Um caso de racismo envolvendo a filha do mestre-sala Diogo Jesus, da Mocidade Independente de Padre Miguel, ganhou repercussão nas redes sociais nesta quinta-feira. O próprio sambista tornou pública a situação ao relatar que sua filha, Sofia Paiva, de 10 anos, musa mirim da Mocidade Independente de Padre Miguel, foi alvo de ofensa racista dentro do colégio onde estuda.
De acordo com o relato, o episódio ocorreu durante uma aula, quando a menina foi chamada de “escrava” por um colega de classe. A declaração causou forte abalo emocional na jovem, que, segundo o pai, não parava de chorar desde o ocorrido.
Em publicação nas redes sociais, Diogo classificou o episódio como crime e fez um desabafo contundente. “Racismo é crime. Em pleno 2026, dentro de uma escola particular, isso não deixou de acontecer”, escreveu. O mestre-sala também destacou a formação familiar da filha e ressaltou sua trajetória no carnaval, onde já se destaca como musa.
O sambista aproveitou o momento para reforçar a importância do combate ao racismo em todas as esferas da sociedade. “Precisamos dar as mãos contra o racismo. Ele convive com a gente diariamente e precisamos combater isso”, afirmou.
Ainda segundo Diogo, a família se reuniu com a coordenação da instituição de ensino na manhã seguinte ao episódio. A escola teria informado que tomará providências imediatas e apresentará medidas sobre como irá conduzir o caso.
Mesmo com a sinalização de apuração por parte do colégio, o mestre-sala deixou claro que não pretende deixar o episódio passar sem consequências. “Não vamos nos calar, não vamos deixar passar pano em uma atitude como essa. Nós não vamos sucumbir”, declarou.
A Estrela do Terceiro Milênio anunciou seu enredo para o Carnaval 2027 apostando em uma viagem sensorial e reflexiva sobre a condição humana. Com o título “Incrível, fantástico, extraordinário!”, a agremiação do Grajaú levará para o Anhembi um desfile que propõe atravessar os limites entre realidade e imaginação.
O desenvolvimento do tema ficará a cargo do carnavalesco Paulo Barros, conhecido por suas propostas inovadoras e pelo uso de elementos visuais impactantes. Na proposta apresentada pela escola, o desfile será construído a partir de um “portal” simbólico, conectando o mundo real ao universo da fantasia.
A narrativa promete explorar os extremos das emoções e atitudes humanas, utilizando seres fascinantes como metáforas para refletir a própria sociedade. A ideia é que essas figuras funcionem como espelhos, capazes de provocar identificação e reflexão no público, ao mesmo tempo em que apontam caminhos de transformação.
Segundo a sinopse divulgada nas redes sociais, o enredo também carrega uma mensagem de esperança. A escola pretende destacar a capacidade humana de renascer e evoluir, reforçando valores como empatia, renovação e construção de um futuro mais harmonioso.
A proposta artística indica um desfile de forte apelo visual e emocional, alinhado ao estilo de Paulo Barros, que costuma mesclar tecnologia, teatralidade e conceitos abstratos na avenida. A expectativa é de que a Estrela do Terceiro Milênio apresente uma narrativa lúdica, sensível e imersiva.
Com o anúncio, a escola convoca sua comunidade e o público para embarcarem em uma jornada interior, marcada pela imaginação e pela busca por um mundo melhor, reforçando o convite: viver a magia do “incrível, fantástico e extraordinário” no Carnaval 2027.
A musa do carnaval Luana Bandeira se manifestou publicamente após a circulação de imagens captadas durante sua apresentação no último sábado, na comemoração dos 80 anos da Unidos de Vila Isabel. Durante o momento artístico, um vídeo registrou, por poucos segundos, um incidente de figurino, que passou a ser explorado de forma desrespeitosa nas redes sociais.
