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‘Amor ao Carnaval e Perseverança’ Aprendizes do Salgueiro celebra legado de Sidclei Santos no Carnaval 2027

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Fotos: Mariana Santos/CARNAVALESCO

A Aprendizes do Salgueiro deu o primeiro passo em direção ao próximo carnaval, gravando o vídeo de lançamento do enredo na quadra da escola-mãe, no Andaraí, Rio de Janeiro. A escola celebrará o legado histórico do mestre-sala Sidclei Santos na Sapucaí em 2027. São 17 anos consecutivos defendendo o pavilhão vermelho e branco, sendo o mestre-sala mais longevo da história da agremiação, além de garantir os 40 pontos no quesito com consistência nos últimos dez anos.

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Para Sidclei, o maior aprendizado que as crianças da Aprendizes podem guardar de sua história vai muito além do bailado: o amor ao carnaval e ao samba, a perseverança e a fé para chegarem onde quiserem.

“A responsabilidade aumenta porque essas crianças são o futuro do samba e o futuro da Acadêmicos do Salgueiro. Eu sei como é difícil chegar lá. É como no futebol: poucos conseguem alcançar o topo. Mas, se duas dessas crianças conseguirem chegar onde eu cheguei, já vou me sentir realizado. Imagino que, no futuro, alguém possa chegar para mim e dizer: ‘Eu desfilei no seu enredo’. Isso vai ser muito especial. O legado que eu quero deixar é o do companheirismo, da lealdade e, principalmente, do amor ao samba e ao carnaval. Porque eu acredito que tudo aquilo que fazemos por amor nos aproxima dos nossos maiores objetivos”, disse.

Legado tem sido palavra-chave na Aprendizes do Salgueiro. Nos últimos seis anos, sob a gestão da presidente Mara Rosa, os enredos têm abordado histórias de ícones da escola-mãe, como a carnavalesca Maria Augusta, que foi homenageada em vida; o mestre Louro, que comandou a bateria “Furiosa” por 40 anos; e o icônico intérprete Quinho, que foi enredo em 2026.

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“Eu penso muito no que nós, adultos salgueirenses, estamos fazendo pelo amanhã. Precisamos fazer com que a história se perpetue e entre no coração das crianças, para que elas conheçam a nossa trajetória e possamos olhar para frente. Inclusive, o nome do nosso projeto social, que reúne diversas oficinas, é ‘O amanhã está garantido’. Não tem como pensar no futuro sem prestigiar os talentos que fizeram parte da história da escola”, refletiu a presidente.

Ao falar de Sidclei, a Aprendizes do Salgueiro investe mais uma vez na noção de pertencimento entre as crianças, que serão o futuro do Salgueiro. Para além disso, o enredo dá a chance de crianças e jovens se reconhecerem e se inspirarem na trajetória do mestre-sala, que foi militar antes de se tornar referência no carnaval, reforçando também a importância da educação e da preparação para o futuro.

“Eles podem ser ritmistas, mas eu quero que sejam ritmistas e médicos, ritmistas e advogados, porque nós vamos passar e eles vão ocupar os nossos espaços. Por isso, levantamos essa bandeira de que educação e cultura precisam caminhar juntas. O Sidclei tem uma história linda. Ele era do Exército, e o pai dele tinha a preocupação de que seguisse a carreira militar. É uma preocupação comum entre muitas famílias: garantir um futuro para os filhos. Precisamos qualificar nossos jovens e pensar no amanhã, porque um dia os pais vão faltar. E, sendo um menino negro, de comunidade, essa preocupação é ainda maior. Acho que as crianças vão reconhecer parte de suas próprias histórias na trajetória do Sidclei”, afirmou.

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E a presidente conta que a ideia da escolha de Sidclei como homenageado veio de uma brincadeira do mestre, que lhe acendeu a ideia. Ao refletir sobre a trajetória do mestre-sala, percebeu o quanto ele é marcante para a história da agremiação e para a sua própria história. A decisão foi mantida em segredo entre ela e o presidente do Salgueiro, André Vaz, até ser revelada em um momento emocionante, durante uma festa de encerramento do Carnaval 2026.

“No ano passado, quando eu estava com a camisa do enredo do Quinho, o Sidclei comentou: ‘Poxa, que legal. Será que um dia eu viro enredo?’. Eu brinquei com ele e respondi: ‘Você tem que torcer para eu continuar sendo presidente para virar enredo’. Aquilo ficou na minha cabeça. Foi um estalo. Decidimos homenagear o Sidclei, que faz parte da nossa história e também da minha infância aqui no Salgueiro. Estamos muito felizes. Acho que ele está celebrando esse momento e participando ativamente de tudo”, compartilhou.

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Aproveitando cada segundo das homenagens, o mestre participou da gravação ao lado das crianças da Aprendizes do Salgueiro. Seguindo os passos da escola-mãe, que “tem fama de fazer história por ser diferente”, a agremiação se torna a primeira escola mirim a produzir um vídeo de lançamento de enredo.

A gravação marca o primeiro passo em direção ao Carnaval 2027, que está em fase inicial nas mãos do carnavalesco Davi Lisboa, com fantasias em processo de confecção. Para Sidclei, cada convite vindo da presidente Mara é um momento de grande emoção, e ainda haverá muitos até fevereiro.

