O Carnaval é som, cor e vibração. Mas, este ano, a Marquês de Sapucaí deu um passo além: passou a contar com tradução em Libras durante a apresentação dos enredos das escolas de samba. A iniciativa amplia o acesso ao espetáculo e reforça que a festa precisa ser, de fato, para todos.
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FOTO: CARNAVALESCO
A presença da intérprete permite que pessoas com deficiência auditiva acompanhem o conteúdo narrativo dos desfiles, compreendendo o enredo, os símbolos e a mensagem levada à Avenida. A novidade foi celebrada pelo público, que destacou a importância da medida como marco de inclusão. A tradução é transmitida em um telão na Passarela do Samba.

FOTO: Juliane Barbosa/CARNAVALESCO
A profissional de educação física Thaís de Souza, de 31 anos, ressaltou o valor educacional e social da iniciativa.
“É muito interessante visualizar a tradução em Libras ao longo do enredo, porque Libras é a segunda língua nacional e infelizmente não temos isso presente nas escolas. Dessa forma, a Sapucaí se torna ainda mais acessível para o público com deficiência auditiva”, pontuou.

FOTO: Juliane Barbosa/CARNAVALESCO
Para Daniele Lúcio, de 48 anos, servidora pública e profissional da educação, a inclusão vai além da escuta: envolve pertencimento.
“É de suma importância, porque aqui não tem só pessoas que ouvem. A Sapucaí precisa ser um lugar de inclusão. Apesar deles não ouvirem, eles sentem a vibração da bateria e agora podem visualizar o enredo em Libras. Parabéns para quem teve essa ideia. Eu sei a importância da linguagem de sinais em qualquer ambiente. É uma língua que conecta as pessoas, mesmo que existam variações”.









