InícioSérie OuroAcadêmicos de Niterói leva quadrilheiros para a Sapucaí

Acadêmicos de Niterói leva quadrilheiros para a Sapucaí

Com o enredo “Vixe Maria” e um samba com o ritmo contagiante do forró, a Acadêmicos de Niterói promoveu uma verdadeira festa junina no Sambódromo, na segunda noite de desfiles da Série Ouro.

“Hoje a Niterói está representando uma festa que é importante para o Brasil inteiro. De Norte ao Sul do país, todo mundo sabe fazer quadrilha, mesmo que com suas características regionais”, diz Nicolas Benício, quadrilheiro e diretor da primeira ala da escola, que vem representando as quadrilhas do Brasil. Para fazer isso com fidelidade, a Azul e Branca juntou componentes de diversas quadrilhas do Rio de Janeiro.

Nicolas

“Eu sou quadrilheiro desde criança, quando acompanhava meu tio nas festas juninas. Até tentei gostar de outros ritmos, mas não teve como, me apaixonei 100% pela quadrilha. É um amor que foi passado de família. Me encantei pelos brilhos, pelas estampas dos tecidos e pelas comidas típicas” compartilha Thales Amaral, de 25 anos, quadrilheiro da São Judas Show, de Anchieta.

tales

Apesar da maioria dos integrantes serem cariocas, Nicolas garante que as características da ala não tem distinção regional.

“A nossa ala traz uma representação da quadrilha do Brasil. Dançaremos os passos tradicionais de toda quadrilha, que são aqueles que vocês aprenderam na escola, como o anarriê, o alavantou e o túnel”.

O veterano Douglas Amaral, que dos 45 anos de idade já é quadrilheiro há mais de 20, estando atualmente na Gonzagão do Pavilhão, dá detalhes da fantasia da ala, e fala sobre como a endumentária se relaciona ao enredo.

“Estamos caracterizados com as cores nordestinas, bem vibrantes, na chita. Também trazemos os elementos de cangaceiros na roupa das damas, que tem uma saia grande de filó, então estamos bem juninos”.

Douglas

 

A apresentação foi feita em duplas, onde cada moço tinha a sua moça. Para contrastar com a experiência de Douglas, seu par era Lavínia Bruna, de 22 anos, que tem apenas um ano como quadrilheira na Gonzagão do Pavilhão. O pouco tempo não impediu a moça de desfilar pela Niterói, e ela fez questão de compartilhar seu sentimento em relação a isso.

“É gratificante ajudar a colocar a junção do Carnaval com festa junina na avenida. Por mais que não pareça, as duas festividades estão conectadas pelo amor pela folia”.

 

lavinia

“A quadrilha foi uma dança da corte europeia, que o povo mais humilde passou a reproduzir de uma forma jocosa, por isso, é conhecida como o teatro do povo, assim como as escolas de samba. Dessa forma, nada melhor do que uma escola no Rio de Janeiro mostrar o que é uma festa popular para o Brasil inteiro” complementa Nicolas.

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