Mesmo com a troca de carnavalesco, a Grande Rio inicia a temporada rumo ao Carnaval 2026 com a sensação de continuidade. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o diretor de Carnaval Thiago Monteiro afirmou que a chegada de Antônio Gonzaga representa a manutenção da linha estética e narrativa que sustenta a trajetória recente e vitoriosa da escola de Duque de Caxias.
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Segundo Thiago, a escolha não teve como objetivo alterar a identidade visual da agremiação, mas preservar um caminho consolidado desde 2020, ano do primeiro título da escola. Gonzaga, inclusive, já havia participado de projetos importantes do pavilhão caxiense antes de assumir o cargo.
“A escola tem uma direção que sabe o caminho que quer continuar trilhando. Cada artista tem sua peculiaridade, mas existem linhas estéticas que se reconhecem. A ideia era manter esse discurso, e isso estamos conseguindo. Vocês vão ver uma Grande Rio muito semelhante ao que estão acostumados, claro com o toque particular de cada artista”, explicou.
Thiago também destacou que o trabalho de Gonzaga não chega como surpresa, mas como confirmação de um potencial já conhecido.
“O trabalho do Antônio é maravilhoso. Ele já tinha contribuído muito no enredo ‘Exu’, depois foi titular no Arranco e na Portela. Estamos muito satisfeitos e isso vai aparecer na avenida”, garantiu.
Com Grande Rio e Vila Isabel desfilando na mesma noite, surgiram comparações entre Gonzaga e os ex-carnavalescos da escola, Gabriel Haddad e Leonardo Bora. O diretor, porém, rejeitou esse tipo de leitura.
“São propostas artísticas diferentes. Não faz sentido comparar. Estamos disputando com outras dez escolas, não com trajetórias específicas”, afirmou.
Apesar da manutenção da equipe que venceu em 2022 e brigou pelo título em 2025, Thiago adota um discurso equilibrado entre ambição e cautela.
“A gente sai de casa buscando o título, aquele décimo que faltou. A escola está focada, organizada, mas o carnaval também depende do dia, do astral, da resposta da avenida”, ponderou.
Para ele, o maior diferencial da Grande Rio segue sendo a coesão interna e a valorização coletiva.
“A nossa força é a equipe. Aqui todo mundo é importante, do porteiro da quadra ao presidente de honra. Não temos medalhões. No nosso ônibus, todo mundo tem janela”, concluiu.










