A União de Maricá retomou seus ensaios de rua na noite da última sexta-feira, no Centro da cidade. Mesmo sem a apresentação da comissão de frente, a escola mostrou pontos que chamaram atenção positivamente logo neste primeiro encontro rumo ao Carnaval 2026. Com o enredo “Berenguendéns e Balangandãs”, criação do carnavalesco Leandro Vieira, a agremiação será a sexta a desfilar no sábado de carnaval, dia 14 de fevereiro, e volta a ensaiar no mesmo local, sempre às sextas-feiras.
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MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA
O primeiro casal, Fabrício Pires e Giovanna Justo, foi um dos destaques da noite. Mesmo em ensaio, os dois apresentaram um bailado marcado por sintonia e leitura clara do samba. Ele conduziu a dança com atenção constante à porta-bandeira, mantendo o diálogo corporal durante toda a apresentação, enquanto ela girou com leveza e controle da bandeira, sem registros de enrolamento ou perda de eixo. O casal explorou bem os movimentos em relação à melodia, reforçando momentos do samba com giros e deslocamentos precisos, o que contribuiu para o impacto visual do ensaio.

HARMONIA
O canto foi um dos pontos que mais chamaram atenção ao longo do percurso. Por se tratar de um samba de fácil assimilação, diversas alas apresentaram rendimento consistente, com destaque para setores posicionados no meio da escola, onde o volume de canto se manteve firme.
O intérprete Zé Paulo Sierra, junto ao carro de som, teve papel fundamental na condução do canto, mantendo a escola ligada ao andamento do samba e estimulando a resposta dos componentes. Não houve registro de irregularidade acentuada entre setores, e o canto se manteve relativamente homogêneo durante o ensaio.

Zé Paulo comentou ao CARNAVALESCO sobre o rendimento da escola nos ensaios, destacando a evolução percebida ao longo das apresentações e o planejamento adotado pela direção para a reta final da preparação. Ele também ressaltou a importância dos ensaios de rua como ferramenta para simular o ambiente real do desfile.
“A gente está indo para o nosso ensaio de rua e acho que a evolução é muito nítida. O que a gente mostrou no minidesfile já é um fruto que a gente está colhendo do que foi feito aqui na nossa avenida. O balanço é muito positivo”.
EVOLUÇÃO
A evolução apareceu como o ponto mais alto da noite. A escola desfilou de forma organizada, com alas caminhando soltas e demonstrando conforto no samba. Não foram observados buracos relevantes ao longo do percurso, e a fluidez entre as alas chamou atenção.

Houve destaque para alas que sambaram com alegria, mantendo o ritmo sem recorrer excessivamente à formação em fileiras, o que valorizou o conjunto. A movimentação da escola reforçou a sensação de um ensaio bem controlado e com leitura clara de espaço.
SAMBA

O samba apresentou rendimento crescente ao longo do ensaio. A obra mostrou boa resposta tanto no canto quanto na evolução, favorecida por uma melodia acessível e refrões que rapidamente foram assimilados pelos componentes. O carro de som sustentou bem o andamento, permitindo que a escola mantivesse o canto sem quedas perceptíveis. O conjunto entre bateria, intérprete e alas contribuiu para que o samba se desenvolvesse de forma constante durante todo o percurso.
OUTROS DESTAQUES

A bateria “Maricadência”, sob o comando do mestre Paulinho Steves, apresentou bossas bem executadas, mostrando que o dever de casa foi feito. As convenções surgiram com clareza e diálogo com o samba, sem comprometer o andamento do desfile. A rainha de bateria, Rayane Dumont, marcou presença interagindo com o público e acompanhando o ritmo da bateria durante o ensaio. A condução geral do trabalho, liderada pelo diretor de carnaval Wilsinho Alves e pelo diretor de harmonia Mauro Amorim, refletiu uma escola organizada neste primeiro ensaio de rua.
Em entrevista ao CARNAVALESCO, o mestre de bateria, Paulinho Steves, responsável por conduzir a Maricadência, avaliou o momento vivido pela escola após a retomada dos ensaios de rua. Segundo ele, o trabalho desenvolvido desde a virada de temporada tem sido marcado por crescimento gradual, com foco na construção coletiva e na preparação técnica para o dia do desfile oficial.

“O balanço até agora é o melhor possível. Nós viramos aí de 2025 para 2026 com ótimos ensaios de rua. Fizemos um minidesfile muito bom. Eu costumo conversar com a minha rapaziada que é um degrau de cada vez, e esse degrau está chegando ao fim, graças a Deus, para patrilhar e tirar aquela batucada linda no dia do desfile”.









