O primeiro dia de ensaios técnicos para o Carnaval 2026 começou com o “pé direito” e a Sapucaí lotada, apesar da chuva que atingiu o Rio de Janeiro. Em coletiva realizada após o término dos treinos da Acadêmicos de Niterói, Mocidade Independente, Mangueira e Unidos da Tijuca, o presidente da Liesa, Gabriel David, fez um balanço positivo da noite, destacando a presença de mais de 53 mil pessoas no Sambódromo.
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“O balanço é o melhor possível. Eu queria destacar que as escolas, como sempre, arrasaram na avenida. Público sensacional: mais de 53 mil pessoas presentes aqui no Sambódromo em sexta-feira. É um saldo super positivo e a tendência é ir melhorando”.
Para Gabriel David, o novo sistema de som é o grande trunfo deste pré-carnaval, embora ainda esteja em processo de ajuste. O presidente esclareceu que não houve falha técnica no microfone. Sobre o “ruído” e o atraso entre a passagem da Niterói e da Mocidade, Gabriel explicou que foi uma questão logística das equipes de som. Por serem as mesmas equipes atuando em sequência, houve o tempo de deslocamento. Nos desfiles oficiais, as equipes serão alternadas, garantindo o tempo exato de intervalo.
“Sobre o som, acho que é o ponto alto desse pré-carnaval até aqui, mas eu queria destacar que é um processo, estamos no meio desse processo e a vitória só vem lá no sábado das campeãs. Nenhum problema no som foi detectado ao longo de toda a noite. No caso da Unidos da Tijuca, que teve falhas no microfone, não foi no microfone. Foi porque o enredista da escola, na hora de falar, pegou na parte de baixo onde tem o sensor. Damos muita importância para que sejam as mesmas equipes que vão atuar durante os desfiles. Isso é muito importante para a melhor qualidade do som e a melhor performance das escolas”, disse o presidente da Liga.
Segurança e polêmica do Acesso
O controle de público através de QR Codes foi o tema mais sensível da semana. Gabriel David foi enfático ao dizer que o controle não é uma escolha “popular”, mas uma obrigação de segurança imposta pelo poder público para evitar a superlotação. A ocupação dos setores foi acompanhada por câmeras e divulgada nas redes sociais para que o público soubesse onde ainda havia espaço.
“Não é uma tomada de decisão da Liesa. É uma obrigação que a Liesa tem a cumprir de controlar o público por conta de problemas que aconteceram no passado. Não é porque um evento é popular que ele não tem que ser seguro ou que ele tem que ser feito de qualquer jeito. A gente não vai superlotar nenhum dos setores em hipótese alguma. Se vierem mais pessoas do que o que comporta, infelizmente, não vai dar para todo mundo entrar”, afirmou Gabriel David.
Diferente de anos anteriores, onde obras ainda eram finalizadas durante os ensaios, David destacou que o Sambódromo está 95% pronto. Sobre as críticas à diminuição das frisas, o presidente negou qualquer redução de tamanho físico. Ele afirmou que o espaço de frisas até aumentou levemente nos últimos dois anos e que a sensação de mudança se deve ao controle rigoroso de acesso, evitando que pessoas sem ingresso ocupem os corredores das frisas, como ocorria no passado.
“Vamos lembrar de um ano atrás: a gente estava no ensaio técnico onde tinha muita madeira sendo quebrada nos camarotes, barulho de martelo… e a gente vem para um ano onde a Sapucaí está 95% pronta”.
O presidente também comentou a relação com a Liga RJ, classificando as queixas recentes como um “ruído de comunicação”. Gabriel defendeu a captação de recursos privados pelas escolas do Grupo Especial, argumentando que um carnaval de alta performance custa entre R$ 18 e R$ 20 milhões, enquanto os repasses atuais ficam na casa dos R$ 13 a R$ 14 milhões.
David elogiou a gestão de Eduardo Paes e destacou a presença do vice-prefeito Cavaliere no evento, reforçando que o diálogo sobre segurança e operação segue fortalecido.









