Primeira escola a cruzar a Marquês de Sapucaí nesta segunda-feira (16), no segundo dia do Grupo Especial, a Mocidade Independente de Padre Miguel abriu a noite com um tributo vibrante a Rita Lee. Com o enredo “Rita Lee, a Padroeira da Liberdade”, assinado pelo carnavalesco Renato Lage, a verde e branca levou para a Avenida diferentes facetas da artista. Entre elas, a Ala 21, “Quero Mais Saúde”, destacou o lado leve, bem-humorado e otimista da cantora nos anos 1980.
* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp
A proposta da ala partiu de um gesto icônico de Rita em cena, quando brincava com exercícios e alongamentos durante os shows, transformando o próprio corpo em linguagem artística. A fantasia traduziu esse movimento como expressão de liberdade, energia e alegria. Em tempos de excesso de opiniões e “lero-lero”, como a própria Rita ironizava, celebrar a vida tornou-se um posicionamento.

Componentes ouvidas pelo CARNAVALESCO opinaram e para a maioria delas desfilar representou mais do que participar de um espetáculo. Foi uma afirmação de identidade, independência feminina e liberdade de ser e fazer o que tiver vontade.
“Eu sou o que eu sou, levo minha vida do jeito que eu quero e não me importo com ninguém. Acho que cada um tem mais é que viver a sua própria vida. Eu vivo a minha e não me importo com a dos outros”, afirmou Ana Claudia Vianna, 56 anos, autônoma, estreando na Sapucaí. Sobre Rita, completou.
“Ela era muito original, ela era o que era e não se importava com a opinião dos outros”. A fala sintetiza o espírito da ala, que apostou na autenticidade como forma de resistência.

Com dez anos de desfile, Antônia de Maria, 57, também reforçou a centralidade da autonomia pessoal.
“Não me importo com a opinião dos outros, me importo com a minha. Nesse mundo o que importa é você ser feliz, fazendo o que bem entender”, declarou. Na mesma linha, Maria Nilza dos Santos, 69, aposentada, ressaltou equilíbrio e autocuidado.
“Costumo levar a vida com mais leveza, mas pensando em mim primeiro”.

A experiência acumulada de quem atravessa décadas na Avenida também apareceu no discurso de Marisa Dias, 66, com 38 anos de desfile.
“Eu sou mais eu, não me importo o que pensem. Acho que a Rita deixou muito disso, de sermos o que a gente é, não importa o que os outros pensem”, disse.
Já Glauciane Oliveira, 46, destacou a importância de agir sem medo.

“Levo a vida com muita leveza e acho que a melhor coisa que podemos fazer é isso, viver. Quando a gente pensa muito, acaba não fazendo. Então vamos pensar menos e viver. Rita transcendia felicidade naturalmente, ela deixou esse exemplo”.
Trazendo a Padroeira da Liberdade para a Avenida, a Mocidade reafirmou que a Sapucaí e o carnaval também são espaços de liberdade e pertencimento femininos, de quem escolhe viver com autenticidade assim como a homenageada.










