Um grande desfile da bateria “Furacão Vermelho e Branco” da Unidos do Viradouro, comandada pelo mestre e enredo, Ciça. Um ritmo bem vinculado à própria história do lendário Moacyr da Silva Pinto foi exibido. Assim mesmo, com nome e sobrenome, dada a sua inenarrável importância no meio das baterias de escolas de samba. Foi um desfile, sobretudo, bastante emocionante. Do alto da última alegoria, a bateria da Viradouro foi simplesmente ovacionada por todos os setores da Avenida.
Na cabeça da “Furacão Vermelho e Branco”, um esplêndido naipe de cuícas exibiu um trabalho de destaque. Uma ala de chocalhos de grande virtude coletiva tocou junto de um naipe de tamborins de imensa qualidade técnica. Ambos os naipes em conjunto deram brilho sonoro, evidenciando a excelência rítmica das peças leves da escola do bairro do Barreto.
Na parte de trás do ritmo da Viradouro, uma poderosa e pesada afinação de surdos foi notada. Marcadores de primeira e de segunda foram vigorosos, mas seguros. Surdos de terceira deram um bom balanço, tanto em ritmo, quanto em bossas. Uma sólida ala de repiques tocou junto de um naipe de caixas de guerra bem ressonante, com a tradicional levada de partido alto tocada “no alto pra resistir”, fazendo valer na prática o “legado do mestre Caveira”.
Bossas bem vinculadas à história musical do mestre Ciça foram exibidas de forma precisa. Uma criação de bossas identitária, de tão atrelada a concepção que marcou a carreira do “Mestre dos Mestres”. Arranjos que se pautavam nas variações do melodioso samba da Unidos do Viradouro para consolidar seu ritmo. Tudo com bastante pressão sonora, provocada por uma afinação bem potente de surdos, além de um notável trabalho envolvendo caixas e tamborins. Conversas rítmicas dançantes e poderosas, que foram executadas com precisão.
Uma grande e épica apresentação da bateria da Unidos do Viradouro, dirigida pelo inédito tema da agremiação e mestre, Ciça. O “Caveira”, como é conhecido no meio do ritmo, regeu sua orquestra no topo da última alegoria, mais uma vez fazendo história. Um ritmo bem identificado com a carreira do “Mestre dos Mestres” foi exibido, contando com bossas que davam pressão sonora a uma bateria com seu peso característico. Na última cabine julgadora, uma interação popular absoluta foi alcançada, com público e julgadores vindo ao delírio, comprovando o grandioso trabalho de mestre Ciça, no emblemático Carnaval em que sua trajetória foi contada na Sapucaí.










