A Unidos do Viradouro foi a terceira escola a desfilar nesta segunda-feira e levou para a Marquês de Sapucaí o enredo “Para cima, Ciça!”, uma homenagem ao mestre de bateria da escola. Com assinatura do carnavalesco Tarcísio Zanon, a agremiação de Niterói transformou a avenida em um grande tributo à trajetória, à ousadia e ao legado de Mestre Ciça.
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No carro abre-alas, intitulado “Forjado nas Garras do Velho Leão: O Rugir de um Sonho”, a escola apresentou o Morro de São Carlos e a Estácio de Sá como berço do menino Moacyr, em uma alegoria marcada por um leão imponente e barracos que remetiam a tambores, simbolizando a origem do samba e da batida que consagrou o mestre.

No alto da alegoria estavam Wagner Bento, 43 anos, cabeleireiro; Raquel Porasi, 36 anos, arquiteta urbanista; e Pablo Reinert, 28 anos, arquiteto. Eles compartilharam suas impressões sobre a importância do momento e o significado de representar o início da história de Ciça.
A importância de reverenciar o berço do samba
Para Wagner Bento, que retorna à escola após seis anos afastado, a homenagem é mais do que justa. “Primeiramente falar que o Ciça é um cara incrível, acho que ele merece tudo que está acontecendo aqui com ele. Traz o início do samba, o início do Ciça na Estácio, o carro”, afirmou.

Ele reforçou que revisitar o começo da trajetória do mestre é um reconhecimento necessário. “Eu acho que é super válido tudo que está acontecendo com ele, e ele merece todos os momentos da vida dele”, disse.
Raquel Porasi, que desfila pela primeira vez na Viradouro, destacou o valor histórico da proposta. “Super importante porque com certeza está trazendo toda a história desde o início da carreira, da profissão dele. Por mais que tenha sido em outra escola, a Viradouro acertou na homenagem”, afirmou.

Já Pablo Reinert ressaltou o simbolismo de celebrar Ciça ainda em vida. “Eu acho que ele foi uma peça muito importante para a escola, então trazer isso com ele em vida ainda foi muito bacana. A história do Ciça transcende qualquer agremiação”, concluiu.
A emoção de representar o início de uma trajetória
Convidado para estar no abre-alas após anos desfilando em ala, Wagner não escondeu a emoção. “Nossa senhora, eu estou super lisonjeado aqui porque depois de seis anos eu ser convidado para estar nesse carro homenageando o Ciça… eu acho incrível. Uma emoção que eu não consigo explicar”, afirmou.
Raquel também destacou o sentimento ao representar um capítulo tão marcante da vida do mestre. “Eu me sinto super emocionada. O Ciça tem uma história imensa e fazer parte disso, é uma honra para mim”, disse.

Pablo definiu a experiência de forma direta e sincera. “Me sinto contente, bem feliz. É um privilégio gigantesco”, explicou.
O sonho de menino e o carnaval como realização
O enredo da Viradouro fala sobre a realização de sonhos de menino, e para Wagner, estar naquele carro já era a concretização de um desejo antigo. “Estar desfilando nesse carro hoje é um sonho, porque eu sempre venho em ala e estar nesse momento aqui homenageando o Ciça nesse carro já é um grande sonho para mim. Estou completamente realizado”, afirmou.
Raquel enxergou no carnaval um espaço de celebração e pausa na rotina. “O carnaval é alegria, felicidade, acho que é onde as pessoas deixam um pouco o dia a dia, a correria do dia a dia e focam em se divertir. Participar dessa festa já é uma realização de um sonho”, disse.
Para Pablo, a realização foi ainda mais pessoal. “É um sonho de infância, na verdade. Sempre foi desfilar na Sapucaí”, concluiu.










