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Fotos: Juliana Henrik e Matheus Vinícius/CARNAVALESCO

A União da Ilha do Governador está confiante na volta ao Grupo Especial no Carnaval 2027, caso aconteça o convite da Liesa (a escola pode ser chamada pelo resultado de 2026, quando ficou em quarto, ou pelo ranking geral da Liga), e o sentimento é de emoção e dever cumprido para o presidente Ney Filardi. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o dirigente não escondeu a felicidade e relembrou a confiança que sempre demonstrou no retorno da escola à elite do carnaval carioca. Segundo ele, a volta ao Especial sempre foi uma convicção pessoal, mesmo diante de críticas e brincadeiras ao longo do caminho.

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“É aguardar o oficial da Liesa. Muito honrado, muito feliz da vida. Nossa festa de São Jorge será histórica. Meu nome não é Mariazinha do Galeão”, disse Ney, em tom bem-humorado, ao comentar o possível retorno ao Especial e a brincadeira que havia feito antes do desfile de 2026, de que poderia ser chamado de Mariazinha do Galeão caso a Ilha não subisse.

Pensando no futuro, Ney Filardi destacou que as decisões estratégicas para o próximo carnaval serão tomadas em conjunto com a equipe, embora a palavra final seja dele. Questionado sobre a possibilidade de a carnavalesca Maria Augusta Rodrigues ser o enredo para o Carnaval 2027, o presidente foi direto: “Gostaria, com certeza, mas vou ouvir toda a minha equipe, será o que a maioria quiser”.

Sobre a estrutura da escola para o retorno ao Grupo Especial, Ney explicou que não vê necessidade de mudanças radicais, mas reconhece o aumento natural da demanda.

“Vou ter que dar uma esticada. Reforçar, não; esticar é evidente. A estrutura é outra. Você vai sair de 1.500 pessoas para 3.000 componentes”, detalhou.

Emocionado, o dirigente classificou o momento como a realização de um sonho pessoal dentro da agremiação. “Sonho realizado. Só espero que o Senhor me dê mais um pouquinho de vida para que eu desfile no Especial, permaneça e entregue a escola. Ir para a Velha Guarda”, declarou.

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Apesar do tom de despedida, Ney Filardi indicou que ainda pode seguir à frente da escola por mais um período. “Penso em me candidatar e ficar um ano para entregar para o meu vice”, revelou, sinalizando um processo de transição planejada na presidência da União da Ilha.