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A Lins Imperial já tem definido o enredo que levará para a Intendente Magalhães em 2026. A proposta é falar de sustentabilidade e preservação da natureza, tendo a água como fio condutor da narrativa. Em entrevista ao CARNAVALESCO, os carnavalescos Agnaldo Correa e Edgley Cunha revelaram detalhes do projeto.

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Segundo Agnaldo, a ideia surgiu da própria ligação da escola com suas comunidades.
“O enredo é sobre sustentabilidade e preservação da natureza. A água vai ser o elemento de ligação da nossa história. A Lins tem as comunidades Cachoeira e Cachoeirinha, e essas águas nos levaram até Cachoeiras de Macacu, onde estão as águas cristalinas. Através delas, vamos contar a ancestralidade pelo olhar da importância da preservação da água como elemento essencial para a vida.”

Edgley fez questão de complementar a declaração do amigo. “A escola reflete essa influência das águas e tudo o que elas trazem de benefício cultural e de sustentabilidade. O foco é aprender com o exemplo de Cachoeiras de Macacu e dar esse grito de alerta para a preservação do meio ambiente, principalmente no que se refere à água.”

O destaque do enredo

Correa apontou a simbologia do Jequitibá como o ponto mais forte do enredo.
“O grande destaque vai ser a representação do Jequitibá de mil e um anos, que está em Cachoeiras de Macacu. Ele simboliza ancestralidade, resistência e preservação. Junto com a velha guarda, vamos mostrar que a natureza pode renascer sempre, desde que o ser humano esteja disposto a preservar.”
Cunha, por sua vez, ressaltou que a Lins mantém uma tradição de levantar pautas importantes relacionadas ao meio ambiente.

“A escola traz de volta a identidade de sempre ao fazer esse alerta pela natureza, lembrando Chico Mendes e a Eco-92. A comunidade volta a vestir essa camisa.”

Artes plásticas e estética do desfile
Agnaldo destacou que a estética estará fortemente ligada ao tema.

“A plástica vai ser muito voltada para o verde, para a natureza e para a preservação. Vamos ilustrar as crenças, a ancestralidade e as práticas ribeirinhas. Claro que vamos falar da mamãe Oxum, que protege as águas da cachoeira, as águas de Oxalá e as águas de todos nós.”

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“Essa influência dos povos originários e também dos povos bantos estará presente. Vamos refletir essa questão da sustentabilidade também no uso de materiais alternativos. A escola vem alegre e colorida, como a própria natureza nos inspira”, reforçou Edgley.

Desafios da Intendente Magalhães

Sobre as dificuldades da Intendente Magalhães, Agnaldo foi direto: “É difícil, mas a gente trabalha com o que tem. Vamos fazer um carnaval sustentável. Não podemos jorrar água pela avenida, porque não há estrutura, mas vamos usar de forma artificial, driblando as dificuldades para causar um impacto visual bonito.”

“Não tem jeito: é arregaçar as mangas, reaproveitar materiais, correr atrás de contatos. O presidente está sempre buscando apoio e, com a soma de todo mundo, conseguimos colocar o carnaval na avenida”, acrescentou Edgley.

Da cachoeira à avenida, a Lins Imperial promete emocionar e conscientizar o público da Intendente Magalhães e de todo o carnaval em 2026.