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Foto: Thomas Reis/Divulgação Rio Carnaval

Para conquistar a décima sexta estrela, a Beija-Flor aposta em um enredo que evoca um passado campeão. “Zeneida: O Sopro do Pó de Louro”, enredo de 2027, é uma referência ao desfile que deu o título à escola em 1998. Os torcedores da Soberana já estão ansiosos para repetir a vitória no próximo ano e compartilharam suas expectativas com o CARNAVALESCO. Em 1998, a Beija-Flor levou para a avenida o enredo “Pará – O Mundo Místico dos Caruanas nas Águas do Patu-Anu”, que consagrou a sexta estrela da escola. Agora, para 2027, a agremiação levará para a avenida a trajetória da ambientalista Zeneida Lima, reconhecida como a última pajé marajoara. A história de Zeneida é retratada no livro O Mundo Místico dos Caruanas da Ilha do Marajó (1992), no qual o enredo de 1998 foi baseado.

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Como os grandes carnavais dos anos 1990, relembrar a vitória toca em um lugar afetivo para os apaixonados pela Soberana. O torcedor Gabriel Bellino conta que foi o primeiro campeonato de que se lembra de assistir quando criança e ressalta a importância de retomar essa memória, agora sob a ótica do protagonismo feminino. O sambista também destaca que falar do Norte sempre é um bom presságio para a Beija-Flor.

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Fotos: Mariana Santos/CARNAVALESCO

“Eu acho importante por dois fatores: primeiro, por estar celebrando uma mulher tão importante, porque a gente sente falta dos enredos femininos; e pela questão do Pará. Toda vez que a gente está falando do Norte, parece que traz uma energia boa, que sempre dá um resultado bom para a gente. Já fomos campeões duas vezes com enredos sobre o Amapá e o Pará, e a expectativa está boa. Acho que o mundo do samba aceitou bem o enredo também. Eu vejo os comentários em geral na internet, a galera está gostando”, afirmou.

Confirmando o potencial agregador do carnaval, assim como Nilópolis contará a história de Marajó, o portelense e paulista Fabio Gatamorta vestiu a camisa da Soberana enquanto aguarda a posição da escola para o próximo carnaval. Sambista “raiz”, destaca que é fruto de uma mistura de todas as escolas, mas se identifica com a Beija-Flor e já tem expectativas altas para mais uma narrativa sobre a força do Norte contada na Sapucaí.

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“Eu gostei, gostei bastante do enredo. Sou portelense, a Portela vai falar de Monarco, sou paulista e corinthiano. Eu sou uma mistura, porque eu gosto de carnaval, e a camisa que eu mais me identifiquei este ano foi a da Beija-Flor. Hoje resolvi fazer essa homenagem”, disse.

Apesar da esperança em mais um grande enredo sobre o Norte, os torcedores perderam um de seus “amuletos”: a escola não desfilará em seu dia de “sorte”, a segunda-feira. Para a torcedora Isis Araujo da Silva, agente comunitária que vive intensamente o carnaval e sua escola de coração, o enredo de “Zeneida” está mais do que aprovado. Mesmo com o desfile marcado para o primeiro dia do Grupo Especial em 2027, domingo, o que importa mesmo é ver sua escola campeã.

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“Eu vibro pela vitória da minha Beija-Flor. Eu estou aqui, acreditando na possibilidade do primeiro lugar, da vitória da minha grande Beija-Flor!”, declarou.