Um ótimo desfile da bateria “Caldeirão da Zona Oeste” (CZO) da Unidos de Bangu, na estreia do experiente mestre Dinho na agremiação. Um ritmo equilibrado, com andamento confortável e bossas pautadas pela simplicidade musical foi exibido.

Na parte da frente da bateria da Unidos de Bangu, um naipe de cuíca ressonante se exibiu junto de uma ala de agogôs sólida, que pontuou as nuances melódicas através de sua convenção. Um naipe de chocalhos com boa técnica tocou demonstrando entrosamento com uma ala de tamborins de boa coletividade, que efetuou um desenho rítmico, baseado nas variações na melodia do samba.
Na cozinha da bateria CZO, uma afinação muito boa de surdos foi percebida, dando impacto sonoro nítido aos potentes graves. Surdos de terceira deram um balanço envolvente ao miolo do ritmo. Repiques coesos tocaram juntos de um naipe de caixas de guerra com bom volume.
Bossas com boa musicalidade ajudaram a impulsionar a obra da escola, além de auxiliar na evolução dos componentes. Boa conversa rítmica no estribilho serviu para atrelar a africanidade sempre presente na carreira da homenageada, Leci Brandão. De uma sagacidade ímpar a nuance rítmica que exibiu uma levada de Mangueira dentro do final da segunda do samba, num arranjo sutil, mas com sonoridade impactante. Uma criação musical pautada pela simplicidade nos arranjos e tendo na assimilação fácil um dos seus maiores trunfos, permitindo espontaneidade por toda a pista.
Uma ótima apresentação da bateria CZO da Unidos de Bangu, sob o comando de mestre Dinho, estreando na regência da escola. Um ritmo pautado pela simplicidade musical criativa ajudou a impulsionar o bom samba da escola, além de auxiliar o desfilante. Impressionante como a leveza dos arranjos ajudou os ritmistas na espontaneidade, aumentando a sensação de grande desfile.










