Embalado pelo verso “Muda essa história, Tijuca”, o samba-enredo da Unidos da Tijuca representa o momento de reconstrução da escola. Fora do Desfile das Campeãs desde 2016, a agremiação do Borel se inspirou na força da trajetória de Carolina Maria de Jesus, homenageada pelo enredo esse ano, para virar a chave da própria história.
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FOTO: Carolina Freitas/CARNAVALESCO
Essa mudança foi percebida pelos torcedores e pelo público. Para o servidor público Nilson Miranda, de 55 anos, a escolha do enredo teve tudo a ver com isso.
“A Tijuca veio com um tema mais consistente. Abordar a Carolina e a obra dela um pouco as abordagens dos anos anteriores. Se manter essa pegada nos próximos anos, melhora bastante. Acho que nos últimos anos a escola andou meio se perdendo na escolha dos temas, que não eram tão impactantes”, comentou.

FOTO: Carolina Freitas/CARNAVALESCO
Já o ator Hugo Andrade, de 32 anos, que desfilou na ala “Cena Viva”, enxergou sensibilidade na escolha do enredo. Para ele, essa conexão mais humana é o diferencial da escola neste ano.
“Falar de uma escritora como Carolina Maria de Jesus traz muita humanidade. Em um mundo tão plástico, cheio de inteligência artificial, de coisa plástica, a Carolina é real, é humana, é verdadeira. Isso traz humanidade a escola. O samba super emociona e se conecta com esse lugar. Com certeza ajudou nessa virada de chave”, disse.

FOTO: Carolina Freitas/CARNAVALESCO
O presidente da Velha Guarda, Ricardo Luiz da Silva, reconheceu que as mudanças foram profundas: “A Tijuca teve praticamente 100% de mudança. Em estrutura, em evolução, no canto e em tudo na escola. E o samba embalou isso”.