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Durante a gravação, o mestre-sala recebeu mais uma surpresa: o primeiro contato com as crianças da Aprendizes desde o anúncio do enredo, sendo recebido com muito carinho e entusiasmo pelos pequenos.

“A escola está seguindo uma linha de não me contar nada e, a cada dia, eu acabo vivendo uma emoção diferente. Hoje, cheguei à quadra sem saber que teria toda essa recepção. Foi o primeiro encontro com todos os segmentos da Aprendizes do Salgueiro, com o casal, com as crianças. Só de entrar na quadra e ouvir os gritos de ‘enredo, enredo’, eu já me emocionei. Tudo isso é muito novo para mim. Só tenho gratidão à Mara, à diretoria da Aprendizes, ao presidente André e a todos que estão tornando esse momento possível. Estou muito feliz e vivendo uma emoção diferente a cada dia”, contou.

Provando que o legado de Sidclei está em boas mãos, os pupilos Moisés Benjamin, de 12 anos, e Anne Manuela, de 15, defendem o pavilhão da Aprendizes. Anna deu seus primeiros passos na escola há oito anos; Moisés, há sete. Juntos, formam o casal desde 2021.

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“É muito gratificante ver pessoas de dentro, que se criaram aqui, recebendo o devido reconhecimento. Não é alguém que surgiu do nada e virou enredo. É alguém que está aqui há muitos anos, que dedicou a vida ao Salgueiro. É muito bom ver gente da casa sendo reconhecida”, declarou Anna.

O mestre-sala de 12 anos é fã declarado de Sidclei e diz que hoje, além de ídolo, ele também é um amigo. Como iniciante na arte do bailado, Moisés vê um significado ainda maior ao ver sua principal referência ser homenageada.

“Sidclei já me deu aulas, me ajuda bastante e teve um papel importante na minha caminhada dentro do samba. Ele me ajudou a melhorar a postura, o cortejo e a movimentação dos braços. Para mim, o Sidclei é uma referência na dança. Não tenho palavras para descrever a importância dele”, afirmou.

Ter Sidclei como enredo é um momento de consagração da carreira. São trinta anos de trajetória, com os 17 últimos dedicados inteiramente à escola do coração. O mestre-sala começou sua história no Salgueiro aos 16 anos e permaneceu na agremiação até os 23. Também passou pela São Clemente e defendeu o pavilhão da Grande Rio por dez anos, antes de retornar para “casa”. Ao todo, são 24 anos representando o pavilhão salgueirense. E, mesmo com tantas conquistas e grandes desfiles, para ele, o maior momento de sua carreira ainda está por vir.

“Tive muitos momentos marcantes. Foram inúmeras conquistas, desfiles e premiações ao longo da minha carreira. No próximo ano, completo 30 anos como mestre-sala no Grupo Especial. Por isso, é difícil apontar apenas um momento sem ser injusto com toda a minha trajetória. Mas eu sempre digo que o meu momento mais marcante ainda está por vir. Meu maior sonho é conquistar um título com o Salgueiro. Esse é o objetivo que me move. Todas as minhas conquistas pessoais foram importantes, mas o título do Salgueiro é o que eu mais desejo. Tenho certeza de que esse será o momento mais marcante da minha vida”, declarou.

‘Não se torna griô, você nasce griô’: Viradouro revela as raízes de seu enredo para 2027

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Foto: Alicia Oliveira/CARNAVALESCO

“Você não se torna griô, você nasce griô.” A Unidos da Viradouro, campeã do Carnaval de 2026, vem com seu trabalho metalinguístico trazendo o enredo “Griô”. O objetivo da escola é dar voz àquela pessoa que sempre contou a história dos outros. Mas quem conta a história dessas pessoas? Por meio da parceria com o carnavalesco da Unidos da Viradouro, Tarcísio Zanon, o enredista João Gustavo Melo contou ao CARNAVALESCO como surgiram as primeiras intenções para a criação do enredo e como o mito de Kwaku Ananse, figura responsável pela origem dos griôs, tornou-se um dos pilares da narrativa da escola.

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“Esse mito é um mito da contação de histórias, do início de tudo. Kwaku Ananse era um deus meio aranha e meio humano e, a partir disso, foi pedir histórias a Nyame, que era o deus supremo de todas as histórias. Nyame o desafia a cumprir algumas provas. Após vencer esse desafio, ele entrega as histórias a Ananse, que as espalha por toda a Terra. Ele é considerado, pela cultura ashanti, o primeiro contador de histórias do mundo”, explica o enredista.

João também destacou a felicidade de descobrir um tema que, segundo ele, esteve tão próximo da escola o tempo todo. Além disso, ressaltou a importância de valorizar o carnaval e os poetas que mantêm viva a tradição das escolas de samba.

“Estava muito na nossa cara. Quando a gente descobre essas coisas, fica maravilhado, porque sempre ouvimos falar nos griôs. No Carnaval, é um termo muito usual, só que a gente nunca tinha investigado de onde eles vêm, e eles vêm realmente do Mali, de dinastias e famílias. Não se torna griô, você nasce griô. E aí, a partir disso, nós fazemos um paralelo com o carnaval porque, assim como as famílias dos Djelli, que são essa dinastia, esse clã de contadores de histórias, as escolas de samba também são isso. Elas formam grandes irmandades e, a partir disso, você tem grandes poetas. A escola é como se fosse essa família griô também, que se coloca no Carnaval. Não só a Viradouro, mas todas as escolas de samba que, de uma forma ou de outra, acolhem esses poetas, esses baluartes e essa comunidade. A comunidade também é griô, e toda essa junção forma esse grande griôzão que é o carnaval”, comentou o enredista.

