
O abraço entre pai e filho no palco do Estrela do Carnaval Palácio dos Cristais 2026 selou um momento especial para a família Art’Samba. Pela primeira vez, Marquinho Art’Samba e Art’Samba Jr. dividiram o microfone na quadra da Unidos da Tijuca. Em casa, o intérprete oficial do Pavão não conteve a emoção e subiu ao palco durante a apresentação do Império Serrano, escola na qual o filho é cantor de apoio, e os dois cantaram sambas clássicos do Reizinho de Madureira.
Marquinho Art’Samba falou sobre a satisfação de se encontrar com o filho no palco de uma escola de samba pela primeira vez. “Subi no palco porque não aguentei (a emoção). Só de ver ele cantar, para mim, é a maior satisfação. E dentro da minha casa”, revelou.
A cena retrata algo que vinha sendo construído sem alardes. Art’Samba Jr. cresceu observando o pai e, depois que o sonho de se tornar jogador de futebol ficou para trás, a escolha foi certeira. “Eu falei: quero ser igual a meu pai. Ele sempre foi minha referência como homem, como pessoa”, contou o filho.
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Para Marquinho, ver o filho trilhando o mesmo caminho tem um peso que vai além do carnaval. “Primeiro a gente quer formar o homem, a pessoa do bem. Isso para mim já é tudo como pai. E agora ver meu filho, que tá começando a trilhar o mesmo caminho, para mim é tudo”.
Só que o cantor não poupa o filho das realidades da profissão. A conversa entre eles também passa pelos desafios do ofício. “Eu falei para ele: é um caminho muito árduo para você trilhar”, ponderou Marquinho. “O bom é que ele está trilhando o caminho dele ali sozinho”, disse.
O filho ouve, mas retruca com carinho. “Ele acha que não, mas ele está sempre me apoiando, sempre me ajudando”, disse Art’Samba Jr. “Eu sonhei por esse momento, eu esperei muito por esse momento”.
Quem viu os dois cantando juntos no palco viu mais do que uma apresentação. Viu a transmissão de uma herança familiar do samba e a promessa, quase dita em voz alta por Marquinho, de que esse não seria o último encontro no ofício entre os dois. “Daqui a pouco ele vai cantar com o papai, se Deus quiser”.
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