A segunda escola a desfilar foi a Arrastão de Cascadura, que levou para a avenida o enredo “Cascadura se Diverte nas Culturas Populares do Nordeste”, desenvolvido pelo carnavalesco Sandro Gomes. A proposta teve como objetivo exaltar as tradições nordestinas, valorizando sua riqueza folclórica, diversidade cultural e manifestações populares.
A escola cumpriu o que foi prometido pelo carnavalesco: apresentou um desfile visualmente impactante, com forte presença de cores vibrantes e grandes elementos que remetiam à cultura tradicional do Nordeste.
COMISSÃO DE FRENTE
Sob a direção do coreógrafo Lipe Rodrigues, a comissão de frente entregou uma apresentação marcada por sincronia, alegria e potência cênica. Com boa cadência e energia do início ao fim, o grupo conseguiu envolver o público presente e sustentou o ritmo da proposta coreográfica até os módulos finais.
MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA
O casal Carlos Caetano e Fernanda Araújo apresentou uma coreografia harmoniosa e segura, evidenciando entrosamento e domínio técnico. Com elegância e precisão nos movimentos, mantiveram a leveza característica da porta-bandeira e a energia marcante do mestre-sala. As fantasias em azul e branco destacaram ainda mais o pavilhão verde e branco da escola, reforçando o protagonismo da bandeira na apresentação.
HARMONIA E EVOLUÇÃO
A evolução apresentou oscilações em alguns trechos, com a abertura de pequenos buracos na avenida. O canto da comunidade também variou ao longo do desfile, refletindo diretamente na resposta do público. Com andamento mais lento em determinados momentos, a escola encerrou sua apresentação em 39 minutos e 38 segundos. Apesar da dificuldade nos minutos finais, conseguiu concluir dentro do tempo regulamentar, sem prejuízo no quesito.
SAMBA
Comandada pelo mestre Felipe Liandro, a bateria apresentou ritmo forte e cadenciado, sustentando o samba-enredo com firmeza. A interpretação de Marquinhos Silva mostrou alinhamento com a proposta da obra, com canto seguro e projeção vocal consistente.
OUTROS DESTAQUES
As fantasias e alas coreografadas chamaram atenção pelo acabamento e pela riqueza de detalhes, representando a cultura nordestina com brilho e imponência. A ala das passistas deu um verdadeiro espetáculo de samba no pé; entretanto, a falta de padronização nos calçados, com diferentes modelos e cores, destoou do conjunto visual apresentado pelas demais alas da escola.