Uma das parcerias mais importantes dentro de uma escola de samba é a formada entre o enredista e o carnavalesco. É nesse encontro que as ideias ganham forma e que o desfile começa a ser desenhado. Questionado sobre sua parceria com Tarcísio Zanon, João Gustavo Melo explicou como funciona o primeiro passo para a elaboração do enredo e revelou os três pilares que sustentam a narrativa da Viradouro para o próximo carnaval.

“O nosso primeiro passo foi fazer o roteiro do desfile. E o roteiro ficou muito diverso, porque a história do griô é o griô contando a sua própria história. Ele ficou muito centrado no panorama da África Ocidental e dessas civilizações da África Ocidental. Quando a gente está falando de griô, está falando de uma parte específica da África. A partir dessa delimitação, fomos contando uma história como se fosse um griô narrando essa trajetória. Obviamente, abrimos pedindo licença a Exu, que representa a oralidade e a comunicação. Pedimos também licença a Nanã, que significa a memória do mundo, e a Iroko, que representa a eternidade e o tempo. O nosso enredo vai se basear nessas três fases, nesses três pilares, e, a partir dessa abertura, começamos a contação de histórias. Contar a história de quem conta histórias. E, mais uma vez, trazemos a metalinguagem, como fizemos no ano passado com Ciça”.

Viradouro 2027: leia a sinopse do enredo

Imperatriz divulga calendário de disputa de samba para 2027 com grande final marcada para 18 de setembro

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Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

A Imperatriz Leopoldinense divulgou o calendário de disputa de samba-enredo para o Carnaval 2027. Após a leitura da sinopse do enredo “A memória do Rei e o sumiço de Dona Júlia”, assinado pelo carnavalesco Leandro Vieira, a escola abriu o processo para a escolha da obra que guiará o desfile na Marquês de Sapucaí no próximo ano. De acordo com o cronograma divulgado, acontecerá no dia 05 de agosto, na quadra da agremiação, em Ramos, a partir das 19h.

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Antes das inscrições das parcerias, a Imperatriz promoverá três encontros de tira-dúvidas com o carnavalesco, nos dias 23 e 30 de junho e 7 de julho, no barracão da agremiação na Cidade do Samba, a partir das 19h. A participação dos compositores é obrigatória em pelo menos 2 encontros, sem a exigência de apresentar a melodia dos sambas.

No dia 21 de julho, haverá uma audição fechada no barracão, restrita à diretoria da escola. Os sambas inscritos serão divulgados ao público no dia 10 de agosto.

A disputa terá início no dia 15 de agosto, com uma feijoada de apresentação que também servirá como primeira rodada eliminatória. O concurso seguirá com eliminatórias nos dias 21 e 28, quartas de final, e uma nova feijoada em formato de semifinal do dia 6 de setembro.

No dia 11 de setembro, os sambas finalistas se apresentarão na quadra da escola para uma última audição antes da decisão. Todas as obras concorrentes serão cantadas pelo intérprete oficial da escola, Pitty de Menezes.

A grande final está marcada para 18 de setembro, quando a Imperatriz Leopoldinense escolherá o samba-enredo que levará para a avenida em 2027.

Veja o calendário

Tira-dúvidas (Barracão, Cidade do Samba, 19h):
23 de junho (terça-feira)
30 de junho (terça-feira)
07 de julho (terça-feira)

Audição interna (Barracão, Cidade do Samba):
21 de julho (terça-feira)

Entrega dos sambas concorrentes (Quadra da escola, Ramos, 19h): 05 de agosto (quarta-feira)

Eliminatórias (Quadra da escola, Ramos):
15 de agosto (sábado – feijoada)
21 de agosto (sexta-feira)
28 de agosto (sexta-feira)

Semifinal (Quadra da escola, Ramos):
06 de setembro (domingo – feijoada)

Audição Finalistas (Quadra da escola, Ramos):
11 de setembro (sexta-feira)

Grande Final (Quadra da escola, Ramos):
18 de setembro (sexta-feira)

Estrela do Terceiro Milênio esquenta a comunidade para a grande final de samba-enredo

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

As eliminatórias de samba-enredo da Estrela do Terceiro Milênio revelarão a primeira canção que embalará um desfile no Carnaval 2027. Os últimos finais de semana já tiveram atividades relacionadas à disputa na quadra da escola do Grajaú, Extremo Sul de São Paulo. No último domingo, o local teve a apresentação das três canções finalistas, que também serão colocados a prova sete dias depois, na grande decisão. Sempre presente em eventos importantes para as escolas de samba, o CARNAVALESCO foi ouvir, além dos sambas-enredo, os compositores e a diretoria da Estrela do Terceiro Milênio sobre as canções que chegaram à final.

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Diretoria direta

Vice-presidente da agremiação, Miriângela Moura foi sucinta ao dizer o que a direção da Estrela do Terceiro Milênio quer do samba: “Queremos um samba que seja realmente descontraído, que na avenida as pessoas consigam ouvir o samba e identificar, através das fantasias e das alegorias, a mensagem que está sendo passada. Que seja algo bem lúdico, de fácil entendimento”, pontuou.

