A Estrela do Terceiro Milênio levou para o Anhembi uma homenagem marcada por emoção e envolvimento da comunidade. Com o enredo “Hoje a poesia vem ao nosso encontro, Paulo César Pinheiro, uma viagem pela vida e obra do poeta das canções”, a escola apostou na força do samba e na identificação do público com a trajetória do compositor.
* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp
O desfile transcorreu de forma tranquila, com narrativa compreensível e momentos de forte conexão entre pista e arquibancada. A comissão de frente ajudou a abrir o caminho da história, o samba sustentou o canto coletivo e a comunidade respondeu com intensidade.
Ao fim da apresentação, o clima era de satisfação entre os segmentos.
Primeiro Casal destaca emoção e superação

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Arthur dos Santos e Waleska Gomes, destacou a carga emocional da noite e a vibração do público ao longo da avenida.
“Costumo dizer que o dia do desfile é bem intenso porque é o dia que a gente precisa colocar tudo em prática, o que levamos em todo esse tempo, mas tem coisa que só acontece na avenida. Posso dizer que esse ano foi atípico, foi totalmente diferente. Até me emociona em falar, mas estamos muito felizes com o que entregamos nesse desfile. Encontrar o nosso pessoal na garra nos faz feliz, todos com um sorriso no rosto, nos aplaudindo e dando força. É inexplicável, mas foi incrível, a gente está muito ansioso pelo resultado”, afirmou Arthur.

Waleska também ressaltou o desafio enfrentado na apresentação, principalmente pelo figurino volumoso e a proximidade entre os módulos.
“A gente sentiu o público vibrando muito com a gente, mas para nós, em especial, é uma grande superação, porque os módulos estão muito próximos. A gente veio com uma fantasia de diâmetro e saia grande, então para nós foi uma grande superação. Mas o trabalho sempre supera qualquer adversidade. Não existe sorte, não existe fórmula mágica, não foi do nada, foi um trabalho árduo, então a gente está muito feliz porque a gente torcia muito para conseguir colocar em prática tudo o que a gente trabalhou. Conseguimos e estamos muito felizes”, vibrou Waleska.
Ala musical destaca homenagem ao compositor
Responsáveis por conduzir o samba, Darlan Alves e Grazzi Brasil falaram sobre o significado de homenagear Paulo César Pinheiro e a resposta da comunidade do Grajaú.

“Durante o desfile, fico muito focada no que vou fazer, mas a sensação de dever cumprido existe, não vou mentir, é muito trabalho, e agora é ver o resultado. Essa comunidade é maravilhosa, o Grajaú é sensacional. Estou feliz até aqui, vamos ver depois, ver o que pode
acontecer, mas me sinto bem com a minha ala musical. Esse compositor sensacional, que é da nossa MPB, já cantava músicas dele e, agora, poder homenageá-lo, não só ele, como todos os compositores, é simplesmente sensacional. Acho que é um samba melódico lindo.
Amo esse samba, acho ele sensacional, então estou muito feliz”, declarou Grazzi.

Darlan também destacou o simbolismo do último carro alegórico, que reuniu compositores do carnaval paulistano.
“Acho que foi um dos desfiles mais emocionantes, porque falar de um compositor como esse cara, que é o Paulo, realmente é muito emocionante. E vou destacar uma coisa aqui do final, que é o último carro ali, onde vinham os compositores. Então vi o Grego, vi Xavier, Aquiles da Vila, Turco, tantos compositores gigantes do Carnaval de São Paulo prestando essa homenagem, foi incrível, acho que o dever está cumprido. Ele realmente recebeu uma homenagem à altura do tamanho que é, do que ele representa para a música popular
brasileira. Temos uma grande comunidade, acho que todos os compositores do Brasil também estão felizes com essa homenagem”, completou.









