A Uirapuru da Mooca apresentou um desfile marcado por maturidade, segurança e bom domínio técnico. A escola conseguiu alinhar seus quesitos de forma consistente e levou para a avenida um dos melhores conjuntos alegóricos da noite, evidenciando organização e cuidado estético. Mesmo com um enredo denso e de leitura complexa, a agremiação mostrou clareza narrativa e apresentou um desfile coeso, competitivo e bem estruturado.
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A escola foi a nona a desfilar e terminou sua apresentação com 48 minutos. Levando para o Sambódromo do Anhembi o enredo “Maria Felipa – No Balanço da Maré, a Heroína da Independência”, desenvolvido por uma Comissão de Carnaval.
COMISSÃO DE FRENTE
A comissão de frente, coreografada por Rosani Garcia, representou o “Legado de Sankofá”. Sem o uso de elementos alegóricos, os bailarinos desenvolveram toda a coreografia no chão, apostando na força da movimentação corporal e na expressividade cênica.

Como recurso visual, utilizaram elementos nas mãos e máscaras no rosto, reforçando a proposta simbólica da apresentação. As coreografias apresentadas aos módulos seguiram uma linha tradicional do quesito, com leitura clara e execução correta.
MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA
O casal Alexander e Pamela apostou em uma apresentação baseada na técnica e na clareza de movimentos. Executando todos os passos obrigatórios previstos no regulamento, a dupla representou a Coroa Portuguesa dentro da proposta do enredo.

Durante todo o percurso, demonstraram segurança, entrosamento e preparo, realizando apresentações consistentes em todos os módulos de julgamento.
HARMONIA
O canto da escola foi satisfatório e ganhou ainda mais força nos momentos em que a bateria executou bossas, especialmente no trecho do samba que diz “O povo é guardião do meu lugar”.
Os componentes mantiveram um canto linear e regular do início ao fim do desfile, sem grandes oscilações entre os setores.
ENREDO
O enredo “Maria Felipa – No Balanço da Maré, a Heroína da Independência”, assinado por uma Comissão de Carnaval, apresentou uma temática complexa, com múltiplas possibilidades de abordagem histórica.
Durante o desfile, entretanto, a trajetória de Maria Felipa foi bem retratada, permitindo uma leitura clara e coerente da narrativa, com boa compreensão por parte do público e dos julgadores.
EVOLUÇÃO
A Uirapuru da Mooca concluiu seu desfile em 48 minutos, apresentando um andamento compacto e satisfatório.
No que diz respeito às movimentações dos componentes, a evolução foi regular, sem problemas de espaçamento ou deslocamento, mantendo a organização da escola ao longo da pista.
SAMBA-ENREDO
O samba-enredo, interpretado por Thiago Britto e composto por Thiago Meiners, Thiago Britto, André Valêncio, Marcel da Cohab, JB Laureano, Diego Laureano, Wil PZ, Daniel Rizzo, Sandra Aranha e Tubino, possui uma letra de fácil entendimento e alinhada à sinopse do enredo.

No entanto, a melodia, com exceção do refrão principal, exigiu maior esforço da ala musical para envolver o público e os próprios componentes, tornando o rendimento musical mais dependente da condução do intérprete e da bateria.
FANTASIAS
Destaque para a ala das baianas, que representou as águas. No refrão principal, citadas diretamente no samba, as componentes giraram intensamente, valorizando o efeito visual das fantasias e ampliando o impacto cênico da apresentação.
As fantasias das demais alas desenvolveram o enredo de forma satisfatória, com boa leitura e acabamento adequado.
ALEGORIAS

A Uirapuru da Mooca apresentou um dos melhores conjuntos alegóricos da noite. Com três carros levados à avenida, a escola demonstrou bom acabamento e investimento em jogos de luz, o que potencializou o impacto visual do desfile e reforçou a narrativa do enredo.
OUTROS DESTAQUES

A rainha de bateria, Acássia Amorim, desfilou com figurino nas cores da escola e demonstrou forte entrosamento tanto com a bateria quanto com o público, contribuindo para o bom rendimento do quesito.
Os destaques de chão desfilaram bastante entrosados com a bateria e com muito samba no pé durante todo o percurso.










