
O cenário do carnaval carioca pode estar prestes a passar por uma mudança histórica. Em encontro recente com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, a possibilidade da criação de um Grupo Especial com 15 agremiações para o desfile de 2027 ganhou força, e quem não esconde o entusiasmo é Lara Mara, presidente da Unidos de Padre Miguel (UPM). Em entrevista ao CARNAVALESCO, a dirigente se mostrou “em êxtase” com a notícia, que pode representar a tão sonhada ascensão da escola da Vila Vintém à elite do samba.
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“Cara, expectativa enorme. Estou muito feliz com essa notícia. Feliz como presidente da UPM, feliz como sambista”, afirmou Lara Mara, destacando que a mudança tem muito a agregar ao espetáculo.
A mobilização em torno da UPM não se restringe aos bastidores políticos. Nas redes sociais, o nome da escola é um dos mais citados pelos sambistas como uma das “convidadas” obrigatórias em uma eventual expansão. Para a presidente, esse apoio popular tem sido fundamental, especialmente após enfrentar semanas difíceis no âmbito pessoal.
“Isso não tem preço e é de um valor enorme. Assim, você sabe do luto que eu passei essas últimas semanas e quando eu estava na rua sempre tinha alguém que falava: ‘mas subir 15, a UPM tem que subir’. E isso dá muito gás”, desabafou a dirigente. Segundo ela, o que realmente importa é o “reconhecimento e o carinho do povo do samba” pelo trabalho apresentado na pista.
A motivação de Lara Mara para levar a UPM ao Grupo Especial está profundamente ligada à memória de sua família. Ela revelou que o desejo de ver a escola brilhar no topo é o que a mantém firme após a perda recente de sua avó. “Eu pensei muitas vezes durante esses dias em desistir, mas eu não posso desistir nunca. É um legado que ela deixou para mim”, afirmou emocionada.
Caso a ascensão se confirme, Lara Mara já planeja mudanças estruturais. Embora confie nos profissionais contratados, ela admite que a equipe foi originalmente montada para o Grupo de Acesso (Série Ouro). “Se a Unidos tiver essa ascensão, eu vou dar uma mexida sim”, antecipou a presidente.
Quanto ao tema que a escola levaria para a Sapucaí no Grupo Especial, Lara foi categórica: a ancestralidade e a fé serão os pilares. “Se subir, vai ser macumba. Não tem como eu fugir disso. Vai ser afro, é o que a UPM gosta, é o que a minha avó queria”, revelou.