As imagens foram retiradas rapidamente pelo veículo que inicialmente publicou o conteúdo, que, ao identificar o ocorrido, agiu com responsabilidade e sensibilidade, respeitando o contexto artístico da apresentação e os valores do samba e do carnaval. No entanto, prints passaram a ser compartilhados em grupos e plataformas digitais com teor machista, pejorativo e invasivo, configurando uma violação grave de imagem e dignidade.
Em posicionamento firme, Luana repudiou a disseminação do material e destacou o impacto da situação, ampliando o debate sobre violência contra a mulher no ambiente digital: “O que estão fazendo com o vídeo da minha última apresentação de samba não é brincadeira, isso é crime. Hoje em dia, muitas mulheres sofrem violência e não sobrevivem para contar. A primeira coisa que você deve fazer ao se sentir violada, como eu estou me sentindo agora, é falar, denunciar, pedir ajuda. Eu e minha equipe estamos tomando as medidas cabíveis. O carnaval, o samba, não são vitrine de sexo, então respeitem a nossa cultura, respeitem o meu trabalho. O meu corpo não é conteúdo”, declarou.
A equipe da musa informa que já está adotando as medidas legais cabíveis diante da disseminação indevida das imagens, reforçando que a responsabilidade recai sobre quem compartilha e contribui para a propagação do conteúdo com o intuito de constranger e difamar.
O caso reacende um alerta sobre a exposição e a objetificação de corpos femininos, especialmente no contexto do carnaval, onde manifestações artísticas muitas vezes são distorcidas e desrespeitadas. A situação evidencia a urgência de responsabilização e de mudança de comportamento diante da violência digital, reafirmando que consentimento e respeito devem ser princípios inegociáveis, dentro e fora da avenida.
A Aprendizes do Salgueiro segue exaltando o legado de personalidades ilustres da escola-mãe. Em 2026, homenageou o intérprete Quinho, falecido em 2024. Para o próximo ano, a escola irá celebrar a trajetória do mestre-sala Sidclei Santos. Ele é o mestre-sala mais longevo na história do Salgueiro e vem garantindo 40 pontos para a escola com consistência há 10 anos. Em conversa com o CARNAVALESCO, o artista se emociona com a homenagem e a valorização de sua história na escola.
“Eu sou mestre-sala antigo, daquele mestre-sala de raiz que ama o carnaval, que ama a sua escola, que valoriza a sua escola, que luta pela sua bandeira. E é mais importante quando você é valorizado pela sua escola. E hoje foi uma prova maior de tudo: que ser representante do Salgueiro não é dinheiro, não é nada. É reconhecimento, valorização. Eu sou grato ao Salgueiro, sou grato à Mara, grato ao Aprendizes, grato ao presidente. Gratidão sempre”, compartilhou.
Sidclei começou a trajetória no carnaval em escola mirim e chegou ao Salgueiro aos 16 anos. Em 1994, estreou como segundo mestre-sala da agremiação. Em 1997, foi promovido a primeiro mestre-sala, função que exerceu até 1999. Sidclei também teve passagens pela São Clemente e Grande Rio, sempre marcadas pela excelência técnica, elegância e tradição características de seu bailado. Em 2011, retornou ao posto de primeiro mestre-sala do Salgueiro, onde segue fazendo história defendendo o pavilhão vermelho e branco e se tornou referência na dança de mestre-sala.
O mestre relembra o início no carnaval e sua trajetória como oriundo de escola mirim, reconhecendo a importância dessas instituições na formação de grandes sambistas e para a sua própria história.
“Falo com você com lágrimas nos olhos e emocionado de receber uma homenagem do Aprendizes do Salgueiro, de uma escola em que passaram grandes sambistas, que revelou grandes nomes, como Dudu Nobre, Lucinha Nobre, mestres Gustavo e Guilherme, Igor Sorriso. Eu não fui do Aprendizes, mas tive uma participação muito grande no Aprendizes, como jurado, escolhendo casais, participando nos anos 1990. E eu sou oriundo de escola de samba mirim. Na época em que comecei, era a Alegria da Passarela. E era um sonho muito distante chegar à Alegria da Passarela. Minha avó me trazia aqui para o samba do Salgueiro, e eu me tornei salgueirense”, disse.
