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Carnavalescos Fotos: Ana Beatriz Campelo/CARNAVALESCO

A Unidos de Padre Miguel conta os meses para apresentar a força do enredo “Yèyé Omó Ejá – A Coroação das Rainhas das Águas” na Marquês de Sapucaí. Os novos carnavalescos da escola, Allan Barbosa e Ricardo Hessez, compartilharam, em entrevista ao CARNAVALESCO, o que o público pode esperar do Boi Vermelho da Zona Oeste na Avenida. A dupla está de volta para uma nova parceria no carnaval carioca. Em 2024, ao lado de Marcelo Adnet, assinou o desfile que fez o Botafogo Samba Clube conquistar o acesso inédito à Série Ouro, com o enredo campeão da Prata “Taina-Kan: A Estrela Solitária”.

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Allan Barbosa contou que o convite à UPM chegou depois de a presidente Lara Mara acompanhar o trabalho conjunto dos dois na equipe de criação do Salgueiro: “A Lara ligou para a gente. Ela vinha acompanhando o nosso trabalho no Salgueiro há um tempo. A gente fechou o contrato com ela às 2h da manhã. O primeiro pedido dela foi que a gente trouxesse um novo vigor para a escola, que vinha em uma pegada muito boa com o Milato, mas o nosso estilo de carnaval é um pouco diferente do dele. A gente vem trazendo uma cara nova para a escola. Vamos tentar trazer uma escola bem maior, rejuvenescida, com novo oxigênio”, afirmou.

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Carnavalesco Allan Barbosa

Segundo Ricardo Hessez, a chegada à agremiação foi ‘muito tranquila’, mas com bastante trabalho a fazer: “A escola tinha um enredo pensado, mas precisava de alguém para desenvolvê-lo. Eu e o Allan chegamos e conseguimos trabalhar nele em menos de um mês. O nosso casamento com os enredistas foi perfeito. A gente conseguiu se alinhar muito bem. A Unidos de Padre Miguel não é um fardo, isso nunca passou pela nossa cabeça. Não é um desafio para a gente. É a glória. É poder fazer uma escola de samba que vai desenvolver o nosso carnaval. Acho que isso é o sonho de todo carnavalesco”.

“É uma escola que já chegou nos abraçando, nos acolhendo. A Lara, o Cícero, a diretoria da escola e a comunidade nos abraçaram de uma forma que parece que estamos aqui há 10 anos. A UPM tem uma energia muito matriarcal. Esse enredo foi um presente para a gente e para a escola também, porque é sobre a mãe de cabeça da Lara, que é Yemanjá, e a mãe de cabeça da Deise, que é Oxum. Vamos ver esse encontro das duas Yabás numa escola que tem essa energia de Yabás”, completou Allan.

Já a comunidade e o público geral podem aguardar por uma plástica grandiosa da UPM na Passarela do Samba. Ricardo prometeu uma escola opulenta para retratar o sagrado encontro entre Yemanjá e Oxum.

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Carnavalesco Ricardo Hessez

“Eu e o Allan somos de uma escola mais moderna de carnaval, mas, ao mesmo tempo, respeitamos muito a identidade da escola. O nosso foco sempre é a identidade da agremiação. Vocês podem esperar uma UPM que vai passar grande, opulenta e que está fazendo um enredo afro que vai contar a história antes da diáspora africana. Será uma África de África, não uma África que veio pro Brasil. É aquela África onde se vê o prata, mas é o prata batido. A gente vê o ouro, mas o ouro batido. A gente busca aquelas coisas rústicas de África, feitas à mão. É isso que queremos passar para a UPM, que ela tenha uma roupagem nova, mas não perca a opulência de ser a Unidos de Padre Miguel”.

“Uma coisa que eu vou dizer: aguardem grandeza, muita luz e muita macumba, como a Unidos de Padre Miguel gosta. Aguardem um Boizão completamente diferente de todos os que já passaram. Um Boi como as pessoas ainda não viram na Sapucaí”, finalizou Allan.