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Fotos: Maria Estela Costa/CARNAVALESCO

No Brasil, o dia 12 de outubro é um dos dias mais esperados pelos baixinhos, afinal, é o dia de celebrar a infância. Brinquedos infláveis, pula-pula e muita recreação marcaram a última segunda-feira, na quadra da Acadêmicos do Grande Rio, que abriu as portas e promoveu uma grande confraternização para as crianças da comunidade e as que compõem a escola mirim Pimpolhos da Grande Rio. A organização desta tarde animada ficou por conta das musas, sendo idealizada há seis anos por Thainá Oliveira. Em entrevista ao CARNAVALESCO, ela afirmou que a iniciativa começou a partir de uma promessa feita quando seu primogênito nasceu. As crianças são sinônimo de felicidade, doçura e alegria.

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“Eu fiz uma promessa pro Joaquim quando ele nasceu, que até os sete anos dele, eu ia fazer uma festa de Dia das Crianças. E eu faço essa festa todos os anos. Só que esse ano eu decidi convidar todas as outras musas pra gente se unir, fazer uma coisa bem legal pra nossa comunidade. As crianças são a doçura da nossa vida, são a felicidade e a alegria”, contou.

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Musa Thainá Oliveira

Helinho Ribeiro, presidente de honra da agremiação e pai de Thainá, revelou que esse movimento de sua filha é uma continuação do que ela viveu em sua infância.

“Quem vive gosta de fazer também, e minha filha viveu isso tudo. Graças a Deus eu pude proporcionar isso a ela. Ela sempre teve a festinha dela, chamava os amiguinhos. Um dia ela me falou: ‘Pai, eu quero começar a fazer’. Agora já tem uns cinco ou seis anos que ela faz. Dessa vez, com as musas todas reunidas, pois se juntaram a ela, e foi maravilhoso. A festa está muito linda, tem muita criança. É isso que a Grande Rio quer cada vez mais, a sua comunidade dentro da quadra e a Grande Rio dentro da comunidade”, disse Helinho.

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Helinho Ribeiro, presidente de honra da agremiação e pai de Thainá

O presidente Milton Perácio também esteve presente na comemoração e destacou a importância de ter momentos como esse com as crianças, pois, assim como mestre Fafá e Taciana, elas são o futuro da agremiação.

“As crianças são o futuro da nossa escola. É onde brota o que há de melhor na comunidade. Por exemplo, nós temos o Fafá, que é um garoto criado aqui no quintal da nossa casa e hoje é um dos maiores mestres de bateria do país. A nossa porta-bandeira, criada também no nosso quintal, e vai por aí… São vários ritmistas que saem da Pimpolhos e vão para a Grande Rio. Tudo isso é muito importante. É um orgulho muito grande do legado que a gente deixa”, comentou Perácio.

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Presidente Milton Perácio

A musa Alane Dias participou ativamente da organização do evento e, em entrevista, contou que o sentimento era de um retorno à infância.

“Eu me sinto criança de novo, porque quando a gente troca com a criança, a gente fica mais criança também. E criança é uma coisa que ensina muito. Eu já fui professora de balé dessa idade de mais de 4, 5 anos e tudo o que eu ensinava, eu aprendia de volta. É uma ingenuidade que a gente perde com o tempo. É um brilho no olhar que a gente perde com o tempo também. Essa possibilidade de se encantar novamente, a gente aprende com as crianças”, declarou Alane.

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Musa Alane Dias

A primeira porta-bandeira, Taciana Couto, foi à quadra aproveitar a festa com sua filha. Em entrevista, ela relembrou seus momentos na quadra da agremiação.

“É uma valorização das nossas crianças e da nossa comunidade. Eu sou uma cria da Pimpolhos e participei de muitos desses eventos, que marcaram a minha infância, e eu acho que as crianças também merecem ter essa oportunidade de vivenciar essa festa”, disse Taciana.

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Porta-bandeira Taciana Couto

Quando questionada se acredita que a filha seguirá seu caminho, a porta-bandeira deixou claro que não irá interferir, pois será uma decisão dela. Ela também destacou as atividades sociais que a agremiação promove e como elas a ajudaram.

“A Pimpolhos faz vários projetos culturais. Tem cursos, jovens e adolescentes com interesse de ingressar na faculdade ou fazer cursos profissionalizantes. Tudo o que a escola vem desenvolvendo mostra que, para além de uma escola de samba, é uma escola de vida. Aqui eu aprendi muita coisa, através daqui eu pude ter um curso de ensino superior”, destacou.

Alex dos Santos, de 48 anos, técnico em enfermagem e torcedor da Grande Rio há mais de 20 anos, estava presente com sua esposa e seu neto. Para ele, eventos como esse ficarão marcados na memória de cada criança, que carregará o legado da escola.

Alex dos Santos, de 48 anos, técnico em enfermagem e torcedor da Grande Rio há mais de 20 anos

“Quando a comunidade está integrada junto com a quadra de escola de samba, vira uma união e essa união a gente leva pra vida. Sempre sendo acolhida, sempre sendo privilegiada, sempre sendo acompanhada. Isso é muito importante para o crescimento, não só da comunidade, como dessas crianças que já crescem envolvidas com esse processo”, disse Alex.

Dayana Brito, autônoma de 27 anos, foi pela primeira vez com sua família e sua filha. Para ela, o evento foi uma generosidade da agremiação para as crianças ali presentes.

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Dayana Brito, autônoma de 27 anos, foi pela primeira vez com sua família e sua filha

“É um dia muito especial para as crianças, sobretudo as que não brincam ou que não têm oportunidade de sair. É um dia para curtir com as crianças e estar presente naquele momento ali delas. Isso é uma generosidade da agremiação ao parabenizar todas as crianças”, concluiu.

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