A escolha da homenagem para o mestre, em plena atividade, reforça o papel da escola mirim na preservação e transmissão da cultura do carnaval para as próximas gerações, além da valorização de quem faz história na agremiação.
“Hoje eu fiz história no Salgueiro como enredo do Aprendizes. Além do legado que eu vou deixar como mestre-sala, eu vou deixar um legado para as crianças”, afirmou.
Os Gaviões da Fiel apresentaram na semana passada o enredo para o Carnaval 2027. Em um evento reservado à imprensa e a convidados, no Centro Cultural da Fábrica do Samba, a escola realizou uma gira de umbanda para revelar o tema “É noite de gira na casa de Ogum“. Trata-se de um tema que tem tudo a ver com a escola, pois, no sincretismo religioso, a entidade representa São Jorge, santo padroeiro da agremiação e do Corinthians, algo que está bem representado na logo do enredo. Com esse tema, a Fiel busca a tão sonhada quinta estrela, que não veio por pouco no último carnaval, quando a escola ficou com o vice-campeonato. O CARNAVALESCO esteve presente no lançamento do enredo e conversou com os carnavalescos Júlio Poloni e Rayner Pereira, que trabalham juntos pelo quarto ano consecutivo.
Rayner afirma que o enredo surgiu em 2025, mas a escola optou por desenvolver “Vozes Ancestrais para um novo amanhã”. De acordo com o profissional, o projeto agora está sendo executado na prática, com desenvolvimento de fantasias e alegorias. “A ideia já havia surgido no ano passado. Existia uma possibilidade entre o enredo de temática indígena apresentado e este. Foi possível amadurecer melhor a proposta, que concorria com outra levada à diretoria, mas acabou ganhando força neste ano. Sabe-se que o Gaviões está em um período eleitoral, então havia o desejo tanto de oferecer quanto de receber esse presente: trabalhar São Jorge e Ogum de uma forma diferente, com a identidade da escola. A partir disso, começaram as conversas e o desenvolvimento da ideia. Agora, o projeto está na fase prática, que é a mais divertida: ilustrar o que pode ser apresentado na avenida”, contou.
Seguindo a linha de raciocínio do parceiro, Júlio declarou que é emocionante apresentar uma gira de terreiro no Anhembi e demonstrou grande confiança no tema. “É emocionante. Cada insight, cada fantasia imaginada, cada detalhe das alegorias já provoca arrepio. É um processo que emociona desde o início. Sempre houve o desejo, como o Rayner mencionou, de abordar Ogum e São Jorge. Encontrar esse fio condutor na Umbanda e levá-lo para a avenida, transformando o sambódromo em um terreiro, conduzindo a gira e vivenciando o rito da casa de Ogum, que é o Gaviões, tem sido muito especial. Há uma grande confiança na força desse enredo e na apresentação que será levada ao Anhembi”, disse.
Separando o futebol e o carnaval (somente dentro do desfile)
Há dois carnavais, a entidade não cita o Corinthians em seu desfile, nem no samba nem na apresentação. De acordo com Júlio, essa tendência deve permanecer, embora exista uma ligação natural entre o clube e a agremiação. “Isso não faz parte do enredo; não será levado para a avenida, e não haverá referência direta ao Corinthians. No entanto, o Gaviões é o Corinthians. A casa de Ogum é o Corinthians. Portanto, não há necessidade de inserir essa relação de forma explícita em um enredo ou representação. Trata-se de uma ligação natural da comunidade, que não aparece como um capítulo específico, mas estará sempre presente nos componentes e na arquibancada”, explicou.