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Compositores animados

Se a diretoria é bastante clara em relação ao que deseja do samba-enredo vencedor das eliminatórias da Estrela do Terceiro Milênio, os autores das obras gostaram do que ouviram na apresentação ao vivo na quadra do Grajaú.

Compositor da parceira do Samba 1000, juntamente com Jorge Diego, Rafa Cria, Ayr Júnior, Rapha Moreira, Willian Tadeu, Mário Presidente, Rubens Gordinho, Rodolfo Minuetto e Rodrigo Minuetto, André Ricardo foi só elogios: “Tanto o rendimento do samba em relação à torcida quanto ele ao vivo no palco foi muito a contento. A Milênio realiza um laboratório antes da eliminatória começar, em que todos os setores participam, e eu fiquei muito contente. O samba teve um rendimento maravilhoso com a comunidade. E, hoje, só veio coroar o rendimento do samba, que estourou. Da segunda para frente, foi louco demais. O samba não cai nunca e isso é muito bom, graças a Deus”, destacou.

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Vale destacar que a parceria do Samba 1000 foi a única que trouxe uma torcida organizada para dar mais força ao canto e realizar coreografias no local.

Sobre torcidas

A presença de torcidas foi um dos temas pelos quais os compositores das outras duas obras finalistas passearam. Márcio Biju, do Samba 01, foi um deles: “A gente não optou por não trazer torcida: a gente é uma parceira muito pequena, e a gente não disputa em todos os lugares. Eu, Renê, Alemão do Pandeiro, e o Reinaldo Papum: em quatro, tudo é mais difícil. A gente veio, montamos um bom palco e viemos com um bom samba. Gostaria de poder trazer um monte de gente para cá, também – mas cada um tem a sua força, e a gente sabe quem tem muita força aqui na comunidade. A gente só veio apresentar a nossa obra: uma obra que foi feita com muito carinho, com muita atenção na sinopse, pensando exatamente no enredo, no que foi proposto pelo carnavalesco e pela diretoria. A gente veio com essa ideia: vamos com um bom palco e mostrar o nosso samba. Se eu pudesse, eu trazia vinte mil pessoas para cá. Mas a gente fez o que a gente sabe. Fazer parceria hoje em dia é difícil, gasta dinheiro demais. A gente fez uma boa gravação, um palco bom. Semana que vem, se Deus quiser, tem mais uma apresentação muito boa para a gente chegar lá e fazer um bom trabalho”, comentou.

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Já Fredy Vianna, da parceria do Samba 99, juntamente com Rodrigo Shumacker, Thiago Meiners, Pitty de Menezes, Claudio Mattos, Morganti Tubino, Ítalo Pires, Herval Neto, Wilson Mineiro, Daniel e Anderson Lemos, fez uma analogia muito interessante sobre a canção dos compositores: “É um samba que tem uma pegada diferenciada, uma pegada que toca no coração. É um samba que tem que ser sentido: você tem que ouvir e sentir ele com o coração, porque ele tem umas melodias viajadas, umas melodias mais ‘viradourenses’, mais tocantes, vamos dizer assim. É um samba de primeira, pegou bem na comunidade. As pessoas ouviram e eu vi que as pessoas foram absorvendo. Nós não tínhamos torcida, mas eu fui olhando na boca de cada componente e eles pegavam alguns trechos, como o refrão do meio e o final. As pessoas iam cantando porque isso é romântico, isso é bonito. O saldo foi muito bom e positivo para a primeira eliminatória”, finalizou.

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Mocidade reinventa gestão da comunidade com tecnologia e valorização do componente

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Foto: Divulgação/Mocidade

Quinhentos e vinte inscritos no primeiro final de semana de recadastramento. Trezentos e sessenta e um no segundo. Oitocentos e oitenta e um componentes foram recadastrados no mês de maio. Os números surgem do entusiasmo da comunidade independente e ganham um novo tratamento de gestão. A Mocidade Independente de Padre Miguel chegou ao ciclo 2027 com um sistema inédito de cadastramento digital.

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“Isso nunca aconteceu na Mocidade”, disse Rodrigo Coutinho, diretor executivo da escola. Ele fala do número recorde de recadastramentos do primeiro final de semana, mas poderia estar falando da mentalidade que os atraiu para implementar o novo modelo de gestão da comunidade.

O novo sistema foi desenvolvido por Felipe Rodrigues, um dos coordenadores do departamento comunitário da agremiação, e conta com um banco de dados que coleta informações como nome, altura, peso e tamanho de cada componente logo na triagem, com cintas que detectam automaticamente as medidas corporais.

A inscrição também passa por um questionário que mapeia o histórico de cada pessoa com a escola. Ao fim do recadastramento, o componente ganha a carteirinha e a camisa da agremiação.

O resultado é um retrato em tempo real da comunidade. Ele resolve um problema antigo. Em novembro, quando a Mocidade precisa fechar a grade de fantasia de cada ala, normalmente parte das vagas ainda não está preenchida. A saída histórica é a chamada grade fantasma: estimativas de tamanho para completar o pedido.

