O Águia de Ouro levou para o Anhembi o enredo “Mokum Amsterdã – O voo da Águia à
cidade libertária”, propondo uma travessia simbólica entre São Paulo e a capital holandesa.
O desfile apresentou referências à arte, à história e aos debates sobre liberdade associados
à cidade europeia, organizados em quadros temáticos ao longo da apresentação.
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O samba garantiu resposta das arquibancadas e ajudou a sustentar o rendimento da escola
na pista. Visualmente, houve momentos de impacto, especialmente nas alegorias dedicadas às liberdades e ao clima festivo do encerramento. A evolução, porém, apresentou oscilações, com acelerações em trechos importantes e abertura de espaço após o recuo da bateria.

Casal destaca emoção e vibração do público
O primeiro casal, Alex Malbec e Monalisa Bueno, falou sobre a intensidade da apresentação
e a troca com o público na avenida.

“É uma emoção muito grande, a gente sabe que o Carnaval é um espaço de convivência e
onde a gente convive tem que haver a troca. A gente não consegue filtrar o que é positivo e o que é negativo, mas de fato a gente está com o coração tão puro, tão leve, tão querendo transmitir coisas boas que o que vem, a gente vai administrando, mas é uma emoção muito grande. Mas, graças a Deus, a gente consegue ter esse controle de não ficar deslumbrado na avenida. É importantíssimo trabalhar com o público”, disse Alex.
O mestre-sala também ressaltou o processo de dedicação até chegar à apresentação
oficial.
“A gente sabe que o desfile é importante, a nota é muito importante, porém mais importante do que isso é a consciência da comunidade, de ver o processo, o quanto a gente se dedicou, como todo mundo se dedica, dando o seu tempo e a sua disponibilidade. Mas a gente sabe que para chegar no pódio é cansativo e árduo, mas, de qualquer forma, a gente está muito feliz”, completou.

Monalisa destacou o papel da arquibancada em momentos mais tensos
“Quando existe muita vibração, dependendo do que a gente está passando, por um
momento tenso na pista, essa vibração do público acaba sendo o nosso combustível. E
aquilo faz a gente voltar e se concentrar para terminar de fazer o que a gente está fazendo. E é importante, porque você está dançando para o jurado, mas você também impressiona o público. Quando essa devolutiva é positiva, não tem como, a gente fica muito feliz. Acredito que conseguimos, conseguimos”, afirmou a porta-bandeira.
Intérprete ressalta alegria do desfile
No carro de som, Douglinhas Aguiar destacou o significado especial da noite e avaliou positivamente a apresentação da escola.
“Acho que esse foi um dos melhores desfiles que a gente fez. Para mim, era um mandato
especial, hoje completo 40 anos cantando na avenida, então para mim estava em comemoração. Acho que a escola conseguiu fazer um desfile à altura da alegria que é
Amsterdã, desse enredo maravilhoso e dessas pessoas maravilhosas”, declarou.

O intérprete também comentou sobre a presença de marca associada ao tema.
“Acho que a escola correspondeu, fez um desfile alegre, vibrante. Agora é só esperar para a gente ver o que acontece. E sobre a marca, na verdade, a marca foi um plano de fundo,
porque a mensagem é mensagem de liberdade, de paz, e não a cerveja. A cerveja foi uma
mera patrocinadora, mas que não teve peso no desenvolvimento do enredo. A gente
conseguiu abordar com muita primazia outros pontos em Amsterdã, não só a cerveja”,
concluiu Douglinhas.