Alto investimento no carnaval
Sabe-se que os Gaviões da Fiel têm levado uma alta volumetria em seus carros alegóricos e fantasias. Questionado sobre o projeto, Rayner afirmou que a ideia da diretoria é investir ainda mais. “Acredita-se que não haverá recuo após o que foi apresentado. A intenção é sempre realizar algo maior, que cause impacto na avenida, na escola e no enredo. Portanto, não se deve esperar menos do que já foi visto, mas possivelmente algo ainda mais grandioso. Com o aval do presidente, o projeto ganha liberdade para sonhar e trabalhar em busca do melhor resultado. Os erros foram identificados, corrigidos e seguem em processo de aprimoramento. O trabalho já começou para apresentar, mais uma vez, o potencial da equipe”, afirmou.
Narrativa diferente
Explicando brevemente o enredo, Júlio comentou que ele será desenvolvido de forma atípica. A proposta é apresentar uma gira de terreiro, sem se prender a uma narrativa tradicional. “O formato será totalmente diferente. Não haverá uma narrativa tradicional, nem um conto ou relato de fatos. A proposta é vivenciar uma religiosidade na avenida. Mais do que um desfile, será uma gira, um rito. O desfile ganhará essa forma, permitindo não apenas apresentar, mas também experimentar aquilo que está sendo cantado. Esse formato distinto é o que mais chama a atenção e reforça a confiança na força da escolha”, concluiu.
A Cubango anunciou o retorno de uma das figuras mais icônicas e lembradas do carnaval: a presidente Patrícia Cunha, dona de um carisma marcante e de um poder de chefia indiscutível. Patrícia retorna ao comando da Verde e Branca de Niterói com o objetivo claro de levar a escola ao sonhado voo à Sapucaí, após quatro anos na Série Prata. Determinada, a presidente aposta em uma gestão aberta ao diálogo com a comunidade e com os segmentos, o que classifica como “a vontade do povo”:
“Nós temos que ouvir a nossa comunidade. Temos que apoiar a nossa comunidade. Eu retorno com o objetivo de fazer com que a voz da nossa comunidade, do Morro do Abacaxi, do Morro do Serrão, do Bumba, seja ouvida, porque são eles que fazem a escola. Eles são a escola. Nós retornaremos à Sapucaí com a força de todos e com o suor do meu trabalho”, reforçou.
Cria da Cubango desde os cinco anos de idade, Patrícia Cunha atuou em diversos segmentos da Mais Querida de Niterói, sendo a primeira porta-bandeira da agremiação nos anos de 2019 e 2020, e presidente em 2021, 2022 e 2023. O retorno à escola é o ponto de partida para o anúncio de um time repleto de profissionais competentes e qualificados para o carnaval de 2027.
Nesta quinta-feira, dia 2 de abril, às 20h, o novo carnavalesco da Milênio, Paulo Barros, e a diretoria da escola irão receber na Fábrica do Samba os compositores do para a explanação do enredo de 2027.
Após a apresentação do novo carnavalesco, o carioca Paulo Barros, e das renovações do elenco para 2027, chegou o momento muito especial do desenvolvimento do Carnaval: a convocação dos poetas e músicos que dará início ao concurso de samba-enredo.
Neste ano, a Milênio terá três etapas: eliminatória no CD, apresentação das obras na quadra e a grande final. O concurso será coordenado pelos diretores de carnaval Wilson “Japa” e Vinícius Freitas. “Dessa forma, o concurso terá menos fases, será mais rápido e diminuiremos os gastos das parcerias concorrentes. Além disso, ganharemos tempo para trabalhar com a comunidade”, diz o presidente Gilberto Rodrigues, o Giba. A obra vencedora receberá prêmio em dinheiro.
O carnavalesco Paulo Barros fará explanação do enredo durante a reunião presencial na Fábrica. “Gosto de deixar os compositores livres para trabalharem em suas propostas. Assim, as parcerias entregam a obra da forma que construíram durante o processo de criação. Se houver necessidade, realizaremos as alterações internamente”, explica Paulo.
Após a apresentação do nosso novo carnavalesco, o carioca Paulo Barros, e as renovações do elenco para 2027, chegou o momento muito especial do desenvolvimento do Carnaval que será receber os nossos poetas para dar início ao concurso de samba-enredo.
