Yasmin reforça a confiança no trabalho que vem sendo construído e vê o Carnaval de 2026 como um passo decisivo. Para ela, tudo indica que a Mancha Verde está no caminho certo, e pensar no Especial em 2027 é consequência natural de um desfile bem feito, alinhado com a força da comunidade e com a grandeza da escola.</p>
<p>Integrante da ala comunidade, Carlos Mouro, de 55 anos, há quatro anos na agremiação, vê o Carnaval de 2026 como um ponto de virada para a Mancha Verde. Carlos acredita que a agremiação chega fortalecida, com um projeto à altura do Grupo Especial e com uma comunidade ainda mais unida e determinada após os acontecimentos do último carnaval, especialmente o rebaixamento.</p>
<p>Segundo Carlos, a frustração do resultado anterior serviu como combustível para aumentar a garra. No entanto, ele ressalta a importância de manter os pés no chão, lembrando que o Grupo de Acesso I reúne agremiações qualificadas e que o caminho exige humildade e trabalho sério.</p>
<p>Na avaliação dele, o foco deve estar em fazer um desfile bem executado, consistente e verdadeiro, deixando que o resultado seja consequência do esforço coletivo. A expectativa é por uma apresentação marcante, capaz de emocionar o público e, se tudo for bem compreendido pelos jurados, alcançar as notas máximas nos quesitos.</p>
<p>Carlos também relembra que o desfile anterior teve dificuldades que acabaram impactando a avaliação, além de critérios que não foram totalmente compreendidos pela comunidade. Ainda assim, ele afirma que a escola segue confiante, trabalhando para corrigir falhas e entregar o melhor possível na Avenida em 2026.</p>
<p>Entre a frustração do resultado inesperado e a expectativa por um novo ciclo, a Mancha Verde segue unida, projetando o futuro com equilíbrio, serenidade e fé. As falas da comunidade revelam uma escola consciente de seus desafios, mas fortalecida pelo aprendizado, pelo amadurecimento coletivo e pela confiança no trabalho que vem sendo desenvolvido de forma contínua.</p>
<p>O discurso é cauteloso, mas carregado de convicção, refletindo uma escola que aprendeu com a queda e entende a importância de respeitar cada etapa do processo. Para a comunidade, o acesso não é tratado como obrigação imediata, e sim como consequência natural de um desfile bem executado, verdadeiro e comprometido com seus valores. Pensar no futuro é legítimo, mas o foco está em fazer de 2026 um Carnaval digno, organizado e representativo.</p>
<p>Nesse contexto, o desfile ganha um significado que vai além da disputa por notas. Ele se torna a expressão de uma comunidade que acredita, que participa e que se reconhece na escola. Dos mais jovens aos mais experientes, o sentimento é de pertencimento e responsabilidade coletiva, reforçando que a Mancha Verde é feita, acima de tudo, por pessoas que não se afastaram nem mesmo nos momentos mais difíceis.</p>
<p>Portanto, o Carnaval de 2026 se apresenta como um momento de reafirmação da força comunitária da Mancha Verde. Independentemente do resultado final, a escola entra na Avenida sustentada pela fé, pela ancestralidade e pelo compromisso de quem vive a agremiação de forma intensa e verdadeira. É a partir dessas vozes, desses olhares e dessas vivências que a escola busca transformar aprendizado em reconstrução e seguir escrevendo sua história com dignidade e identidade.</p>
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		<item>
		<title>Hora da retomada: dor e a fé da Nenê de Vila Matilde pela volta ao Especial</title>
		<link>https://carnavalesco.com.br/hora-da-retomada-dor-e-a-fe-da-nene-de-vila-matilde-pela-volta-ao-especial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mattos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Dec 2025 17:26:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Nenê de Vila Matilde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde 2017, a Nenê de Vila Matilde não pisa no Anhembi como parte do Grupo Especial de São Paulo. Oito anos se passaram, mas o sentimento de pertencer ao Especial nunca saiu da comunidade azul e branco, de quem vive a escola no dia a dia e de quem chora ao ouvir o hino da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde 2017, a Nenê de Vila Matilde não pisa no Anhembi como parte do Grupo Especial de São Paulo. Oito anos se passaram, mas o sentimento de pertencer ao Especial nunca saiu da comunidade azul e branco, de quem vive a escola no dia a dia e de quem chora ao ouvir o hino da sua escola do coração. Por isso, o <strong>CARNAVALESCO</strong> ouviu quem realmente sente a dor e a saudade de estar aonde nunca mereceu ter saído. Muitas perguntas surgem, muitas delas sem respostas: será que chegou a hora? O que ainda está faltando? Quando sentiram que podia e não deu? E, acima de tudo, o que é preciso para que o acesso finalmente aconteça?</p>
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<figure id="attachment_177235" aria-describedby="caption-attachment-177235" style="width: 576px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-177235" src="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/aguia_nene-576x400.jpg" alt="aguia nene" width="576" height="400" title="Hora da retomada: dor e a fé da Nenê de Vila Matilde pela volta ao Especial 4" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/aguia_nene-576x400.jpg 576w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/aguia_nene-150x104.jpg 150w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/aguia_nene-768x533.jpg 768w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/aguia_nene-605x420.jpg 605w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/aguia_nene-300x208.jpg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/aguia_nene-218x150.jpg 218w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/aguia_nene-600x417.jpg 600w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/aguia_nene-696x483.jpg 696w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/aguia_nene-100x70.jpg 100w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/aguia_nene-200x140.jpg 200w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2025/12/aguia_nene.jpg 854w" sizes="auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px" /><figcaption id="caption-attachment-177235" class="wp-caption-text">Foto: Felipe Araújo/Divulgação Liga-SP</figcaption></figure>
