Júnior Azevedo e Mariana Santos, do CARNAVALESCO
A segunda e última noite de desfiles da Série Ouro 2026 terminou com sentimentos diversos na Sapucaí. Da homenagem a Roberto Burle Marx apresentada pela Botafogo Samba Clube, passando pela celebração da palhaça Xamego com o Arranco do Engenho de Dentro, até o encerramento vibrante da Unidos da Ponte, o público saiu com favoritos diferentes e a certeza de que a disputa pode ser apertada. O CARNAVALESCO ouviu torcedores para avaliar desempenho, samba-enredo e as chances de campeonato.

Raimunda Cruz de Jesus 76 anos
Raimunda Cruz de Jesus, 76 anos, aposentada, se encantou com a Botafogo Samba Clube: “Eu gostei muito da Botafogo. Foi um desfile bonito, leve, cheio de cores lembrando flores e jardins. Achei muito organizado e fiel ao enredo. Ainda pude conhecer mais sobre a vida do Burle Marx”.

Luana Machel 38 anos
Luana Machel, 38 anos
FOTO: Júnior Azevedo/CARNAVALESCO

Luana Machel, 38 anos, advogada apontou o Arranco do Engenho de Dentro como seu destaque. “O Arranco me emocionou pela história da Xamego. Foi forte, representativo e trouxe alegria com consciência. Foi o que mais me tocou. Me senti muito representada nesse desfile”.

Tamyris Umbelino 38 anos
Tamyris Umbelino, 38 anos
FOTO: Júnior Azevedo/CARNAVALESCO

Tamyris Umbelino, 38 anos, terapeuta holística, destacou a Unidos da Ponte. “A Ponte encerrou com uma energia impressionante. Foi um desfile firme, com presença e muita garra. Ótimo para fechar a noite com o alto nível.

Torcedor da Renascer de Jacarepaguá, Neto Gomes elogia a garra da escola, apesar do visual da Estácio de Sá que, em sua opinião, teve destaque médio: “A Estácio arrasou com o chão da escola. O que não teve de visual, teve de canto. Foi a escola que mais cantou hoje”.

Para Célia Francisco, Botafogo Samba Clube, Império Serrano e Maricá se destacaram, mas ela acredita que a Maricá leva o destaque da noite: “A escola teve luxo, inovação. A maioria dos componentes tinha os rostos pintados, as alas coreografadas estavam muito bonitas, tudo muito harmonizado”.

Adriane Novais, portelense, desfilou na Em Cima da Hora e aproveitou para prestigiar as coirmãs. Ela avaliou o desfile da Porto da Pedra: “Foi triste perto do que é a escola. Eu gosto do enredo, foi muito esperado por todos e eu tinha muita expectativa. Entendo a proposta do carnavalesco, mas faltou um pouco de “galhofa” para falar do assunto. Foi extremamente militante e a estética não colaborou”.