A fofura tomou conta da Marquês de Sapucaí na segunda noite de desfiles da Série Ouro, neste sábado. Abrindo a apresentação da Botafogo Samba Clube, a ala infantil “Guardiã da Biodiversidade” coloriu a avenida com pequenas joaninhas alvinegras que traduziram em gesto simples a mensagem ambiental do enredo dedicado ao paisagista Roberto Burle Marx.

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Daniela Cursino e o filho Bento. Foto: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

Na fantasia, o tradicional vermelho do inseto deu lugar ao preto e branco do Botafogo. A escolha teve um motivo especial: símbolo de equilíbrio ecológico, a joaninha apresenta o cuidado com a flora brasileira e a preservação dos biomas celebrados no desfile.

Com linguagem lúdica, a ala transformou a infância em imagem de futuro. Na pista, asas, antenas e movimentos leves evocavam proteção à natureza, enquanto as crianças encarnavam valores que precisam ser cultivados desde cedo para florescer adiante.

Para a representante de atendimento Daniela Cursino, de 33 anos, mãe de Bento, falar de preservação com os pequenos é essencial:

“Eu acho que, para o futuro, eles já saberão o que tem que preservar. Sem a natureza não dá para sobreviver. Por isso, é importante criarem essa consciência desde pequenos e, lá na frente, aplicarem isso no dia a dia”.

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Renata Pires e a filha Lara. Foto: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

A pesquisadora Renata Pires, de 43 anos, mãe de Lara, destacou a memória afetiva construída na avenida: “É o segundo ano que ela desfila, e isso fica para a vida toda. É vínculo com a cidade, com o carnaval, com a escola e também com o time. Eu achei linda a ideia da ala. Colocar as crianças como representação da biodiversidade tem tudo a ver”.

Entre as próprias crianças, a mensagem ambiental apareceu com naturalidade. Bento, de 10 anos, contou o que aprendeu ao vestir a fantasia:

“Eu achei legal porque a gente entende que precisa preservar as florestas. As árvores dão oxigênio, e sem elas a gente não consegue respirar”.

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Bento. Foto: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

Lara, de 8 anos, foi direta no alerta: “Não se pode jogar lixo na natureza. Tem que preservar, porque sem as árvores a gente não tem oxigênio”.

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Lara. Foto: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

Helena Félix, de 7, resumiu a importância da mensagem: “Tem que preservar, porque a natureza é importante para todo mundo, para as pessoas e para os animais”.

Já Eduarda Toledo, de 11 anos, celebrou o aprendizado vivido no carnaval: “Gostei de saber o significado da joaninha. Se a gente não cuidar do ambiente, pode chegar uma hora em que o mundo acaba”.

Eduarda Toledo
Eduarda Toledo. Foto: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

Além da mensagem, o encantamento com a fantasia também marcou a experiência. Cada detalhe ganhou preferência própria.

“Gosto das asas, porque depois posso usar como almofada”, contou Lara, rindo.

“Eu amo que parece um macacão”, disse Helena.

Bento concordou: “Meu favorito é o capacete com as duas antenas. São bonitinhas”.

Entre asas delicadas, pequenas descobertas e lições ditas sem peso, a ala infantil transformou a avenida em jardim vivo — lembrando que o futuro da natureza talvez comece justamente na simplicidade do olhar de uma criança.