Durante os dias de desfile na Marquês de Sapucaí, alguns espaços ultrapassam o entretenimento e se transformam em símbolos afetivos do Carnaval. É o caso do icônico trono do Camarote King, criado pelo artista Cahê Rodrigues, responsável por uma das experiências mais disputadas e fotografadas do sambódromo.
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Em entrevista ao CARNAVALESCO, Cahê contou que a ideia do trono nasceu da observação do espaço e da identidade do camarote.
“Quando cheguei aqui, senti falta de uma coisa. Pensei: o camarote do King precisa de um trono. É o camarote do rei, então tem que ter um lugar para a galera sentar e tirar foto”, disse Cahê.
O projeto foi apresentado e executado, e logo no primeiro ano conquistou o público, tornando-se marca registrada do espaço.
“No primeiro ano já foi um sucesso. Todo mundo chegava querendo sentar, registrar a foto. Aquilo virou uma marca do camarote”, disse o artista.
Conceito e identidade
Com o passar dos anos, o trono passou por mudanças estéticas, acompanhando o tempo e o espírito do Carnaval. Algumas edições apostaram em uma linguagem futurista, com iluminação em LED. Neste ano, a escolha foi por um trono branco, carregado de simbolismo.
“A gente já teve um trono mais futurista, com LED, mas este ano eu quis trazer um trono branco para passar uma sensação de paz e respeito entre os foliões”, contou.
Posicionado logo na entrada do camarote, o trono se transformou em uma atração imediata para quem chega.
“A pessoa entra aqui e já procura o trono. Virou uma atração do camarote, um registro que fica, uma foto muito marcante”, afirmou o artista.
Respeito ao samba e à Passarela do Samba
Outro ponto destacado por Cahê é o cuidado do Camarote King com o espetáculo da avenida. Durante a passagem das escolas de samba, o som interno é interrompido para que o desfile seja vivido em sua totalidade.
“Quando a escola está desfilando, aqui é silêncio total. Vamos respeitar o sambista. Esse respeito com as escolas de samba é um diferencial do camarote”, afirmou Cahê.
Memória, pertencimento e experiência
Mais do que um elemento cenográfico, o trono se tornou um símbolo de pertencimento e memória afetiva para quem vive o Carnaval no espaço.
“Aqui todo mundo pode ser rei ou rainha, sentar no trono, fazer sua foto e levar esse momento com você”, disse.
Sobre o clima do Camarote King, Cahê afirmou que se sente muito bem com a recepção.
“Eu me sinto parte de uma família aqui. Vejo as pessoas felizes, se sentindo bem, vivendo o Carnaval com intensidade”, disse o artista.
Mais do que um cenário para fotos, o trono do Camarote King se tornou uma identidade visual de respeito ao samba, que fica na memória de quem vive o carnaval de perto.