Com o banco de dados, a estimativa deixa de ser um chute e passa a ser um dado. “Eu consigo ver quantos (tamanhos) P tem em toda a escola, quantos M, quantos GG, quantos calçados 39”, explicou Coutinho. “A partir daí eu tiro uma média de cada ala por gênero para complementar a grade”.

Mocidade 2027, leia a sinopse do enredo

Outra novidade é o controle de presença da comunidade, que será feito por meio da carteirinha e de um aplicativo. Nos ensaios, o diretor de ala acessa o sistema pelo celular, registra presença ou ausência e devolve o documento ao componente no fim da atividade. Simples, rastreável, sem papel. “A gente tem um backup no papel caso o sistema falhe em algum momento”, admitiu Rodrigo, “mas tenho certeza que em pouco tempo isso vai cair no gosto do componente e da escola”.

De uma média de 25 ensaios previstos no calendário da agremiação, o componente precisará comparecer a 20. Cinco faltas serão toleradas sem justificativa. A partir da sexta, precisará comprovar o motivo. A regra é clara.

“Acabou aqui na Mocidade o componente vir na hora que quiser e pegar a fantasia. A gente vai valorizar quem veio ao ensaio. Não quero saber se tem 10, 15, 20 anos de Mocidade: se o componente não frequentar os ensaios e não justificar as faltas, vai ser cortado. E vai ter oportunidade de voltar no ano seguinte”, afirmou Coutinho.

A disciplina, porém, tem a sua face de recompensa. A começar pelo escalonamento das taxas de inscrição. Quem se inscreveu na primeira leva pagou R$50. O segundo lote custou R$70. O terceiro fim de semana de recadastramento acontecerá após a Copa do Mundo, ainda sem valores divulgados.

Mocidade anuncia calendário de disputa de samba-enredo e confirma superfinal no dia 05 de setembro

Também serão sorteadas camisas da Boutique da Mocidade para os componentes com maior frequência nas atividades da escola. “É uma série de medidas para valorizar mais o componente que frequenta o ensaio e que vai chegar na avenida evoluindo e cantando bem”, declarou o diretor executivo.

Para Coutinho, esse conjunto de mudanças na gestão da comunidade se articula com a identidade da agremiação. “A melhor escola do carnaval para fazer isso é a Mocidade porque é uma escola de vanguarda, que busca inovação ou pelo menos deveria ter buscado ao longo de toda a sua trajetória. Em algum momento isso se perdeu”, afirmou.

A escola prevê desfilar com cerca de 1.400 componentes de ala de comunidade, divididos entre 16 ou 17 alas, sem contar bateria, baianas, velha guarda, compositores e alas coreografadas.

Na Mocidade de agora, tradição e modernidade se unem na nova gestão de comunidade para fazer brilhar ainda mais a Estrela Guia de Padre Miguel.

Imperatriz Leopoldinense 2027: leia a sinopse do enredo

SINOPSE DO ENREDO ‘A MEMÓRIA DO REI E O SUMIÇO DE DONA JÚLIA’- IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE 2027

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Todo maracatu que desfila não conta exclusivamente a sua própria história: Ele narra algo mais antigo. Uma história, antes da história. Guiado pelo baque do tambor, o maracatu atravessa a imensidão do Atlântico e a extensão dos séculos em busca do que se foi. Ele é o passado e o presente. Ele é a África e o Brasil.

Seu desfile nos leva a uma viagem guiada por uma ancestralidade embalada pelo som. Olhá-lo nos garante acesso a um cortejo em terras africanas. Miragem que nos faz ver o antigo Reino do Congo. Império engalanado em noite de festa. Visão esfuziante que nos faz testemunha da coroação de um monarca negro. Rei majestoso de pele retinta entronada.

O que se vê é a celebração do poder em cortejo. Música e dança. Teatralização majestosa que ecoa numa realeza ancestral que desfila desde tempos imemoriais.

O baque do tambor do Reino do Congo se fez ouvir em terras brasileiras. Agora, o couro vibra e nos leva ao Nordeste do Brasil. Enquanto o som ecoa, o velho reino existe. Enquanto o séquito real caminha pelas ruas do velho Recife, o rei e a rainha do Congo estão entre nós. A origem bantu, ganha o seu traço nagô. Em Pernambuco, a dor do exílio transformou-se em beleza. Novas vestes, outros caminhos, a mesma dignidade.

Aqui, é o porta-estandarte quem anuncia o novo reino que desfila. Na sequência, a dama do paço conduz os mundos invisíveis. O rei e a rainha estão protegidos do sol. Por cuidado, suas capas não podem tocar o chão. Coroados, eles não são meros personagens. São a memória soberana que sobreviveu à travessia. O bem mais valioso, seguido e festejado pela corte que lhes acompanha em cortejo.

Mundo colorido de reinvenções para uma nova existência. Criação moldada feito boneco de barro do chão do Brasil. Uma nova realidade forjada entre as paredes do terreiro. O povo da macumba que desfila vestido de rei e rainha. Brincadeira séria, que se mostra na festa portando ancestrais divinizados carregados como estatuetas de mão. Um mundo de beleza que se sustenta nos mistérios do sagrado.

Dentre os segredos envolvendo a ancestralidade do maracatu, nada é mais representativo e simbólico que os mistérios da calunga. Boneca fetiche e guardiã da secreta presença dos ausentes. Assentamento dos que vieram antes e seguem guiando os passos dos que ainda estão por vir.