<p>No olhar de quem cresceu nos becos da Zona Leste, a baiana Elma Leda da Silva, 66 anos de vida, 25 anos de agremiação, a Nenê não é só uma escola, é uma herança que se carrega no peito. E é com essa emoção que ela traduz a força da comunidade.</p>
<p>&#8220;A Nenê é mais do que uma escola. É família, é história, é raiz. Já sentimos que dava, já chegamos perto, já choramos pela chance que escapou. Mas nunca deixamos de lutar. O que falta? Falta união total, falta acreditar de verdade, todos juntos. Acreditar que a Nenê pode voltar para o grupo especial, e a gente vai lutar por isso. A gente vai voltar a sorrir, eu não tenho dúvidas disso&#8221;, disse Elma.</p>
<p>Quando o tempo passa e o sonho insiste em permanecer vivo, a esperança ganha nome e sobrenome na comunidade. Fábio Jonas, 48 anos, 20 anos de Nenê, &#8220;Malandro da Vila&#8221; traduz esse sentimento com a verdade de quem batalha ano após ano.</p>
<p>“Não chegou a hora, passou da hora. A gente está lutando dia após dia, carnaval após carnaval, para que esse acesso tão sonhado chegue. O que falta para acontecer? Na realidade, eu não sei te dizer, porque cada ano que passa a gente acaba superando, a gente não sabe o que o jurado quer. A cada erro, a cada ano, a gente acaba superando erros passados para, quando subir, nunca mais cair. 2025 e 2024 foram dois anos especiais para mim. Em 2024, fizemos um belo carnaval; em 2025, fizemos um desfile maravilhoso, tanto para o público quanto para o jurado, mas infelizmente não conseguimos o sonhado acesso. O que é preciso para conseguir o acesso? Calor humano, amor à escola e, principalmente, muita garra&#8221;.</p>
<p>Há quem olhe para números. Mas há quem olhe para a alma da escola e ali enxergue a resposta. Sthephanye Cristinne, 27 anos, 24 de carnaval, musa da Nenê, fala com a confiança de quem sente a Nenê vibrando mais forte a cada ensaio.</p>
<p>“Se chegou a hora? Eu tenho certeza que sim. Eu acho que, no ano passado (2024), tivemos pouca diferença na pontuação; está muito claro que faltaram poucos décimos para conseguirmos o acesso. A escola está muito bem preparada para esse momento, e eu tenho certeza de que vai dar tudo certo. Eu confio muito no projeto que me foi apresentado e que foi apresentado para a comunidade, que está acreditando nisso. O que está faltando nesse momento? É simples: nada! Porque a Nenê tem uma comunidade muito aguerrida. Porém, é uma escola tradicional, e, atualmente, infelizmente, ou felizmente, o carnaval é midiático; as pessoas acreditam muito naquilo que é visto. Mas eu acredito muito na tradição e na força da minha escola. Eu tenho a sensação de que a escola se sente no Especial, é como se o acesso fosse só um nome. Para a Nenê, isso é apenas um título. É uma escola que se sente muito forte e totalmente capacitada para chegar ao Grupo Especial. Para a gente, estar no acesso não diminui a vontade de estar no Especial. Eu acredito na garra da comunidade, que faz isso acontecer em cada ensaio. A gente mostra que merece, e isso vai acontecer de uma forma muito bonita&#8221;.</p>
<p>Quando a caminhada é longa, a dor da espera se mistura à certeza do futuro. Rodrigo Oliveira, 45 anos, 28 anos de Nenê, diretor geral de Harmonia da Nenê, nas palavras o peso dos anos e a determinação de quem acredita que o retorno está mais próximo do que nunca.</p>
<p>“Passou da hora de subirmos para o Especial. A gente não aguenta mais esses nove anos no Grupo de Acesso. Tivemos um período sabático, em que a Nenê teve que reaprender, reorganizar, reciclar e, enfim, fazer todo esse processo para poder tomar um caminho de retomada. Nos últimos anos, a escola vem fazendo um bom trabalho, e eu tenho certeza de que esse caminho está sendo muito bem construído. Tomara que agora, em 2026, seja a hora da gente voltar e ficar para valer no lugar de onde a gente nunca deveria ter saído. O ano do Faraó Bahia, em 2023, foi o ano em que senti que íamos conseguir o acesso. Foi um ano que tinha tudo para dar certo, mas infelizmente não aconteceu. Na sua pergunta &#8216;o que falta?&#8217;, acredito que agora eu posso te responder, porque o que falta, a gente está buscando e tentando eliminar. Agora é lutar bravamente e conquistar o que sempre sonhamos&#8221;.</p>
<p>Entre lágrimas, sorrisos e a certeza de que cada ensaio é uma luta pelo acesso, a Nenê de Vila Matilde segue caminhando com a força de quem nunca desistiu. A escola que aprendeu a se refazer, viu gerações crescerem sob o solo azul e branco, transformou dor em resistência e saudade em trabalho. A escola continua focada no propósito de voltar ao lugar de onde jamais deveria ter saído. O futuro não é uma promessa distante; ele está sendo construído agora, na fé de uma comunidade inteira.</p>
<p>Se a hora chegou? Talvez a resposta esteja justamente na união, na tradição e no amor que transbordam nos depoimentos de quem vive a Nenê todos os dias. Para a Vila Matilde, o acesso não é apenas uma colocação no papel: é um reencontro com sua própria grandeza. E quando a comunidade acredita, trabalha e sonha junto, o impossível deixa de existir. A Nenê segue forte e preparada.</p>
<p>Quando o grande dia chegar, será mais do que um retorno: será a afirmação de uma história que nunca deixou de brilhar.</p>
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