Por Naomi Prado, Ana Carla Dias e Will Ferreira
A Dom Bosco de Itaquera realizou seu último ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi, em preparação para o desfile de 2026. A escola concluiu o treino em aproximadamente 59 minutos. A comissão de frente foi o grande destaque do ensaio, ao interpretar de forma literal o enredo e apresentar a comunidade ao público. Com os quesitos bem alinhados, a comunidade itaquerense realizou um desfile técnico e empolgado.
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A Dom Bosco será a sétima escola a desfilar no domingo de carnaval e levará para a avenida o enredo “Mariama, mãe de todas as raças, mãe de todas as cores, mãe de todos os cantos da Terra”, assinado pelo carnavalesco Fábio Gouveia.
COMISSÃO DE FRENTE
A comissão de frente, coreografada por Luana Poletti, dividiu-se em grupos para representar o enredo, contando com dois personagens centrais. Durante a apresentação, um dos grupos representou as águas, executando uma dança mais fluida, enquanto outro grupo, representando os romeiros, interagia com um personagem principal que simbolizava um escravizado, suplicando pela quebra das correntes.

Por fim, um terceiro grupo de bailarinos interagiu sobre um tripé, representando anjos, até a aparição da personagem principal: a santa homenageada pelo enredo.
MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA
A dupla Leonardo e Mariana apostou em uma apresentação tradicional, marcada pelo sincronismo e pela expressividade facial. O casal executou corretamente os movimentos obrigatórios do quesito e, em determinado momento, o mestre-sala reverenciou ainda mais sua porta-bandeira, sugerindo que ela representará uma figura central do enredo no desfile oficial.
Ao CARNAVALESCO, o casal fez um balanço dos ensaios técnicos. “O que mudou foi a maturidade. A gente veio no primeiro com a intenção de sentir como seria o andamento com a escola toda, porque a gente se prepara nos ensaios específicos, mas não é a mesma coisa com a escola no contexto todo. No primeiro, a gente sentiu, e no segundo veio a maturidade: ter a certeza do que tem que fazer, os pontos que tem que olhar, que tem que respirar e os pontos que tem que marcar”, disse Léo.

“Conseguimos encaixar tudo o que achamos que deveria mudar do primeiro ensaio e hoje posso dizer que foi praticamente perfeito. Como o Léo disse, no primeiro a gente sentiu, veio a maturidade e hoje conseguimos concretizar o trabalho”, concluiu Mariana.
HARMONIA
O canto manteve-se linear em relação ao ensaio anterior. Os componentes se destacaram especialmente no trecho do samba que entoa “É jeito do samba rezar”.
Com o auxílio do intérprete Rodrigo Xará, que animou as alas e o público presente, a escola apresentou um desempenho satisfatório no quesito.
A equipe do CARNAVALESCO conversou com o intérprete. “A gente se preparou para esse ensaio técnico, fizemos alguns ensaios na rua para simular o dia de hoje e a gente saiu feliz. Eu brinco sempre que sempre terá alguma coisinha para acertar, mas acho que hoje fizemos um grande ensaio técnico e tenho certeza de que a gente vai se preparar ainda mais. Costumo dizer que estar pronto é só no dia. Hoje não estamos, mas falta um pouquinho e, no dia, a gente vai bem”, conta.

“A escola é uma escola alegre, o enredo está dentro desse nosso contexto. Vamos colocar que a perspectiva é das melhores, a gente veio para ser campeão, a gente veio para brigar com respeito às nossas coirmãs. A gente está num grupo que acho que é o acesso mais difícil da história do carnaval e de todos os tempos, mas a gente veio para ganhar com todo respeito. Vamos fazer um trabalho bem bonito, tenho certeza de que quem vier ver irá gostar”, explica.
EVOLUÇÃO
As alas evoluíram de forma leve e empolgada. Os componentes desfilaram soltos, interpretando o samba durante todo o ensaio.
O tempo final foi de 59 minutos, e o andamento da escola foi contínuo, permitindo uma evolução organizada ao longo da pista.
SAMBA-ENREDO

O samba-enredo, composto por Gui Cruz, Darlan Alves, Portuga, Imperial, Douglas Chocolate, Marcos Mala, Luciano Rosa, Gabriel, Reinaldo Marques e Willian Tadeu, apresenta uma linha melódica capaz de emocionar e empolgar simultaneamente.
Essa característica ficou evidente ao observar a evolução da escola durante o ensaio técnico.
OUTROS DESTAQUES
A bateria, comandada pelo mestre Bola, demonstrou bom entrosamento com o carro de som e executou as bossas com eficiência.

O mestre Bola fez uma análise da bateria durante esse ensaio técnico. “O ensaio de hoje foi muito bom, muito melhor do que o primeiro. Hoje conseguimos atingir o nosso objetivo, que era fazer as paradinhas em frente ao jurado. Estou muito contente, de verdade. Foi muito bom. Sinto que este ano, principalmente pelo enredo, é um ano especial para a Dom Bosco. Tenho certeza de que vai vir coisa boa para a escola. Estamos em um clima muito bom, então aguardem, porque vamos vir com a garra total”, conta o mestre.
A ala das baianas surgiu vestida em tons de azul, vermelho, roxo, verde e outras cores vibrantes, acompanhada por uma pessoa que conduzia uma imagem de santa ao centro da ala, conferindo ainda mais brilho e representatividade ao enredo.











