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Um ensaio técnico muito bom da bateria da União de Maricá, sob o comando do mestre Paulinho Steves. Um ritmo envolvente, com balanço baiano e africano nas bossas, que possibilita que os componentes dancem e evoluam impulsionados pelo belo trabalho da bateria “Maricadência”.

Na cabeça da bateria da Maricá, logo na primeira fila, um naipe com ritmistas tocando timbal acrescentou seu molho à sonoridade da parte da frente do ritmo. Cuícas sólidas e um bom naipe de agogôs também contribuíram para o preenchimento musical das peças leves. Uma ala de chocalhos de qualidade acima da média tocou interligada a um naipe de tamborins técnico e ressonante.

Na cozinha da bateria “Maricadência”, uma boa afinação de surdos foi percebida. Os marcadores de primeira e de segunda tocaram com firmeza e precisão. Os surdos de terceira deram um balanço bem envolvente à parte de trás do ritmo. As caixas tocaram de modo consistente, junto de repiques coesos. Atabaques vieram ao meio do ritmo, mais precisamente no corredor, sendo utilizados de forma luxuosa na paradinha do refrão do meio.

Bossas baseadas nas variações melódicas do samba da escola foram apresentadas, desde uma levada com direito a ritmo baiano até um arranjo no refrão do meio exaltando a ancestralidade africana por meio do toque dos atabaques. Vale ressaltar que os atabaques são tocados no arranjo utilizando baquetas, o que religiosamente conecta ao uso do aguidavi sagrado.

Uma apresentação muito boa da “Maricadência” no ensaio técnico, dirigida pelo mestre Paulinho Steves. Um ritmo de nítida virtude sonora foi exibido. Com bossas dançantes, é possível dizer que a bateria da Maricá ajudou a impulsionar tanto o samba da escola quanto a evolução de seus componentes, coroando sua grande exibição nessa noite.