A Rosas de Ouro chega ao Carnaval 2026 apostando em uma viagem pelo universo da astrologia com o enredo “Escrito nas Estrelas”. Depois de conquistar o título no último carnaval, a escola da Brasilândia chega embalada e promete levar para a avenida uma narrativa que atravessa a criação do cosmos até o momento em que a humanidade passa a se orientar pelos astros como forma de compreender o mundo e o próprio destino.
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O projeto está nas mãos do carnavalesco Fábio Ricardo, que traz no currículo uma formação construída no carnaval do Rio de Janeiro. Antes de assumir a autoria de desfiles, ele atuou como assistente de Joãozinho Trinta e Max Lopes, dois nomes centrais da história do carnaval carioca. A estreia como carnavalesco veio em 2008, na Acadêmicos da Rocinha, e, desde então, o artista passou por escolas como São Clemente, Grande Rio, Império Serrano, Mocidade Independente de Padre Miguel e, no último carnaval, pela Unidos de Vila Maria.
A agremiação será a quinta a desfilar na sexta-feira de carnaval, na abertura dos desfiles do Grupo Especial de São Paulo.
Entenda o desfile
O enredo “Escrito nas Estrelas” propõe um percurso que vai da criação do universo à relação das civilizações com os astros. A narrativa começa com a expansão do cosmos, passa pela formação das estrelas e pela construção simbólica das grandes civilizações guiadas pelo céu, até chegar a uma reflexão espiritual sobre a Era de Aquário e os rumos da humanidade.
Durante visita do CARNAVALESCO ao barracão da escola, o carnavalesco Fabinho destacou o processo intenso de criação e a busca por fundamento para tratar do tema.

“Eu falei para eles que, para falar desse enredo, a gente precisava ter fundamento. Receber e devolver energia, como o universo faz. O que você emana para o universo, ele devolve para você. A escola precisava estar aberta para receber isso. Eu trabalho muito com essa questão de energia. Aos 50 anos, comecei a equilibrar isso, que é fundamental para qualquer artista que lida com o público e com a comunidade. Esse enredo foi tão energético que eu levei cinco meses em processo criativo, de segunda a segunda, das nove da manhã até, às vezes, três da manhã, junto com a equipe. Foi um processo de conexão muito forte, de estudo e entrega”, lembrou Fabinho.
Setor 1
A abertura mergulha no imaginário da criação do universo e no nascimento simbólico da constelação Rosa de Ouro. A proposta é apresentar o cosmos como origem de tudo, com a Terra surgindo como um grande santuário, espaço de acolhimento da vida.

“O enredo começa com a expansão do universo. A gente cria, no nosso imaginário, a constelação Rosa de Ouro. Dessa constelação vem uma nave que percorre o universo, resgatando e semeando. Essa semente chega à Terra, que é o nosso grande santuário. A comissão de frente é um tributo ao universo, com um tripé em movimento, porque o universo está sempre em movimento. A escola não pede nada ao universo; a escola oferece um presente ao universo. O casal de mestre-sala e porta-bandeira representa a formação da vida, com o hidrogênio e o hélio, que são a base de tudo o que conhecemos no universo”, explicou Fábio.
Setor 2
Na sequência, o desfile apresenta o nascimento das estrelas e das constelações e faz a ponte com as civilizações que, ao longo da história, passaram a olhar para o céu como guia de conhecimento e organização do mundo.
“Depois, a gente entra no setor da nebulosa, o berço das estrelas, de onde nascem planetas e elementos de vida. O abre-alas traz constelações como Sírius, Órion, Lira e Pégaso. Em seguida, vem o setor de Atlântida, a civilização matriz, que teria vindo das estrelas para cuidar da Terra. Os sábios se espalharam pelo mundo para transmitir o conhecimento, dando origem a civilizações como Suméria, Egito, Grécia, Índia e os maias, cada uma com sua missão, sempre guiadas pelos astros”, pontuou o carnavalesco.
Setor 3
O terceiro setor avança para o campo do pensamento humano, reunindo ciência, astrologia e simbolismos que ajudaram a construir a forma como o homem interpreta o céu e o próprio destino.

“No terceiro setor, entram os grandes pensadores da astronomia e da astrologia: Ptolomeu, Copérnico, Galileu, além de referências como Nostradamus. A gente também traz o tarô, com cartas como a estrela, a lua, o mundo, a roda da fortuna e até o diabo, com uma leitura simbólica e humana. Cada planeta tem um pensador diferente encenando ali”, disse Fabinho.
Encerramento
O desfile se encerra com uma leitura espiritual e contemporânea da Era de Aquário, propondo uma reflexão sobre consciência coletiva, sustentabilidade e mudança de postura da humanidade diante do mundo.
“No último setor, a gente fala da Era de Aquário. Aquário traz sustentabilidade, consciência coletiva, igualdade, amor ao próximo e espiritualidade. Diferentemente da Era de Peixes, em que se buscava um salvador fora, Aquário propõe olhar para dentro. A gente encerra com a figura de Aquário banhando tudo com sua ânfora, trazendo a luz de Aquário para a escola, para a arquibancada e para todos que estiverem presentes”, finalizou Fabinho.










