Por Naomi Prado e Will Ferreira

A X-9 Paulistana realizou seu primeiro e único ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi, preparando-se para o Carnaval de 2026. A agremiação concluiu sua apresentação em aproximadamente 47 minutos e 50 segundos. A comunidade tem ajustes pontuais e importantes a fazer para tentar alcançar o objetivo de avançar para o Grupo de Acesso 1. A nação xisnoveana será a quarta escola a desfilar no sábado de Carnaval pelo Grupo de Acesso 2. A escola levará para a avenida o enredo “Yvy Marã’ẽ: a busca pela Terra sem Mal”, assinado pelo carnavalesco Amauri Santos e pelo enredista Leonardo Dahi.

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COMISSÃO DE FRENTE

A comissão de frente, coreografada por Paula Gasparini, apostou em uma apresentação que remete aos trejeitos dos povos originários. De forma contida, os bailarinos alternaram movimentos que dialogam com o enredo e passos tradicionais do quesito.

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Durante a apresentação, a ala se divide em grupos que, ao se separarem, chegam a agachar e bater as mãos no chão. A comissão contou com uma personagem central, posicionada no centro das coreografias, que, em determinado momento, era erguida pelos demais integrantes.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Igor e Júlia Mary se destacaram pela apresentação expressiva. Embora mantenham uma dança de perfil mais tradicional, com ênfase nos movimentos obrigatórios, como giros em sentido horário, anti-horário e eixo, a dupla optou por incorporar mais elementos do enredo em seus passos para 2026.

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Vestidos de branco e com acessórios de inspiração indígena, Igor e Júlia realizaram uma apresentação segura e consistente.

HARMONIA

A X-9 Paulistana precisa de atenção no quesito harmonia. De modo geral, os componentes concentraram o canto principalmente nos refrões do samba-enredo, deixando de entoar outras partes da obra. Com tempo para ensaios e ajustes, os experientes intérpretes Royce do Cavaco e Daniel Colete demonstraram capacidade para auxiliar na evolução desse quesito.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

EVOLUÇÃO

A escola enfrentou dificuldades para manter as alas compactas ao longo do trajeto, mas, após o recuo, o problema foi solucionado. Apesar do canto irregular e do forte sol que marcou o ensaio, os componentes realizaram coreografias nos refrões do samba. Algumas alas, utilizando adereços de mão, apresentaram um desempenho linear ao longo do percurso.

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SAMBA-ENREDO

O samba-enredo, composto por Gui Cruz, Clayton Reis, Portuga, Reinaldo Marques, Imperial, Rogério, Digo Sá, Luciano Rosa, Luizão, Willian Tadeu e Vitor Gabriel, possui uma letra bastante descritiva e fiel à proposta do enredo. No entanto, a obra aparentou apresentar certo grau de dificuldade para o desempenho da harmonia e da evolução da escola.

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OUTROS DESTAQUES

A bateria, comandada pelo mestre Kell, apresentou um ritmo acentuado e preciso, bem ajustado à melodia do samba. Próximo ao recuo, alguns ritmistas e integrantes da diretoria se atrapalharam no momento de inverter a bateria. As alas de chocalho, agogô e cuíca abriram um espaço incomum e perceptível, mas o ajuste foi feito rapidamente.

A rainha de bateria, Valéria de Paula, apostou em um triquíni com estampa de onça e reinou com segurança e elegância à frente dos ritmistas. O grande ponto alto do ensaio foi a ala das baianas que, vestidas com as cores da escola, não se deixaram abater pelas condições climáticas e permaneceram dançando, honrando o pavilhão como verdadeiras matriarcas.

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