A confiança tomou conta dos ritmistas na Marquês de Sapucaí neste sábado (14), durante o segundo dia de desfiles da Série Ouro. Integrantes da União de Maricá reforçaram um discurso em comum: pertencimento, reconhecimento e a certeza de que o trecho “Vá dormir com esse barulho” pode ecoar como grito de vitória. O CARNAVALESCO ouviu componentes que apostam na força da bateria e na ousadia rítmica como trunfos na disputa pelo tão sonhado acesso.
A principal aposta, segundo os próprios componentes, está na cadência da bateria e na fusão entre o samba carioca e ritmos como ijexá e adarrum. A combinação, vista como ousada e identitária, é tratada como elemento capaz de levantar o público e diferenciar a escola na Avenida.
“Esse ano a Maricá sobe, é nosso. Acho que a Sapucaí vai levantar com o ‘Vá dormir com esse barulho’”, afirma Gabriela Mendes, de 24 anos, técnica de segurança do trabalho, que desfila há quatro anos pela escola. Sobre a mistura do samba com o ijexá e o adarrum, ela destaca: “Brasil é isso, uma grande mistura de ritmos, acho bacana levarmos isso pra Avenida também”. Antes de entrar na pista, Gabriela mantém um ritual simples e simbólico: conferir o instrumento, garantindo que tudo esteja perfeito para o grande momento.

FOTO: Ana Júlia Agra/CARNAVALESCO
No mesmo tom de confiança, Thalita Ribeiro, de 28 anos, advogada, encara seu segundo desfile pela Maricá com entusiasmo renovado: “Ainda não tenho superstição, acho que vou criar. A bateria vai ser o diferencial. Diferente de todas as outras baterias a de Maricá vai ser a chave para o título”, projeta. Para ela, o refrão de “Vá dormir com esse barulho” tem potência suficiente para não deixar ninguém parado nas arquibancadas.

FOTO: Ana Júlia Agra/CARNAVALESCO
A advogada também enxerga na construção rítmica um elemento estratégico. Ao comentar a presença do ijexá e do adarrum na estrutura do samba, Thalita resume: “É a chave que estava faltando para o nosso 40”. A referência à pontuação máxima revela o foco competitivo da escola, que aposta na inovação sem abrir mão da raiz do samba carioca.

FOTO: Ana Júlia Agra/CARNAVALESCO
A percepção é compartilhada por Gustavo Hinago, de 18 anos, produtor de eventos, que não hesita ao apontar o ponto alto do desfile: “A chave para o título da Maricá é a bateria com toda certeza. O samba carioca com o ijexá e o arredum foram o casamento perfeito”.









