O Império de Casa Verde foi a primeira escola a desfilar no sábado de carnaval pelo Grupo Especial de São Paulo. Com o enredo “Império dos Balangandãs – Joias Negras Afro-Brasileiras”, assinado pelo carnavalesco Leandro Barboza, a azul e branca da Zona Norte levou para a Avenida um desfile técnico, marcado por força estética e canto da comunidade.
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À frente da comissão de frente, o coreógrafo Sérgio Cardoso avaliou os desafios enfrentados na Avenida, especialmente com a nova disposição das cabines de jurados.
“Esse ano essas cabines estavam numa posição totalmente diferente do que a gente costuma, bem próximas, além de tudo o campo de visão deles diminuiu bastante, porque é bem mais baixo. Então a gente teve que mudar algumas estratégias. A minha sorte é que meu samba é curto. Então eu tenho duas passagens pra fazer toda a história que a gente vem. É, quatro minutos, então foi tranquilo. Mas, assim, essas duas cabines muito próximas, e a parada do recuo da bateria, calhou bem no meio das duas. Ou seja, a gente estava sendo avaliado de frente e de costas. Mas bora, acho que esse é o jogo e a gente tem que cada vez mais. Se aperfeiçoar diante das regras. Para mim a execução foi tudo ok. Agora vamos ver o olhar do jurado”, disse.

O mestre-sala Patrick Vicente também destacou o caráter técnico do desfile e o entrosamento com a porta-bandeira Sofia ao longo da apresentação.
“Foi um desfile bem técnico, a gente tem treinado desde maio, um trabalho árduo, mas eu achei muito bom o andamento. Deu para priorizar tanto a comissão, tanto o casal também, que veio logo em seguida. E eu e a Sofia, saímos daqui feliz de ver o nosso rendimento. Executamos todos os movimentos que a gente vem ensaiando. Agora esperar o resultado e, se Deus quiser, a gente será abençoado da melhor forma possível”, concluiu.
Sobre as mudanças na posição das cabines, Patrick ressaltou o desafio físico e emocional para manter a intensidade da apresentação.
“Sobre as cabines próximas, a intensidade tem que manter a mesma, que já é um seguido do outro, para gente é só a questão de prender a respiração por um minuto, recuperar todo o fôlego, todo o ar e já iniciar novamente na outra cabine mas isso foi bem desafiador, eu acho que para todos os casais de São Paulo, é uma coisa muito nova”, falou.

No carro de som, os intérpretes Tinga e Tiago Nascimento celebraram o desempenho da escola e a resposta positiva da comunidade durante o desfile.
“Foi muito bom, a gente está feliz demais. Viemos e cumprimos, então a gente está esperando o resultado. Fizemos um grande desfile e a gente sempre espera a melhor colocação para levar o nosso Império ao nosso sonho, que é sempre ser campeão do Carnaval”, disse Tinga.
“Acho que foi muito bom. A comunidade cantou e está feliz, está alegre. O público respondeu. Acho que o nosso trabalho alcançou o objetivo. O enredo foi fundamental, enredo e samba bom é meio caminho andado. Então a gente está feliz demais com tudo. E, se Deus quiser, é Império na cabeça”, analisou Tiago.










