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Foto: Eduardo Frois/CARNAVALESCO

A Porto da Pedra definiu os cinco sambas classificados para a final, que acontece no próximo sábado. A agremiação será a terceira a desfilar na sexta-feira da Série Ouro, com o enredo “Porto Kalunga”, desenvolvido pelos carnavalescos Alex Carvalho e Caio Cidrini, com enredo assinado por Thainá Santos e Beatriz Chaves. O CARNAVALESCO analisa as apresentações das parcerias na semifinal.

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Parceria de Porkinho: Cantado por Ronaldo Brito, Ronaldo Ylê e Jefinho. A letra parte da ancestralidade do tambor: “Porto da Pedra eu te chamo pelo nome / Como um dia o tambor chamou pelos ancestrais”. A obra segue com versos de riqueza poética e melódica, como os do refrão do meio: “Retinta é a noite em Luanda / O céu é o espelho da cor”. O refrão principal também é um dos destaques da obra, especialmente no trecho “Eu sou o povo da pedra fundamental / O terreiro original do samba”. A parceria contou com um grupo cênico formado por sete mulheres e um homem, que realizou uma coreografia baseada na letra do samba. O restante da torcida também participou, balançando bandeiras brancas com o Tigre.

Parceria do Bira: A obra, interpretada por Luan Lima, Bruno Martins e Thiago Vieira, começa invocando o solo e a essência de Angola, definida como “Mãe da ancestralidade”. A letra do refrão do meio faz referência à criança africana e às localidades de Mussulo e Lobito, que fizeram parte da passagem dos artistas brasileiros por Angola. A melodia toma caminhos interessantes na segunda parte do samba e encontra seu ponto alto no refrão principal: “Meu porto Kalunga hoje é Porto da Pedra, Forte feito macumba, enverga e não quebra…”. Os torcedores da parceria empunharam bandeirinhas com o desenho do pavilhão da agremiação.

Parceria de Leon Azevedo: Quinta obra concorrente a se apresentar na quadra do Tigre contou com Leozinho Nunes como intérprete principal. A letra inicia a narrativa trazendo elementos como o vento, a maré e a voz dos ancestrais. O refrão do meio, “Teve gente que chorou / Ouvindo o tambor ecoar”, apresenta uma melodia com potencial para contagiar o público. Outro destaque do samba está nos versos do refrão principal, “Angola, tua voz me chamou / No peito, orgulho e paixão”. A torcida mostrou seu apoio aos compositores com balões e bandeiras em vermelho e branco, além de levar imagens dos artistas referidos no enredo. Uma espécie de barco feito de tecido também fazia parte dos adereços utilizados pela torcida.

Parceria de Cristiano Teles: Interpretado por Duda SG, Vini Machado, Anderson Moreno, Kiko Ribeiro e Dodô Ananias. O time de canto mostrou vozes muito bem ensaiadas, mas, antes de entrar em ação, a torcida dos compositores puxou o refrão principal a capela. A letra começa forte com os versos “Vem de lá / Nossa gente arrancada de seu ventre / Quando o mar abismado / Viu nobreza retornar”. A melodia apresenta uma passagem envolvente a partir do trecho “O tambor me chamou / Eu vou ôô / Sou filho de África / Canta pra saudar”. O refrão de cabeça também é um destaque positivo da obra, especialmente na passagem “É a Porto da Pedra quebrando correntes / Liberta do peito uma voz singular”. Os torcedores demonstraram apoio ao samba balançando bandeiras com o símbolo da escola.

Parceria de Vadinho: Última obra a se apresentar na semifinal, o Samba 7 teve Leonardo Bessa como intérprete principal. A letra começa pela “terra consagrada nos segredos”, apresentada nos versos “O Tigre nos chamou pra voltar / E quem pisa o chão não é mais estrangeiro”. A melodia encontra um caminho muito interessante nos versos “Tambor de jongueiro, fez semba virar samba / Desfila o cortejo, rodopia na ciranda”. O mesmo ocorre nos versos do refrão de cabeça, “Preto na pele, na alma e no sangue / Os filhos de Zambi, herdeiros de Zambi”, que também se destacam positivamente no samba-enredo. A torcida dos compositores compareceu com bandeiras quadriculadas em vermelho e branco, estampadas com o Tigre, tradicional símbolo da escola.