Como exemplo, a princesa Dona Júlia. Calunga de imbuia e cera tingida de pigmento negro. Braços e pernas de lenho articulado. Cabeça esculpida em madeira nobre. Cabelo humano bem penteado. Vestido de renda brilhante, colares, joias e capa de veludo bordada em paetês.

Calunga feita a mando do rei coroado do Maracatu-Nação Porto Rico, Eudes Chagas, cinco anos após Dona Santa ser guiada ao òrun. A boneca confeccionada era, na verdade, um trono numa estatueta feminina para que Dona Santa – mãe e mão que lhe iniciou no culto do Xangô de Pernambuco – pudesse seguir próxima dele.

Ausência sentida traduzida em presença. Rainha morta, que não foi posta. A morada do egun da matriarca catimbozeira, da detentora dos segredos da Jurema e Rainha do Maracatu Elefante. Dona Júlia, a calunga, era a presença viva de Maria Júlia do Nascimento, a Dona Santa. Reverenciada no terreiro e alimentada pelo preceito da espiritualidade.

Erguida pela dama do paço nas saídas carnavalescas do Maracatu Porto Rico por mais de uma década, a boneca foi a presença que deu proteção ao maracatu de pai Eudes até o dia de seu encantamento.

Com a morte de seu líder e babalorixá, no final dos anos setenta, os objetos sagrados do Maracatu-Nação Porto Rico foram levados para o museu. Lugar seguro, como mandam as tradições, para guardar algo que brevemente poderia ser solicitado. Naquele espaço, artigos de valor simbólico inestimável estariam resguardados até que a sucessão do Porto Rico – e a sua nova liderança – fosse caso resolvido. Foi assim que Dona Júlia – calunga sagrada ligada ao culto dos eguns – foi parar no museu.

Longe do terreiro, foi guardada em desencanto. Ali, ela era um objeto deslocado de seu sentido sagrado. Mero artefato. Artigo guardado à espera de retornar às mãos daqueles que, com autoridade e autorização, colocariam o maracatu do falecido Eudes na rua e, com isso, reivindicariam sua posse.

Dois anos se passaram até que a missão de tirar o Porto Rico do Museu foi destinada à mãe Elda Viana. Neta de santo de Eudes, ela foi a liderança confirmada pela ancestralidade como apta para a reorganização daquele maracatu. Foi nessa ocasião, ao reivindicar a calunga sagrada de sua nação para voltar ao terreiro e à rua, que os integrantes do Porto Rico tomaram conhecimento do sumiço da calunga que permaneceria desaparecida por longas décadas.

O museu, que devia zelar por sua integridade, informou que Dona Júlia havia desaparecido de suas dependências de forma desconhecida. Mistério duradouro. Ausência e vazio sentidos por mais de três décadas. Certeza de furto e extravio definitivo até que, após trinta e quatro anos de sumiço, a boneca foi levada a um terreiro de candomblé em Olinda acusada de assombrar o morador da residência que, naquela ocasião, era o endereço que escondia seu paradeiro.

Deixada no Ilê Axé Oyá Meguê – sua última localização antes de voltar para a sua verdadeira casa e para as mãos de seus reais donos – a calunga foi entregue aos cuidados das tradições do Xambá. Lá, guiados pela ancestralidade e pela dúvida sobre como proceder diante do objeto misterioso, os sacerdotes do culto recorreram à tábua sagrada e ao jogo dos dezesseis búzios lançados sobre a trama da arupemba. Respondidos pelas divindades, a vontade dos orixás foi a lei: A boneca não podia ficar naquele Ilê. Mais do que isso, todos os esforços deviam ser prioridade para que aquele artigo atingisse o intuito que o havia levado até a porta do Xambá e ao colo de Oyá.

A prioridade para resolução da demanda alcançou o êxito e a calunga voltou para o seu Maracatu de origem dias antes do carnaval 2014. Seu aparecimento foi notícia que correu de boca em boca. De volta aos preceitos religiosos do Ilé Axé Oxóssi Guangoubira após trinta e tantos anos sem cuidados, Dona Júlia estava em desencanto espiritual. Na ocasião, ela era uma boneca que guardava orixá com fome e egun quebrantado. Madeira morta e inanimada.

Para voltar à vida, como se um sopro pudesse lhe encher o pulmão vazio de ar, era necessário preceito e encantamento. Por isso, em toda parte e por todo canto, seu corpo foi limpo com morim vermelho, roxo, branco e preto. Da cabeça aos pés, quatro carreteis de linha foram desenrolados. Ali não mais havia embaraço. Livrou-se de qualquer possível mal e da presença da morte quando um acaçá percorreu sua silhueta. Na sequência, toda sorte de grão seco foi lançado sobre a madeira escura onde seu contorno humano havia sido esculpido.

Era preciso limpeza profunda. Então, entoaram-se as cantigas sagradas para que a energia das folhas de boldo e colônia despertassem antes de se somarem às águas que banhariam a boneca. O líquido derramado lhe abriu as portas para a incorporação. Na intimidade do terreiro onde o umbigo da calunga estava plantado, seu corpo foi colocado diante de um vasilhame de barro – farto em mingau de farinha – do abanador de palha e da colher de pau.

