A Mocidade Independente de Padre Miguel chega ao Carnaval 2026 celebrando a liberdade, a irreverência e a força criativa de uma das maiores artistas da música brasileira: Rita Lee. Ícone da contracultura, da liberdade feminina e da ousadia artística, a cantora inspira um enredo que dialoga diretamente com a essência da escola: irreverente, jovem, elétrica e apaixonada pela avenida.
Esse espírito se reflete também na nova geração de componentes da Mocidade. Jovens que cantam o samba do começo ao fim, interagem, pulam, vibram e carregam no peito o orgulho de serem Independentes de corpo e alma. Durante o ensaio técnico, quatro componentes traduziram em palavras o que é viver a Mocidade intensamente.
Thiago Souza, 26 anos, analista de dados, vive em 2026 a sua primeira experiência desfilando. Para ele, a diferença entre assistir e estar na avenida é marcante.

“Cara, está sendo muito legal, está sendo minha primeira experiência desfilando. Quando a gente está na avenida é uma experiência única e, quando você está na arquibancada, é outra experiência. Na avenida explode muita emoção, muito amor pela escola, então está sendo incrível, incrível.”
Felipe Araújo, 25 anos, arquiteto, desfila há três anos e destaca a energia contagiante do samba da Mocidade.

“Desfilar na Mocidade é uma energia maravilhosa de Carnaval porque o samba é vibrante, ele é alegre, ele é muito divertido. Entrar na avenida com o samba e com essa energia é muito empolgante, dá vontade de pular, soltar toda a energia e gritar mesmo o samba. Está sendo um samba que estimula muito a desfilar, está sendo maravilhoso.”
Amanda Barbosa, 28 anos, advogada, desfila pela terceira vez e se emociona ao cantar um enredo que exalta a liberdade e representa a força feminina.

“Com esse enredo sobre a padroeira da liberdade, e eu, como mulher, cantando, é muito emocionante. Admiro muito a obra da Rita Lee e tudo que ela fez em vida. Está sendo incrível viver e celebrar este momento. Estou aqui com meus amigos e minha irmã, o que faz ser perfeito.”
Já para Mariana Almeida, 30 anos, farmacêutica, o desfile de 2026 marca a realização de um sonho pessoal. Fã declarada de Rita Lee, ela encontrou no enredo o empurrão que faltava para estrear na avenida.

“Eu estou muito feliz de desfilar na Mocidade este ano porque sou fã da Rita Lee. Nos últimos dois anos eu li a biografia desta poeta, pude conhecer melhor a história e as músicas dela, o quanto ela é importante para a música brasileira e para o Brasil. Quando fiquei sabendo que a Mocidade ia falar sobre a Rita Lee, eu coloquei na minha cabeça que precisava desfilar, corri atrás e consegui essa oportunidade. Estou muito feliz de participar. A escola está ganhando muito meu respeito pela organização, pela alegria e pela animação. Espero que seja um momento especial e incrível na avenida.”
Entre estreias, paixões antigas e novas histórias sendo escritas, a juventude da Mocidade mostra que o Carnaval vai muito além do desfile. É pertencimento, identidade e liberdade — exatamente como Rita Lee ensinou e como a Estrela Guia de Padre Miguel faz questão de mostrar: independente de ser o primeiro desfile ou o décimo, quem entra na avenida vai de corpo, alma e coração verde e branco.









