
O debate sobre a ampliação do Grupo Especial de 12 para 15 escolas ganhou mais uma voz crítica. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o presidente da Vila Isabel, Luizinho Guimarães, apontou que a chegada de 3 escolas já no Carnaval 2027 pode criar situações difíceis de resolver para a Liesa.
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“Não consigo enxergar solução por uma questão de desdobramento estrutural da Cidade do Samba e também de verba. Todos os contratos foram assinados para 12 escolas, do Mercado Pago, da Ambev, de vários patrocinadores. Mudar isso não acontece por um simples pedido”, argumentou o dirigente.
O presidente apontou ainda um risco concreto de efeito cascata. Sem barracões disponíveis em condições equivalentes para todas as agremiações, uma escola rebaixada poderia reivindicar que não competiu em igualdade. “No ano seguinte, teremos 16 escolas”, alertou.
Para Luizinho, a discussão precisa sair do campo do discurso e enfrentar a realidade prática. “Temos que botar o pé no chão e trabalhar com consciência para construir algo que se torne viável de fato”, disse.
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Proposta
A proposta de ampliação do Grupo Especial para 15 escolas ganhou força após um tweet do ex-prefeito Eduardo Paes, que sugeriu três nomes para as vagas: Estácio de Sá, Império Serrano e União da Ilha. Cavaliere reafirmou o compromisso nos primeiros dias à frente da prefeitura. A Liesa, por sua vez, levantou dois problemas principais: a falta de barracões disponíveis na Cidade do Samba e a necessidade de manter o atual aporte financeiro para todas as escolas.
Os detalhes seguem sem resposta. O próximo prazo concreto é o sorteio de posição para o Carnaval de 2027, marcado para 16 de abril. O debate saiu do campo das intenções. Falta saber se o calendário dará tempo.