Para este ano, a Milênio fará em três etapas com eliminatória no CD, uma apresentação das obras na quadra e a grande final. O concurso será coordenado pelos diretores de carnaval Wilson “Japa” e Vinícius Freitas. “Dessa forma, o concurso terá menos etapas, será mais rápido e diminuiremos os gastos das parcerias concorrentes. Além disso, ganharemos tempo para trabalhar com a comunidade”, diz o presidente Gilberto Rodrigues, o Giba. A obra vencedora receberá prêmio em dinheiro.
A Portela vai celebrar seus 103 anos no próximo dia 11 de abril, com a Feijoada da Família Portelense, na quadra da escola, a partir das 13h. O evento terá apresentação da Velha Guarda, do elenco show da Portela, de Wallace Porto e Cia. e também marcará a apresentação oficial da equipe do Carnaval 2027.
A comemoração acontece no momento em que a escola inicia a construção do próximo desfile. À frente desse novo ciclo está o carnavalesco Paulo Barros, campeão pela azul e branca em 2017.
“Esse novo momento da escola representa também um compromisso com o futuro. O Carnaval 2027 começa a ganhar forma a partir desse movimento de união, trabalho e confiança”, afirma o artista.
Um dos pontos centrais do evento será a apresentação da equipe responsável pelo Carnaval 2027, em mais um passo da escola na organização do próximo desfile.
Em um evento que promove a valorização e sociabilidade da comunidade, a Imperatriz Leopoldinense oficializou, neste sábado, a equipe para o Carnaval 2027, confirmando a permanência do carnavalesco Leandro Vieira. Após seu destaque em 2026, quando levou o título da série ouro à Maricá, o seu destino para o próximo carnaval era uma incógnita para os apaixonados por carnaval. A presidente Cátia Drumond revelou que, apesar de ter sido uma conversa mais demorada, sentia que ele ficaria devido a satisfação demonstrada.
“Nunca é fácil, mas também não foi difícil. Foi um processo diferente dos outros três anos. De 2026 para 2027 a gente demorou um pouco mais nas conversas, mas eu sentia que ele ia ficar. Ele sempre me passou a tranquilidade de que estava feliz”, afirmou Cátia.
Em relação ao próximo enredo, Cátia informou que o carnavalesco ainda não abriu o jogo sobre, mas que ele disse que tem dois enredos em mente e aproveitará seus 15 dias de férias para amadurecer a idéia.
“Leandro nem toca no assunto, ele está pensando. Toda semana a gente tem nosso encontro no barracão com a equipe toda, onde a gente conversa e bate um papo. Ele fala que tinha três enredos na cabeça dele, mas já descartou um, diz que está com dois enredos. Eu acho que ele vai amadurecer agora com essa viagem, porque ele tem mais tempo, está mais livre e mais solto para pensar. Eu tenho certeza que vai vir coisa boa”, contou a presidente.
Cátia conta que sua relação com Leandro teve início há 13 anos e, desde então, vem nutrindo um carinho materno, com confiança e admiração na vida pessoal e profissional.
“Foi 2013 quando eu conheci o Leandro e dali nasceu uma amizade. A gente sempre se falou, ainda mais na época do Covid. Uma vez ele falou para mim: ‘Estou pensando em sair da Mangueira’, eu falei: ‘Se um dia isso acontecer, você me procura’. Ele me procurou e está aqui desde 23. Eu falo para a Bete: ‘Roubei um pouco do seu filho’. Eu tenho um carinho pelo Leandro como se fosse carinho de mãe. Existe o Leandro artista e existe o Leandro pessoa, o Leandro pessoa é um menino de ouro e o Leandro artista é aquele que a gente para e baba no que ele faz. Ele é um cara diferenciado”, disse Cátia Drummond.