Vela acesa e copo d’água. Pólvora incendiada. A fumaça sobe e a chama aquece os pés da estatueta. O orixá derrama encantamento e atua para animá-la. Em sua cabeça – orí esculpido em madeira que já foi árvore – o mistério é guardado por entre as três frestas abertas tal qual ferida na pele.

O ichãn toca o chão. O galho, preparado no quarto de igbalé, guia o caminho do egun evocado. Dona Júlia se encanta. Agora, ela é madeira viva e sagrada. Boneca que tudo enxerga e boca que come sem se mexer. Levada ao igbá de Oxalá, sentiu sua energia pulsar mais forte quando o sangue de uma cabra, um casal de pombos e cinco galinhas (sendo uma d’angola) escorreu por seu corpo.

Na sequência, vestiram-na de branco. Recolhida no peji (roncó), cumpriu resguardo de três dias antes de ganhar a rua e a folia. Boneca que guarda egun, Dona Júlia passa a falar pela boca de Oyá Igbalé. É a dona dos ventos e senhora da vida e da morte que lhe anima durante sua ida para o cortejo do Maracatu-Nação Porto Rico.

Assim, encantada, foi erguida pelas mãos da dama do paço e conduzida ao carnaval. Depois de tanta ausência, ganhou as ruas do Recife num domingo de momo. Junto ao maracatu que parte do bairro do Pina, brincou à frente da corte, guiada pelo estandarte que leva a caravela de Santa Maria estampada como emblema e da Nação que canta e dança ao som do baque das ondas.

No dia seguinte, uma segunda-feira, foi levada em cortejo noturno para o Pátio do Terço. A folia que marca seu retorno às tradições carnavalescas se encerraria à noite. Uma noite de maracatu onde os tambores tocam – e também se silenciam – para reverenciar quem partiu. Diante da igreja, a ausência de quem se encantou é também a memória dos reis e das rainhas que foram coroados tendo como espectadora a imagem da Virgem do Rosário. Gente que vinha e não vem mais.

Tendo a escuridão do céu como testemunha, o relógio marca a zero hora. A lua da meia-noite boia no céu do mundo visível dos vivos para fazer resplandecer o sol do meio-dia que brilha e anima o reino invisível dos que estão mortos. É nessa hora que as luzes se apagam e a senhora do portão que cede a passagem do Òrun para o Àiyé se manifesta. Quem vinha, agora pode voltar a vir.

Os tambores tocam e a ancestralidade baila. Hora em que Dona Júlia se mostra viva enquanto baila energizada ao sabor das mãos da dama do paço. Ambas, corpos vivos que giram no sentido contrário ao do relógio.

À meia-noite, a princesa Dona Júlia não dança no sentido dos ponteiros que marcam as horas que virão. Ancestral, ela dança no ar sustentada pela dama do paço e se manifesta encantada por buscar – assim como os tambores, os corpos que desfilam e a escola de samba que cruza a avenida – um encontro marcado com aquilo que já se foi.

ENREDO, PESQUISA, DESENVOLVIMENTO E TEXTO: LEANDRO VIEIRA.

PS: Agradeço imensamente a Mestre Chacon pela generosidade de me presentear com a sua sabedoria, abrir os caminhos e me permitir adentrar os mistérios que as calungas iniciam e encerram entre as quatro paredes dos terreiros. Bato cabeça pro filho de Xangô, sucessor de Mãe Elda, mestre do Maracatu Porto Rico e sacerdote do Ilê Axê Oxóssi Guangoubira.

Thiago Almeida é o novo presidente da São Clemente

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Foto: Divulgação/São Clemente

De volta à Marquês de Sapucaí, a São Clemente está de cara nova. Na noite desta terça-feira, a preta e amarelo de Botafogo, na Zona Sul do Rio, elegeu Thiago Almeida como novo presidente. Ele é herdeiro da família Almeida Gomes, fundadora da agremiação.

Thiago começou a desfilar na São Clemente ainda quando criança, aos 10 anos. Aos 18, já trabalhava dentro do barracão. Desde então, nunca mais parou de prestar serviço para a escola do coração, chegando até o cargo de diretor de Carnaval e vice-presidente.

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Após ser aclamado no pleito, o jovem declarou que vai buscar reforços de peso para reviver os áureos da São Clemente.

“Foram 12 anos ininterruptos no Grupo Especial. Nossa escola tem uma bandeira e uma história de peso. São 64 carnavais. Não vou medir esforços para voltar à elite do Carnaval carioca. Em breve, vamos anunciar o nosso enredo, carnavalesco e outros nomes que vão nos ajudar nesse objetivo. Será uma nova São Clemente, mais forte e mais unida”, afirmou Thiago, que é sobrinho do ex-presidente Renato Almeida Gomes, a quem agradeceu pelos ensinamentos: “Eu quero honrar todo o legado da nossa família à frente da escola. Tenham certeza disso”.

Em 2027, a preto e amarelo vai abrir os desfiles na Marquês de Sapucaí, sendo a primeira a desfilar na sexta-feira de Carnaval, dia 5 de fevereiro.

Francine Montibelo é a nova superintendente executiva da Liga RJ para a Série Ouro 2027

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Foto: Divulgação

A Liga RJ segue fortalecendo sua estrutura administrativa e operacional para a organização da Série Ouro. Após a eleição que confirmou Deo Pessoa na presidência da entidade e a chegada de Moacyr Barreto para comandar a direção de carnaval, a instituição anunciou nesta terça-feira mais um importante reforço em seus quadros. A administradora Francine Montibelo assume o cargo de superintendente executiva, participando diretamente do planejamento e da execução dos projetos voltados para o Carnaval de 2027.

