Um ótimo desfile da bateria “Ritmo Meritiense” da Unidos da Ponte, sob o comando da dupla de mestres, Juninho e o estreante Alex Vieira. Um ritmo profundamente conectado ao que o enredo e samba solicitavam foi exibido. Tudo com bossas dançantes e uma sonoridade potente.

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Na parte da frente da “Ritmo Meritiense”, um ala de cuícas segura tocou junto de agogôs de qualidade. Um naipe de tamborins de inegável virtude coletiva se exibiu interligado a uma ala de chocalhos de elevada técnica musical.

Na cozinha da bateria da Ponte, uma boa afinação de surdos foi notada. Marcadores de primeira e segunda ditaram com firmeza o andamento. Surdos de terceira deram bom balanço aos graves. Repiques coesos tocaram juntos de caixas de guerra sólidas.

Bossas absurdamente musicais se aproveitavam das variações melódicas do samba da escola de São João de Meriti para consolidar a sonoridade, integrando a musicalidade da bateria ao ritmo de Funk. Criações musicais bastante pertinentes, atrelando a “Ritmo Meritiense” ao enredo da escola. Simplesmente sensacional o bom balanço envolvendo a bossa do refrão do meio, bastante dançante e que certamente auxiliou componentes na evolução. Outro arranjo que merece menção musical é o Funk do refrão principal, também bem musical e plenamente inserido na proposta da agremiação.

Uma ótima apresentação da bateria da Unidos da Ponte, dirigida pelos mestre estreante Alex Vieira, em dupla inédita com mestre Juninho. Uma sonoridade bastante vinculada ao ritmo de Funk foi exibida. Uma “Ritmo Meritiense” que colocou a Sapucaí para dançar ao som do seu pancadão. As exibições em cabines julgadoras foram boas, com destaque para a apresentação mais solta e divertida no último módulo, que devem garantir boa pontuação a bateria da Ponte, evidenciando seu grande desfile.