O CARNAVALESCO conversou com o coreógrafo da comissão de frente do Salgueiro, Paulo Pinna, sobre o projeto de 2026, ano em que a escola celebra a vida e a obra da antológica carnavalesca Rosa Magalhães. Na conversa, ele comentou sobre a apresentação do minidesfile.
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“A gente fez uma coreografia e uma proposta para que toque no coração das pessoas, não só com homenagem às escolas, mas também no figurino dos bailarinos, que remete a um personagem que ela sempre trazia, a Arlequina. A Arlequina é um personagem universal e que representa muito bem o carnaval”, disse Paulo.
No minidesfile, Paulo deu um gostinho da homenagem para Rosa Magalhães. “Fizemos um truque de troca de roupa para mostrar os pavilhões em que a Rosa trabalhou”, antecipou.
O artista da dança também abordou a parceria da carnavalesca com o coreógrafo Fábio de Melo na Imperatriz Leopoldinense, na última década do século XX, em comissões de frente que redefiniram a história do carnaval carioca.
“A Rosa e o Fábio revolucionaram e modificaram as comissões na década de 1990. Não tem como não homenageá-lo falando de Rosa, seja num desenho coreográfico, numa movimentação ou em algo que você olhe e pense: ‘caramba, é muito o que ele faria’. Isso vai estar presente em todos os momentos, seja aqui, seja no ensaio técnico, seja no desfile oficial, no ensaio de rua”, explicou.
Paulo Pinna celebrou ainda o impacto do trabalho de Rosa Magalhães no mundo do samba e em uma geração inteira de criadores.
“Quando a gente para para pensar em Rosa Magalhães e falar sobre Rosa Magalhães no Carnaval, vai além do Salgueiro, da Imperatriz, da Vila Isabel. A Rosa é além do carnaval. Ela foi a carnavalesca que conseguiu ter essa comunhão de foliões e artistas que se inspiraram no trabalho dela para fazer o carnaval ser diferente. Falar de Rosa é festejar o carnaval, a comunhão de todas as escolas”, finalizou o coreógrafo.









