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Fotos: Mariana Santos/CARNAVALESCO

Através de um drone pairando no céu maricaense, o pavilhão da União de Maricá foi atraído pelas mãos da baiana da premiada comissão de frente de 2026 e entregue ao ‘Darcy Ribeiro’ da escola, encerrando oficialmente o ciclo campeão. Agora, a estreia no Grupo Especial se inicia oficialmente, de maneira simbólica. O ato selou o show de excelência artística de uma escola jovem, porém que denota que se conhece muito bem; pisa no chão ‘devagarinho’, mas com força.

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A começar pelo repertório, que, em seus 12 anos, ressalta os campeões “100Sacional! Um Maxixetico e Rebolativo Baile”, de 2018; “Eu Sigo Nordestino”, que os levou ao Grupo Ouro em 2023; e marcas de sua trajetória no grupo de acesso: “O Esperançar do Poeta”, de sua estreia, em 2024; “O Cavalo de Santíssimo e a Coroa do Seu 7”, de 2025; e o campeão de 2026, “Berenguendéns, Balangandãs”. Os sucessos receberam transições ou reproduções completas de covers das canções “Eu Sou da Lira, Não Posso Negar”, “Baianá”, dos Barbatuques, e outras. O trabalho musical fortalece e enriquece a coletânea enxuta apresentada.

A ideia de transformar a trajetória da escola em um espetáculo começou a ser construída cerca de três meses antes da apresentação. Diretora artística da União de Maricá, Kellyn Rosa explicou que o trabalho foi sendo lapidado até chegar ao formato apresentado na final. “O show foi idealizado há uns três meses e hoje a gente conseguiu realizar ele, lapidar de uma forma muito maravilhosa e especial. Eu acho que o ápice do show foi a ‘passagem’ do enredo”, afirmou.

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Diretora artística da União de Maricá, Kellyn Rosa

A ‘passagem’ citada por Kellyn ganha força justamente no momento em que o pavilhão da escola é conduzido pelo alto e entregue ao personagem que representa Darcy Ribeiro, simbolizando o encerramento de um ciclo e a entrada da União de Maricá em uma nova etapa de sua história.

Segundo a diretora artística, a concepção do espetáculo nasceu a partir de uma ideia apresentada pelo presidente Matheus Santos. “Nosso presidente Matheus Santos, com essa cabeça dele maravilhosa, com ideias maravilhosas, passou o que ele sentia no coração e a gente concretizou hoje. Acho que foi uma noite muito especial. A ideia é fazer o enredo, ele está em casa, é o que eu quero. Exatamente. Ele falou, bateu o pé: ‘Eu quero’. Vamos pensar de uma forma que fique bonito, emocionante, como tudo que a Maricá faz”, explicou.

Por outro lado, o time artístico deu tom de espetáculo à performance da final. Coreografias elaboradas e executadas com limpeza, forte presença e entrega de todos os componentes, reforçadas pela caracterização primorosa, como se fosse um pedaço de um desfile oficial, diretamente da Sapucaí para a quadra.

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A construção desse elenco, porém, começou antes da montagem definitiva do espetáculo. O grupo passou por um processo de seleção e preparação que se estendeu por meses, reunindo os artistas que participaram da apresentação. “Estamos há quatro meses fazendo audições, chamando a galera para participar, tanto na Noite dos Enredos também. Essa mesma galera que está com a gente há quatro meses, ensaiando e elaborando para que hoje aconteça dessa forma linda e mágica”, destacou Kellyn.

O resultado desse trabalho aparece em diferentes momentos da apresentação. A Ialorixá, apresentada na abertura do show ao invocar Ogum, surge com figurino volumoso e elaborado, complementado por lentes brancas nos olhos, dando um ar transcendental à cena.

Também as representações de ‘Pombagiras’, que performam durante o samba de 2025, preenchem a cena e entregam rosas aos componentes. São elementos que reforçam a preocupação da direção artística em transformar cada passagem do repertório em uma cena própria, sem perder a conexão com a história da escola.

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Outro forte momento é a “ópera dos malandros”, em que os passistas masculinos riscam o chão, sobem em mesas cênicas e terminam com o intérprete Zé Paulo Sierra protagonizando o momento, saudando a malandragem.

Vale destacar que a rica comissão de frente de 2026 não é deixada de lado e é valorizada à altura de sua qualidade. O grupo performou na apresentação do samba e marcou a passagem do ano de 2026 para 2027 de forma merecida, estabelecendo uma ponte entre o ciclo que se encerra e a nova fase que começa para a União de Maricá no Grupo Especial.