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Abre-alas da Viradouro narrou o Turbilhão de Memórias na vida de Rosa Maria Egipcíaca

A Unidos do Viradouro encerrou os desfiles do carnaval carioca trazendo para a avenida do samba o enredo “Rosa Maria Egipcíaca”, que foi a primeira mulher negra a escrever um livro no Brasil. A escola do carnavalesco Tarcísio Zanon iniciou seu desfile com um grande carro abre-alas, que era constituído por três chassis, separados pela segunda ala “Resistência Courana”.

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O primeiro carro da Viradouro foi chamado de “Turbilhão de Memórias”, retratando os devaneios que Rosa Maria teve com um afogamento, e fazia parte do setor “A Profecia das Águas”. O destaque central era Maurício Pina, com a fantasia “Delírios em Águas Profundas”. A alegoria trazia ainda 62 componentes como composições, que estavam vestidos como os “Peixes no Rebojo Marinho, Peixes Abissais e Vertigem Courana”.

A decoração do carro estava muito bem acabada, repleta de animais do fundo do oceano, como: polvos, tartarugas, peixes… Toda a fauna marinha foi retratada de forma criativa e original, com bastante flores e alguns chifres de marfim. Ao final da alegoria, uma grande escultura feminina entornava um jarro com flores e água em uma escultura de Rosa Maria na sua fase de menina. O carro foi todo confeccionado nas cores laranja, marrom e azul piscina.
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Desde criança desfilando pela Unidos do Viradouro, Kamilla Ramos, de 38 anos, também saiu como composição do abre-alas. Ela revelou que estava emocionada antes de entrar na avenida. “Eu já vim no caminho chorando. Tantos anos desfilando, mas na hora eu fico muito nervosa”. “Nossa escola está pronta, graças a Deus temos um suporte muito bom, então é entrar e desfilar. Vamos brigar…”.
Simone Moraes, de 30 anos, sai na Viradouro há seis anos e estava fascinada com a sua indumentária na concentração: “Está maravilhosa, belíssima. Representando o fundo do mar, falando da nossa Rosa Maria, na fase dela criança, quando ela atravessa o oceano. Achei bem representativo e interessante”. Na concentração, ela confessou que estava ansiosa para entrar na avenida: “Meu coração não está batendo, ele está sambando”.
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Égili Oliveira, de 42 anos, é professora de dança e rainha de bateria da Vigário Geral, ela desfilou na última parte do carro abre-alas da Viradouro. Égili reforçou a relevância de um enredo como Rosa Maria: “É de suma importância a escola trazer um enredo inovador, falando dessa mulher preta, que merece ter sua história contada no maior espetáculo da terra. Não só aqui, mas também em tantos outros lugares… Nós precisamos conhecer a história do nosso povo”.
Luiz Augusto, de 39 anos, esteve em seu terceiro carnaval na Viradouro, desfilando na parte traseira do carro abre-alas. “A gente vem representando a nação Courá, que é o início do primeiro setor da escola”. Ele se mostrou confiante com o desfile: “A escola está linda, preparada para brigar pelo título mais uma vez. Com esse enredo inovador, porque senão a gente acaba falando sempre das mesmas coisas, e a escola tem isso como diferencial, em trazer temas novos para gente ter um pouco mais de cultura”.
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