Entre as novidades da equipe do próximo carnaval, há a chegada de um novo primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira: Matheus Miranda e Bruna Santos. Cátia também comentou sobre a chegada deles ao time:
“A gente já sabia desde janeiro que a Rafa e o Filipe estariam fora de 2027. Eu fiquei pensando em quem a gente vai colocar, mas eu sempre falo assim: ‘Tem a mão de Deus’. Eu estava olhando com outro olhar e, de repente, aparece a Bruna. Foi uma grata surpresa saber que ela teria a vontade de vir, que ela estava se desligando da Mocidade e que ela teria vontade de trabalhar na Imperatriz. Foi assim”, afirmou Cátia.
Em 2027, a proposta para a comissão de frente é ter o Coletivo Babatunde, formado pelos coreógrafos: Sabrina Sant’ana, Márcio Dellawegah, Fagner Santos e Ana Gregório, no comando. A ideia partiu do Leandro, com objetivo de valorizar artistas negros no carnaval.
“O Leandro me chamou e falou: ‘Presidente, vamos fazer algo diferente. Vamos valorizar os artistas negros, tem um monte no carnaval. Vamos abrir essa porta, vamos dar essa oportunidade’. E eu falei: ‘Vamos embora!’. E ele sentou, pensou em dois nomes, Márcio e Sabrina, que já trabalhavam com a gente, e dali surgiu o nome dos outros dois”, contou a presidente.
Cátia Drumond se posicionou sobre a expansão do Grupo Especial. A presidente defende que as escolas que subirem precisam ter o mesmo apoio e suporte, financeiro e de estrutura de barracão, que as demais têm.
“Eu não sou contra, desde que tenha essa estrutura. Não adianta ter 12 escolas bem estruturadas, ter três que subam e que não vão ter a mesma estrutura. Eu não falo só da parte financeira, que é uma parte que tem que ser pensada, mas eu acho que primeiro a gente tem que entender como esse processo vai ser feito, aonde vai ter esses três barracões. Pensar que eles vão entrar numa disputa e que eles tem que estar no mesmo nível de tudo: financeiro e de estrutura. A gente precisa entender o processo”, declarou Cátia.
Décimo quarto (e último) colocado do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo em 2026, o Águia de Ouro apresentou, com poucas horas de diferença, os profissionais que encabeçam o projeto da agremiação para 2027 e o enredo que será contado no Anhembi. Intitulado “Águia na encantaria de fés, folguedos e milagres que deságuam no sertão”, a temática será assinada pelo carnavalesco Leandro Barboza e pelo enredista Tiago Freitas – duas das novidades da agremiação da Pompeia para a próxima temporada.
Além de Leandro e Tiago, o Águia foi ao mercado para se reforçar após o inesperado resultado em 2026 com o desfile de “Mokum Amsterdã – O voo da Águia à cidade libertária”. Dentre as novas caras da Zona Oeste, estão:
– Rogério Figueira, popularmente conhecido como Tiguês, ex-Império de Casa Verde, como diretor de Carnaval
– Sérgio Luis, popularmente conhecido como Serginho, ex-Império de Casa Verde, como diretor de Harmonia
– Ruy Oliveira, que retorna ao Águia de Ouro após um 2026 sabático, como coreógrafo da comissão de frente
– Nathalia Guimarães, que estreia como primeira porta-bandeira de uma escola de samba no Anhembi e que teve passagem pelo Águia entre 2020 e 2024
– Sidnei Carrioulo Antonio, presidente da azul e branca desde 1982
– Jacqueline Meira, que ocupava o posto de diretora de Carnaval até 2026
– Luiz Ricardo, popularmente conhecido como Ricardinho, na diretoria
– Douglinhas, intérprete
– Serginho do Porto, intérprete
– Wilson Paes, popularmente conhecido como Pelezinho, como diretor musical
– Rodrigo Neves, popularmente conhecido como Moleza, como diretor de bateria
– Felipe Rabelo, enredista
Novamente de acordo com a publicação da azul e branca, o desfile trará “os rituais da Jurema Nordestina Sagrada, pela fé e devoção a santos católicos, pelos festejos rurais das Cavalhadas e Maracatus, festejos juninos, galo da madrugada e pelos rituais de milagreiros populares, como profetas da chuva e Marias cantadeiras”.