Uma grande homenagem à Oxum, orixá louvada nas religiões de matriz africana como Senhora das águas doces, do ouro, da beleza, da fertilidade e do amor, atravessou o Sambódromo do Anhembi, na última sexta-feira, no desfile da Barroca Zona Sul intitulado “Oro Mi Maió OXUM”, assinado por Pedro Alexandre Magoo.

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Em entrevista ao CARNAVALESCO, alguns dos principais representantes da Faculdade do Samba falaram sobre o desempenho da agremiação e de seus quesitos na Avenida.

Chris Brasil, coreógrafo da comissão de frente

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“O nosso elemento cênico é um dos componentes mais importantes, porque conseguimos, por meio dele, sintetizar toda a história. É uma grande caixa de teatro em que várias cenas vão acontecendo, e essa dosagem o próprio elemento cênico foi dando para nós. Por meio desses três níveis, a história foi se desmembrando e, no final, explode no chão da Avenida. Daqui de onde eu estava, a apresentação foi perfeita. Conseguimos cumprir todos os pontos de balizamento, apresentar e contar a nossa história. Está entregue e estou muito feliz com o que apresentamos na Avenida”.

Cley Ferreira, primeiro mestre-sala

“Hoje foi bem difícil para mim. Lá no começo, lembrei muito da minha mãe, que perdemos recentemente. Dediquei tudo isso a ela, porque era o que ela queria: que voltássemos à parceria e à Barroca. E ela conseguiu, nós estamos aqui. Nosso desfile foi regado de emoção, satisfação e amor, porque amamos essa escola, e isso é impagável. Não há nada que pague”.

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Lenita Magrini, primeira porta-bandeira

“A emoção de estar na pista, para mim, tem várias vertentes. No ano passado, tive um problema no ombro nos primeiros ensaios técnicos e vim muito receosa, pois não sabia o que ia acontecer. Faltou a minha apresentadora, com quem convivi por 14 anos. Mas temos uma comunidade muito linda. Ver a comunidade batendo palmas, aplaudindo e gritando nos fortalece. Dançamos em prol do nosso pavilhão, e o nosso pavilhão é toda essa comunidade. Para mim, isso é um sentimento indescritível”.

Rafael Tinguinha, intérprete oficial

“É uma emoção estar desfilando aqui pela primeira vez, mas parece que já desfilo há muitos anos. Estou muito feliz. O nervosismo acontece, mas acho que a escola, como vocês puderam ver, fez um bom trabalho, e é isso que importa. Saímos daqui com o sentimento de dever cumprido, que foi o nosso objetivo durante todo o ano”.

Fernando Negão, mestre de bateria

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“Gradativamente, fomos crescendo no nosso trabalho. Desde quando eu era mestre com meu irmão, já tínhamos um método, e, quando ele saiu, fiquei sozinho e continuei mais ou menos no mesmo segmento. Depois, comecei a implantar mais as minhas ideias e os meus pensamentos e, hoje, graças a Deus, consegui consolidar uma bateria do jeito que eu gosto e quero, também pela característica da escola. A emoção faz parte, tínhamos feito um planejamento para não sair com o tempo tão apertado, mas às vezes acontecem alguns deslizes no caminho. O que importa é que deu tudo certo. A nossa escola estava belíssima, a bateria deu show no Monumental, abaixando e arriscando. Agora vamos esperar a apuração para ver o que acontece na terça-feira”.

Ewerton Cebolinha, presidente da Barroca

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“Quem vive o carnaval o ano inteiro sabe como é difícil fazer um desfile. Não é só a Barroca, mas todas as escolas. No ano passado, passamos por uma situação um pouco turbulenta e sabemos que o primeiro propósito de uma escola é entregar o Carnaval e atravessar a Avenida; essa é a consequência do trabalho. Vivemos alguns apuros, e hoje vemos que passou tudo limpinho. Isso dá um alívio muito grande, porque estávamos engasgados com aquela situação. Aquilo apertou o coração, mas deu certo”.