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Foto: Fernando Frazão/Divulgação Agência Brasil

O governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), garantiu a manutenção dos recursos estaduais destinados às escolas de samba e aos fazedores de cultura para o Carnaval de 2027. Em entrevista concedida à TV Globo e à GloboNews no último sábado, o futuro chefe do Executivo fluminense esclareceu pontos polêmicos de sua campanha e assegurou que o apoio orçamentário à festa popular está mantido, mas confirmou o fim definitivo do custeio público de camarotes para autoridades e convidados na Marquês de Sapucaí. Durante a entrevista, ele rebateu interpretações de que sua gestão realizaria cortes nas verbas do carnaval, classificando tais declarações como “fake news”. Ruas enfatizou que a verba destinada às agremiações e aos artistas locais está preservada, pois compreende a relevância do evento para a economia, o turismo e o entretenimento da população fluminense.

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Fim dos privilégios na Sapucaí

Por outro lado, o novo governador marcou posição ao anunciar o encerramento do camarote institucional mantido pelo Governo do Estado no Sambódromo. Segundo ele, o uso de verbas públicas para bancar espaços VIP a agentes políticos e seus convidados não continuará em sua gestão.

“Em relação ao carnaval, o que eu vou encerrar de uma vez por todas são os privilégios no governo. Não vai ter mais camarote do governo do Estado para político e amigo de político. O recurso para quem faz o Carnaval, que são as escolas de samba e os fazedores de cultura, está garantido”, declarou Douglas Ruas.

O governador acrescentou que autoridades e agentes públicos interessados em acompanhar os desfiles na Sapucaí deverão adquirir seus próprios ingressos, em igualdade de condições com os demais cidadãos.

Foco na valorização da cultura local

Ao detalhar as diretrizes de sua futura gestão para o setor cultural, Ruas destacou que o planejamento prevê o fortalecimento dos artistas locais e dos trabalhadores que dependem da cadeia produtiva da cultura em todo o estado do Rio de Janeiro.

“A nossa política de cultura vai prestigiar os fazedores de cultura daqui do estado do Rio de Janeiro. Temos um povo criativo, uma galera que trabalha muito e que precisa de um auxílio mínimo do Estado para mostrar sua arte”, pontuou.