Um excelente ensaio técnico da bateria “Tabajara do Samba” da Portela, do estreante mestre Vitinho. Um ritmo com andamento confortável, equilibrado e com boa equalização de timbres foi apresentado. Com um conjunto de bossas dançante, contendo pressão sonora, o casamento musical entre samba e a sonoridade da bateria ocorreu de forma orgânica.
* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp
Na primeira fila da bateria portelense, um naipe de xequerês exibiu solidez. Ritmistas tocando tambor de Ilú deram seu contributo fazendo ritmo e em bossas. Um naipe seguro de cuícas ajudou a marcar o samba com eficiência. Uma boa ala de agogôs pontuou a melodia do samba efetuando uma convenção rítmica baseada em suas nuances. Um naipe de chocalhos de técnica coletiva irretocável se exibiu interligado a uma ala de tamborins de nítido valor sonoro. Tamborins e chocalhos foram uníssonos, com toques que se completavam, evidenciando o grande trabalho envolvendo as peças leves.
Na cozinha da bateria da Águia, uma boa e pesada afinação de surdos foi percebida. Marcadores de primeira e de segunda tocaram com firmeza e segurança. Surdos de terceira ficaram responsáveis pelo balanço envolvente portelense acima da média. Repiques coesos tocaram juntos de um naipe de caixas de guerras simplesmente exuberante. Magistral o trabalho com as caixas da Portela, com sua tradicional batida rufada.
Bossas bem musicais foram executadas com grande precisão. Todas se pautando pelas variações do melodioso samba portelense para consolidar seu ritmo. A nuance rítmica no final do refrão do meio e logo após à cabeça do samba deram dinamismo sonoro à “Tabajara”. Xequerês e Tambores de Ilú vão para o meio do corredor da bateria da Portela para a execução da paradinha da primeira do samba, além da participação luxuosa dos tambores de Ilú no belo e potente arranjo do refrão do meio. Ambas as bossas são conversas rítmicas profundas, com várias camadas musicais para serem apreciadas. Um trabalho de criação musical de muito bom gosto, além de bastante encaixe com a obra da agremiação.
Uma apresentação excelente da bateria “Tabajara” da Portela, comandada por mestre Vitinho. Uma conjunção sonora impactante foi exibida junto de um andamento bem confortável. Ficou nítido o grande encaixe entre bossas e o samba da Majestade. Um trabalho para dar bastante esperança ao torcedor portelense, com uma bateria da Portela pronta para brigar pela pontuação máxima, quiçá disputar eventuais premiações.










