Segunda agremiação a se apresentar na sexta-feira de carnaval, a Colorado do Brás realizou um dos melhores cortejos de sua história. Teve uma concepção estética diferente e os outros conjuntos funcionaram muito bem.
Em conversa com o CARNAVALESCO, o presidente Ka, a coreógrafa Paula Gasparini e o mestre Acerola de Angola destacaram o sentimento de dever cumprido e celebraram a entrega da escola na avenida. Com forte participação da comunidade e confiança no trabalho apresentado, a agremiação demonstrou satisfação com o desempenho em todos os setores.
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Dever cumprido
Enfático, o presidente Ka afirmou que o sentimento é de dever cumprido pelo que foi apresentado na avenida. “A escola cantou, e a arquibancada cantou bastante. É muito sentimento, muita emoção. Você vê tudo o que foi enfrentado e sente que realmente a mensagem chegou, foi entregue à bancada e refletida em todos os projetos. Agora, o sentimento é de dever cumprido. Independentemente da posição ou do que aconteça, o sentimento é de dever cumprido”, declarou.

Orgulho de seus dançarinos
A coreógrafa Paula Gasparini descreveu como maravilhosa a sensação de ter obtido sucesso com a comissão de frente.

“Foi maravilhoso, porque foi um processo longo, muito árduo. Não é fácil, são meninos que vêm de diferentes formações, mas eles toparam o desafio, aceitaram o convite e se moldaram. Eu tive que moldar todos esses corpos, e isso foi muito bacana. Essa comissão de frente trouxe um ato de reparação poética. Esses meninos entregaram seus corpos para mostrar toda a força, dor, a opressão e tudo o que essas bruxas passaram durante todos esses anos. E, na avenida, já que as portas sempre foram fechadas, quisemos dar toda a liberdade para que elas passassem com alegria e emoção”, contou.
Felicidade completa

O mestre Acerola de Angola não escondeu o entusiasmo após o desfile da Colorado do Brás. De acordo com o músico, tudo foi entregue da maneira correta. “A gente gostou muito. Eu estava olhando para o Léo do Cavaco, ele me olhava e dizia: ‘A gente ensaiou muito para chegar até aqui’. Fizemos um cronograma de melhorias para a bateria e para a parte musical da escola. Graças a Deus, conseguimos alcançar essa evolução hoje. Chegamos ao final, ao ápice que queríamos. Claro que sempre há muito a melhorar, mas hoje conseguimos entregar tudo o que precisávamos. A escola cantou, nos paradões vibrou, a arquibancada veio junto. Não há o que falar, só agradecer. Todos estão acostumados com enredos meio parecidos; o nosso é totalmente fora da casinha. A música também veio nessa linha e foi ainda mais forte do que esperávamos no dia do desfile”, disse.