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Aos 29 anos, Francine chega à Liga RJ em um processo de renovação promovido pela atual gestão. A entidade vem ampliando sua equipe técnica e administrativa com o objetivo de aprimorar o planejamento da Série Ouro e oferecer melhores condições para o desenvolvimento dos desfiles. Para ela, assumir a nova função representa um importante desafio profissional e também um avanço na ocupação de espaços de liderança por mulheres no carnaval.

“É uma honra assumir esse desafio em um espaço tão importante para a Série Ouro. Acredito na força da gestão feita com diálogo, sensibilidade e compromisso. Cada vez que uma mulher ocupa um cargo de liderança, abrimos caminhos para que outras também possam sonhar e conquistar esses espaços. Espero contribuir para um carnaval cada vez mais forte, representativo e inclusivo”, afirmou.

Os desfiles da Série Ouro 2027 estão marcados para os dias 5 e 6 de fevereiro, na Marquês de Sapucaí.

Portela realiza sua tradicional feijoada no sábado e inaugura exposição ‘Contos de Norival Reis’

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Foto: Léo Nogueira/Divulgação Portela

A Portela realiza, no sábado, mais uma edição da tradicional Feijoada da Família Portelense, na quadra da escola, em Oswaldo Cruz. Durante o evento, o Departamento Cultural da Portela inaugura a exposição “Contos de Norival Reis”, em homenagem ao compositor e um dos autores do samba-enredo “Contos de Areia”, de 1984, um dos mais marcantes da história da azul e branca.

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A exposição apresenta fotos, documentos e curiosidades sobre a trajetória de Norival Reis e destaca também outros sucessos de sua coautoria, como Ilu Ayê, a Terra da Vida (1972), Macunaíma, Herói de Nossa Gente (1975) e Hoje Tem Marmelada (1980).

Entre as atrações musicais da Feijoada estão o cantor Liomar (Pique Novo) e o Grupo Zoa Samba. O evento também contará com apresentações da Velha Guarda Show e do elenco da Portela, reunindo sambistas e torcedores da Majestade do Samba em uma grande celebração da cultura portelense.

Os últimos ingressos e mesas do lote atual estão disponíveis pelo site Meu Bilhete: 06/06 – FEIJOADA DA FAMÍLIA PORTELENSE

Em 2027, a Portela levará para a Avenida o enredo “Ao Mestre, com Carinho”, do carnavalesco Paulo Barros, que homenageará o baluarte Monarco. A escola será a primeira a desfilar na terça-feira de Carnaval em busca do 23º título de sua história.

Viradouro divulga calendário da disputa de samba-enredo para o Carnaval 2027; final é dia 19 de setembro

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Foto: Alicia Oliveira/CARNAVALESCO

A atual campeã do Grupo Especial do Rio de Janeiro, a Unidos do Viradouro, divulgou o calendário oficial da disputa de samba-enredo para o Carnaval 2027. Após a entrega da sinopse aos compositores, a escola abriu o processo para a escolha da obra que embalará o desfile na Marquês de Sapucaí no próximo ano. De acordo com o cronograma anunciado pela agremiação de Niterói, a entrega dos sambas concorrentes acontecerá no dia 8 de agosto, um sábado, das 13h às 16h, na quadra da escola.

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Antes da inscrição das obras, a Viradouro promoverá uma série de encontros de tira-dúvidas e audições internas no barracão. A participação dos compositores em pelo menos um encontro de cada etapa será obrigatória para a inscrição dos sambas. Os encontros de tira-dúvidas serão realizados nos dias 16, 23 e 30 de junho, além de 8 de julho, sempre das 17h às 21h. Já as audições internas acontecerão nos dias 16, 21 e 28 de julho, também entre 17h e 21h.

A disputa terá início no dia 15 de agosto, na quadra da escola, e seguirá por seis apresentações até a definição da obra vencedora. As três primeiras eliminatórias serão realizadas nos dias 15, 22 e 29 de agosto, às 17h. As eliminatórias seguintes acontecem em 5 de setembro, às 19h, e a semifinal será em 12 de setembro, às 22h.

A grande final está marcada para o dia 19 de setembro, também às 22h, quando a vermelho e branca conhecerá o samba-enredo que defenderá o título conquistado no Carnaval 2026.

Calendário da disputa de samba da Viradouro para o Carnaval 2027

Tira-dúvidas (Barracão – 17h às 21h)
16 de junho (terça-feira)
23 de junho (terça-feira)
30 de junho (terça-feira)
8 de julho (quarta-feira)

Audições internas (Barracão – 17h às 21h)
16 de julho (quinta-feira)
21 de julho (terça-feira)
28 de julho (terça-feira)

Entrega dos sambas concorrentes
8 de agosto (sábado) – das 13h às 16h – Quadra

Eliminatórias
15 de agosto (sábado) – 17h
22 de agosto (sábado) – 17h
29 de agosto (sábado) – 19h
5 de setembro (sábado) – 19h

Semifinal
12 de setembro (sábado) – 22h

Grande Final
19 de setembro (sábado) – 22h

Viradouro 2027: leia a sinopse do enredo