Homenagear mestre Ciça é homenagear a todos os sambistas representados por uma pessoa só. Com sua passagem por escolas como Grande Rio, Unidos da Tijuca e União da Ilha, o diretor de bateria deixa legado e alunos – outros ritmistas e novos mestres. O desfile em homenagem ao ‘professor’ teve lugar especial reservado aos Mestres de todas as escolas do grupo Especial e convidados de Ciça.
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FOTO: Mariana Santos/CARNAVALESCO
O jeito afetuoso de Ciça e a presença constante na Viradouro, no barracão e ao prestigiar o trabalho de outras escolas o faz popular e querido por todos. Para o destaque Rodrigo Totti, há 18 anos na escola niteroiense, o carro alegórico é uma expressão de gratidão ao trabalho do mestre.
“É uma honra representar esse carro onde vêm todos os mestres de bateria, todos os convidados do mestre Ciça. Para mim ele é uma figura viva do Carnaval. Estar aqui no bonde do Caveira é uma gratidão ao mestre Ciça por ele ser essa figura presente na escola, por representar tanto para o nosso Carnaval”, afirmou.

FOTO: Mariana Santos/CARNAVALESCO
A alegoria era toda em aço e prata e remetia ao material dos instrumentos que compõem uma bateria de escola de samba. Nas laterais, caveiras fazem os movimentos que o Ciça faz ao comandar as bossas, e as peças carregavam as cores das agremiações que ele passou. Os esqueletos têm os olhos flamejando a sonhada nota 10, que Ciça já conquistou diversas vezes. Ao centro, uma caveira ergue uma caixa de guerra, instrumento que é marca do Mestre.
Junior Gabriel veio do interior do Rio de Janeiro para prestigiar o mestre Caveira e acredita que a qualidade das alegorias e a emoção dos componentes mexeram com o público.
“Os carros da Viradouro são feitos com muito critério. Eu acredito que as pesquisas realmente superam qualquer expectativa. Eu tenho visto os detalhes, tenho visto o capricho. Espero que os jurados compreendam a mensagem que a escola está passando neste ano. A gente tem a certeza de que a comunidade vai se emocionar com toda essa plenitude, com toda essa beleza das composições, das alegorias da Viradouro”, declarou.
Cada mestre tem sua metodologia, e Rodrigo opina que o mestre ideal tem um pouco de ‘general’ e também de ‘paizão’, como Ciça é.
“O mestre Ciça é um general, porque ele consegue comandar muito bem todos os componentes da bateria. Não só a bateria, ele é um cara muito presente no barracão. Toda semana ele está lá, sempre acompanhando os carros. Independente dele ser um enredo ou não, ele sempre foi assim. Eu já estou há 18 anos na escola e eu sei que os anos que ele representou, esteve a frente da nossa bateria, ele esteve muito presente. Mas eu, particularmente, acho que tem que ser uma mistura, tem que ter um equilíbrio”, contou.










